<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133</id><updated>2011-06-07T23:17:27.509-07:00</updated><title type='text'>The Laundry Blues</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>71</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-111476322031827180</id><published>2005-04-29T01:22:00.000-07:00</published><updated>2005-04-29T01:27:00.320-07:00</updated><title type='text'>Tributo</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.goner-records.com/index/images/hasil/hasil4.gif"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;strong&gt;HASIL ADKINS - 1938-2005&lt;/strong&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ter desaparecido, &lt;strong&gt;Hasil Adkins &lt;/strong&gt;será sempre recordado naquilo que sabia fazer melhor: no blues.&lt;br /&gt;Poderá seguir &lt;a href="http://www.geocities.com/bighollowtwang/HasilAdkins.html"&gt;este caminho&lt;/a&gt; e descarregar &lt;strong&gt;She Said&lt;/strong&gt;, curiosamente, o tributo que &lt;strong&gt;Tigerman&lt;/strong&gt; lhe prestou no final do seu álbum debutante, &lt;strong&gt;Naked Blues&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-111476322031827180?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/111476322031827180/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=111476322031827180' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/111476322031827180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/111476322031827180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2005/04/tributo_29.html' title='Tributo'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-111463338559842945</id><published>2005-04-27T13:06:00.001-07:00</published><updated>2005-04-27T13:23:05.603-07:00</updated><title type='text'>O folk está de volta à cidade</title><content type='html'>O folk veio decididamente para ficar. Ou, como já ouvi alguém chamar, o neo-folk. Porque assim rebaptiza-se o velho para parecer novo. E como todos os revivalismos, cria-se o hype e torna-se o folk na &lt;i&gt;the next big thing&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oficialmente reabilitado com a colectânea &lt;strong&gt;The Golden Apples Of The Sun&lt;/strong&gt;, o folk trouxe para a grande fogueira do internacionalismo pequenas achas que não eram mais do que simples cantautores fiéis dos recônditos cantos da alma norte-americana. Essa internacionalização mandou às urtigas essa exclusividade americana e agora o folk já é uma tristeza de alma que se pode ouvir na bela Itália (alguém falou de &lt;strong&gt;Emiliana Torrini&lt;/strong&gt;?) ou nas Beiras Altas (alguém falou de &lt;strong&gt;Old Jerusalem&lt;/strong&gt;?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre sob a alçada do deus-maior, &lt;strong&gt;Devendra Banhart&lt;/strong&gt;, o círculo do folk tem vindo a alargar-se, incluindo uma diversidade de nomes que começam a ser comuns nos orgãos de comunicação: &lt;strong&gt;Antony&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Cocorosie&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Iron &amp; Wine&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Six Organs Of Admitance &lt;/strong&gt;ou &lt;strong&gt;Josephine Foster&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Por isso, antes que a obra rebente na praia e apenas alguns nomes permaneçam na espuma da rebentação folk, há que chamar a atenção para os que podem não se destacar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Antony &lt;/strong&gt;disse a seu respeito que "uma força assim só aparece de vinte em vinte anos". Mas se o ano zero da cronologia folk é contado a partir do mestre &lt;strong&gt;Bob Dylan&lt;/strong&gt;, corrijo que uma força assim só aparece de quarenta em quarenta anos.&lt;br /&gt;Apesar dos seus tenros vinte - 20 - vinte anos, &lt;strong&gt;Joanna Newsom &lt;/strong&gt;já tem muito a contar no mundo da música em geral e no mundo do folk em particular. &lt;strong&gt;Joanna Newsom &lt;/strong&gt;tem a voz de cana rachada de &lt;strong&gt;Bob Dylan&lt;/strong&gt;, que se estranha e depois entranha; tem a rebeldia de &lt;strong&gt;Patti Smith&lt;/strong&gt;, apesar do ar angelical de quem ainda não foi corrompida pela consciência da idade; tem o espírito campestre de &lt;strong&gt;Joan Baez&lt;/strong&gt;, num misto Casa Da Pradaria/Cowgirl; e tem o espírito de &lt;strong&gt;Joni Mitchell&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Joanna Newsom &lt;/strong&gt;é um anjo descido à terra. E como que a provar esse facto (porque apesar de óbvio, há sempre os cépticos e os teimosos), não se esquivou a trazer a sua harpa consigo. E basta vê-la tocar tão angelical instrumento para constatar que nennum humano toca harpa daquela maneira - batida, em vez de dedilhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O folk veio para ficar. Se a história se repetir no ciclo elíptico que costuma fazer, voltará para o esquecimento dentro de alguns anos. Esperemos que os anjos fiquem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://images.google.pt/images?q=tbn:Kw2P5f4YxpoJ:www.bentclouds.com/milkeyedmender.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;This Side Of The Blue&lt;/strong&gt;; The Milk-Eyed Mender; 2004]&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-111463338559842945?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/111463338559842945/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=111463338559842945' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/111463338559842945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/111463338559842945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2005/04/o-folk-est-de-volta-cidade_27.html' title='O folk está de volta à cidade'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-111391870299156954</id><published>2005-04-19T06:12:00.000-07:00</published><updated>2005-04-19T07:08:08.920-07:00</updated><title type='text'>There's no place like home</title><content type='html'>Ouvi, mais do que uma vez até (e aposto que a maioria de vocês já ouviram histórias semelhantes), um amigo contar orgulhosamente que, numa viagem de férias à Índia, encontrou um restaurante onde comeu um saboroso bacalhau à transmontana.&lt;br /&gt;Mas que barbaridade é esta? Mas quem é que vai conhecer uma cultura estrangeira, completamente antagónica da nossa, e acaba por se deliciar com a mais tradicional das nossas refeições? É como ir a Roma e não ver o Papa, de certo modo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso garantir-vos de que não há experiência mais enriquecedora do que conhecer por dentro uma cultura diferente da nossa. E para o fazer da forma mais correcta, há que nos inserir nessa sociedade a cem por centro - banirmos totalmente, qualquer ponto característico que faz de nós um orgulhoso português, abraçar os hábitos gastronómicos locais, tentar ao máximo comunicar com os habitantes na sua língua e, até, abandonar ao máximo, o contacto com o que se está a passar com o nosso país. Só assim conseguiremos experienciar na sua totalidade, uma cultura estrangeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdidos assim num país diferente do nosso, em que a língua é completamente desconhecida para nós, faz-nos tornar mais ligados a nós próprios; a televisão torna-se um objecto estranho, o cinema deixa de ser uma opção válida, até as conversas de café são uma alienação... Por isso, recordamo-nos que sabemos pensar, ao vermos estimulados o nosso subconsciente, para mais quando o único escape pode ser um livro que veio como companhia. Um livro e a música.&lt;br /&gt;A música acaba mesmo por ser uma linguagem universal, que não precisa de descodificações para ser absorvida. Por isso, num país estrangeiro, a música é um veículo importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, por mais positiva que seja a experiência, não há lugar como a nossa casa. Ou não fossemos nós portugueses, os quais até têm um sentimento a que chamam de saudade que nos é exclusivo.&lt;br /&gt;Dei por mim envolvido nessa experiência. Daí, ter permanecido ausente das lides bloguísticas durante a semana passada. Durante oito dias estive em trabalho num país estrangeiro (chamado Coimbra), onde aproveitei para fazer um exaustivo reconhecimento da cultura local. No entanto, por mais positiva que tenha sido a experiência, acabei por dar por mim a saudar o que tinha deixado para trás, aquele quotidiano rotineiro que tantas vezes amaldiçoo.&lt;br /&gt;E assim, durante esses momentos momentâneos de saudade, fez-me desejar ouvir uma das bandas aqui da terreola, os &lt;strong&gt;Mazgani&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;strong&gt;Mazgani&lt;/strong&gt; preparam-se para ser o próximo hype por terras lusitanas. Mas desta vez justificado, mesmo que tenha sido impulsionado por uma bela distinção de uma certa revista francesa, que não vou dizer qual para não pensarem que é oportunismo. De facto, eles merecem mesmo o reconhecimento. E este sábado que passou, apesar de terem arrecadado o prémio do Termómetro Unplugged sob alguns protestos de algumas bandas concorrentes, aposto que foi mais do que merecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazendo uso da experiência profissional dos membros da banda, os &lt;strong&gt;Mazgani&lt;/strong&gt; adoptam o apelido do seu vocalista e compositor, &lt;strong&gt;Sharyar Mazgani&lt;/strong&gt;, para formarem um conjunto sólido e sóbrio. Os &lt;strong&gt;Mazgani&lt;/strong&gt; são &lt;strong&gt;Jeff Buckley&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Nick Drake &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;Leonard Cohen&lt;/strong&gt;, na fase &lt;strong&gt;PJ Harvey &lt;/strong&gt;pós-Rid Of Me, armados com as armas dos &lt;strong&gt;Radiohead&lt;/strong&gt;, dividos em quatro membros. Por isso, não é estranho que invocem versões de &lt;strong&gt;Desperate Kingdom of Love &lt;/strong&gt;ou &lt;strong&gt;Dance Me To The End Of Love&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Fora isto, têm ainda uma grande personalidade em palco, que os fazem ser uma excelente banda para recontos fechados, num low profile com picos muito altos.&lt;br /&gt;Comecem a fixar o nome, porque pelo menos por aqui, vai ser alvo de atenção constante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apeteceu-me falar deles, neste meu regresso à Lavandaria.&lt;br /&gt;Devia antes ter agradecido ao &lt;a href="http://www.tascadacultura.blogspot.com"&gt;Bom Selvagem&lt;/a&gt; e ao &lt;a href="http://polonio.myftp.org"&gt;Polónio&lt;/a&gt; (para não falar do CEC e das coisas todas que o envolveram) pelos acontecimentos desta semana. Mas eu sei que vocês não se importam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://images.google.pt/images?q=tbn:_uNo4ruIEi8J:images.amazon.com/images/P/B000255LAC.01._SCLZZZZZZZ_.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Desperate Kingdom Of Love&lt;/strong&gt;; Uh Uh Her; 2004]&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-111391870299156954?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/111391870299156954/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=111391870299156954' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/111391870299156954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/111391870299156954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2005/04/theres-no-place-like-home.html' title='There&apos;s no place like home'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-111280842347902005</id><published>2005-04-06T09:57:00.000-07:00</published><updated>2005-04-06T10:27:03.483-07:00</updated><title type='text'>O Erasmus era um gajo fixe</title><content type='html'>Acredito que sim, não sei, nunca o conheci pessoalmente, mas acredito que tenha sido um gajo porreiro. Agora o que sei, é que o Programa ERASMUS é algo de extraordinário, que permite uma abertura cultural tremenda e que possibilita uma experiência de vida inesquecível. As potencialidades desta experiência, muito para lá do simples êxito escolar, são algo de fantástico que, infelizmente, continua a passar ao lado de muita boa gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez que as circunstâncias da vida não me permitem abraçar tal aventura, continuo a aproveita-la da outra forma possível, ou seja, da maneira inversa. E que significa isto? É o manter contacto com a outra metade do Programa ERASMUS, ou seja, aqueles alunos que fazem percurso contrário, com destino ao nosso país em geral e à nossa universidade em particular.&lt;br /&gt;O truque está em estabelecer contacto com o máximo número possível destes alunos, com preferência que sejam de nacionalidades diversas. E quanto mais longe e recôndito for o seu país de origem, melhor. Depois é aborda-los acerca do seu legado cultural, ou seja, do cinema, da música, da literatura, do que vos mais interessar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu último contacto foi com uma natural de França. Se na temática cinematográfica a abordagem não foi muito produtiva, uma vez que &lt;strong&gt;Depardieus&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Renos&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Jeunets&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Godards&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Besons &lt;/strong&gt;são do conhecimento de toda a gente, no caso da música tudo mudou de aspecto e a experiência foi muito produtiva.&lt;br /&gt;Nós, simples portugueses, geralmente associamos a uma frase que contenha as palavras "música francesa", nomes como o de &lt;strong&gt;Manu Chao&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Paris Combo&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Edith Piaf&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Yann Tiersen&lt;/strong&gt;, ou mesmo, &lt;strong&gt;Jacques Brel&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;dEUS&lt;/strong&gt;, ou &lt;strong&gt;Jane Birkin&lt;/strong&gt;. Eu agora, posso-me gabar de associar outros, muitos outros. Mas não o vou fazer; vou só apontar dois, preferindo a qualidade à quantidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, na pilha de CD's dos favoritos, juntaram-se duas rodelas prateadas fantásticas. Uma delas é de um italiano à solta em Paris, responde pelo nome de &lt;strong&gt;Sanseverino&lt;/strong&gt; e assina um disco fantástico, daqueles cheios de raios de sol a entrar pela janela da manhã, pássaros a chilrear no parapeito e crianças a dançar lá fora.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sanseverino&lt;/strong&gt; é um daqueles discos que faz apetecer levantar da cama de manhã; com uma engrenagem forte que trabalha a swing, funk, dub e muitas outras coisas, é algo de muito eclético e que promete bastante para as tardes de Verão.&lt;br /&gt;Quanto à segunda rodela, esta sim, é de uma importância tremenda e tem assinada apenas um nome: &lt;strong&gt;Arno&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;Arno&lt;/strong&gt; é um belga que tem uma buzina na garganta. Alguém falou em &lt;strong&gt;Tom Waits&lt;/strong&gt;? Não, mas as semelhanças existem. Com &lt;strong&gt;Waits&lt;/strong&gt;, com &lt;strong&gt;Brel&lt;/strong&gt;, com muito boa gente. &lt;strong&gt;Arno &lt;/strong&gt;é um cantor fantástico, com uma voz rouca inconfundível, que destila no mesmo disco blues cubista e rock-jazz, como se isso existisse. &lt;strong&gt;Arno&lt;/strong&gt; é daquelas coisas que se colam ao leitor de CD's e que prometem ficar por lá bastante tempo.&lt;br /&gt;Eu sei que não tenho muito jeito para despertar curiosidades, mas era bom que o descobrissem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img height="148" src="http://images.google.pt/images?q=tbn:OuvjumsIutAJ:caes.loria.fr/Mediatheque/images/CDcover/Arno_charles_ernest-front.jpg" width="158" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Mother's Little Helper&lt;/strong&gt;; Arno Charles Ernest; 2004]&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-111280842347902005?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/111280842347902005/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=111280842347902005' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/111280842347902005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/111280842347902005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2005/04/o-erasmus-era-um-gajo-fixe.html' title='O Erasmus era um gajo fixe'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-111264022302937936</id><published>2005-04-04T11:34:00.000-07:00</published><updated>2005-04-04T11:43:43.030-07:00</updated><title type='text'>Tributo</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.georgeunderwood.com/music/MuddyWaters.jpg" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;strong&gt;[1913-1983]&lt;/strong&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quaisquer palavras que se tentem serão sempre pequenas demais perante a grandeza de &lt;strong&gt;Muddy Waters&lt;/strong&gt;. O seu contributo para a música, não só do blues, mas da própria música contemporânea, é incalculável.&lt;br /&gt;Só por isso, um post de tributo, em memória desta lenda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;The seven doctors say / He was born for good luck&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Já reparamos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-111264022302937936?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/111264022302937936/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=111264022302937936' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/111264022302937936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/111264022302937936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2005/04/tributo.html' title='Tributo'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-111230093909341998</id><published>2005-03-31T11:53:00.000-08:00</published><updated>2005-03-31T12:28:59.096-08:00</updated><title type='text'>Desmistificar fantasmas</title><content type='html'>Sublinho por baixo o que já aqui foi escrito uma vez, pela acutilante e pertinente mezzanine (com letra minúscula, tal como o d de &lt;i&gt;dermot&lt;/i&gt;: os best of's são uma enfermidade pérfida da música, principalmente no panorama actual.&lt;br /&gt;No entanto, sou ainda mais generalista, quando digo que as colectâneas, actualmente, só têm servido para degenerir o aspecto dos escaparates das discotecas do comércio tradicional (para não falar da parte dedicada às colectâneas do Top+).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema dos best of's e dos greates hit's é muito simples; geralmente, não passam de um sucedâneo de temas de sucesso de determinado artista. Antes ainda se limitavam a fazer best of's de bandas com extensos anos de carreira, ou de artistas já extintos (pelo menos para a música). Agora, qualquer one-hit-wonder tem direito a um best of, no final do primeiro ano de carreira, qual recompensa. Que o diga &lt;strong&gt;Britney Spears&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Um álbum é provido de substância e de unidade e não é preciso ser essencialmente conceptual para isto acontecer. É algo natural; qualquer tema deslocado do seu álbum de nascença, perde o significado que ganhou ao ser gravado e lançado naquele disco. Se num best of o único critério de selecção e de ordenamento é algo tão vago como a ordem cronológica, como é que podemos apreciar um best of como um álbum como os outros?&lt;br /&gt;Por isso, na minha opinião, os best of's e os greatest hit's só servem como material de reconhecimento. Gostas de &lt;strong&gt;Shadows&lt;/strong&gt;? perguntaram-me recentemente. Sim, foi a minha resposta instintiva. Mas uma rápida introspecção interior levou-me à conclusão que afinal não conhecia &lt;strong&gt;Shadows&lt;/strong&gt; o suficiente para responder aquela pergunta de forma coerente, uma vez que o meu conhecimento acerca da banda se limitava ao &lt;strong&gt;Apache&lt;/strong&gt; e a outros poucos temas que nem sabia o nome. A solução? Recorrer a um grestes hits duplo, pô-lo a correr no leitor de cds, e depois de ouvir os singles de maior saída da carreira extensa daqueles senhores, pude concluir que afinal a minha resposta intuitiva tinha sido acertada. E agora, no futuro, quando algum vinil dos &lt;strong&gt;Shadows&lt;/strong&gt; se perfilar perante mim e se a ocasião o permitir, não o deixarei escapar.&lt;br /&gt;Mas mesmo nesta condição, os best of's podem ser enganadores. Se um artista tiver uma carreira extensa, de altos e baixos, amadurecimentos, divagações estilísticas e outros afins, um best of acabrá por ser uma caldeirada em que o único fio condutor é a voz do intérprete. Por exemplo, os greastest hits de &lt;strong&gt;Elvis&lt;/strong&gt;, o rei do rock n' roll, são na grande maioria colectânea de singles românticos para viúvas e solteiras, uma vez que foram os singles da sua fase de Las Vegas que obtiveram maior reconhecimento geral.&lt;br /&gt;Por isso, utilize só os best of como reconhecimento do terreno e só em última ocasião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto às colectâneas, atravessam um período negro. Uma colectânea obedece a uma temática e esta, ou é mal escolhida, ou é mal feita, na maioria dos casos. Como a única preocupação é vender, e para isso é necessários atingir o mainstreem, as temáticas roçam tudo o que justificar a inclusão das bandas da moda (alguém falou dos &lt;strong&gt;Keane&lt;/strong&gt;?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, aparecem excepções que nos fazem suspirar de alívio. E uma excepção é a colectânea como a da &lt;strong&gt;Superfuzz&lt;/strong&gt;. Não é o salvador do rock nem a bíblia do mesmo, mas é uma excelente escolha de temas rock do último ano, de um grupo de apreciadores que sabe o que quer (e sobretudo o que gosta). Desde o surf-rock, passando pelo garage-rock, o blues e o retro-rock, está tudo lá, dos menos conhecidos aos mais conhecidos.&lt;br /&gt;Uma excelente audição para as tardes de Verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E já que estou numa de desmistificar pesadelos, apetece-me desmistifcar outro: o das bandas de covers.&lt;br /&gt;Normalmente, uma banda de covers serve para animar uma festa ou uma boa noite de copofonia com os amigos. O seu valor musical é limitado ou pouco valorativo, uma vez que se limitam a tocar o que já está gravado ou a variar um pouco.&lt;br /&gt;É indigno comprar um disco de uma banda de covers, certo?&lt;br /&gt;Errado! Experimentem ouvir uma certa banda, que costuma passar as noites por entre os copos de whisky de um bar à beira de um cruzamento em Detroit. Chamam-se &lt;strong&gt;Detroit Cobras &lt;/strong&gt;e tocam versões rock n' roll, tudo muito retro e moderno, com uma atitude muito cool.&lt;br /&gt;Não tem nada a ver esta última dissertação, pois não?&lt;br /&gt;Não faz mal, só me apetecia mesmo falar desta gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img style="WIDTH: 192px; HEIGHT: 178px" height="236" src="http://photos1.blogger.com/img/232/2799/400/capa_superfuzz_OST.jpg" width="257" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Mumbo Jumbo&lt;/strong&gt;; The Masonics; OST Superfuzz; 2005]&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-111230093909341998?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/111230093909341998/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=111230093909341998' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/111230093909341998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/111230093909341998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2005/03/desmistificar-fantasmas.html' title='Desmistificar fantasmas'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-111212926253674738</id><published>2005-03-29T12:45:00.000-08:00</published><updated>2005-03-29T13:16:02.133-08:00</updated><title type='text'>Miss Flying Saucer</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.miau.pt/images/Offers/416978_1110448953600_2.jpg"&gt;&lt;br /&gt;Gretsch Corvette de 1964, partida e autografada. E minha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-111212926253674738?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/111212926253674738/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=111212926253674738' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/111212926253674738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/111212926253674738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2005/03/miss-flying-saucer.html' title='Miss Flying Saucer'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-111192544506611219</id><published>2005-03-27T03:46:00.002-08:00</published><updated>2005-03-27T04:36:51.116-08:00</updated><title type='text'>Esqueçam a Páscoa. Nós temos os blues!</title><content type='html'>Já aqui falei da &lt;strong&gt;Oficina do Cais&lt;/strong&gt;, um antro musical de excepção, mas com uma qualidade acústica que deixa a desejar. O que nunca falei aqui foi dos &lt;strong&gt;Soledad Brothers&lt;/strong&gt;. Por isso, para compensar esta falha, vou faze-lo num parágrafo inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;strong&gt;Soledad Brothers &lt;/strong&gt;são bons de mais. Fazer elogios assim é sempre relativo, mas as verdades são para ser ditas, cruas e directas, com muita honestidade. Como os blues. E se os &lt;strong&gt;Soledad Brothers &lt;/strong&gt;são bons, temos que o dizer.&lt;br /&gt;Este trio norte-americano de blues-rock escuros e negros, que começou a dar nas vistas para o mundo quando &lt;strong&gt;Jack White &lt;/strong&gt;serviu de padrinho ao posar para a capa de um disco, passou pelo nosso país em digressão, primeiro no Porto e ontem no Montijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Soledad Brothers &lt;/strong&gt;na &lt;strong&gt;Oficina Do Cais&lt;/strong&gt;. Duas palavras que conjugavam na perfeição na mesma frase, como se os planetas se tivessem alinhado em sinal de boa sorte. &lt;br /&gt;O concerto foi arrasador! É injusto tentar descrever por palavras um concerto destes, porque tudo o que escrever vai parecer redutor para tudo o que se passou lá. Como é que se descreve um baterista armado em &lt;strong&gt;Keith Moon &lt;/strong&gt;e dois guitarristas, um com um autocolante na guitarra que dizia &lt;i&gt;kick out the jam motherfuckers&lt;/i&gt; e outro a recorrer frequentemente aos riffs de &lt;strong&gt;Keith Richards&lt;/strong&gt;, tudo acelarado umas trinta rotações. Naquele palco não estiveram só os &lt;strong&gt;Soledad Brothers&lt;/strong&gt;: estiveram o rock demolidor dos &lt;strong&gt;The Who&lt;/strong&gt;, os blues-rock-n'-roll dos &lt;strong&gt;Rolling Stones&lt;/strong&gt;, o motim blues-rock dos &lt;strong&gt;MC5&lt;/strong&gt;, o garage-rock dos &lt;strong&gt;The Cramps&lt;/strong&gt;, a slide-guitar de &lt;strong&gt;Jeff Beck &lt;/strong&gt;e até a harmónica de &lt;strong&gt;Bob Dylan&lt;/strong&gt;! Naquele palco estiveram uma hora de blues suados e rock n' roll gritados! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os acompanhar numa música, subiu ao palco &lt;strong&gt;Dooley Wilson&lt;/strong&gt;, o homem do blues que abriu as hostes com quarenta minutos de blues a uma pessoa. Esquecendo-se por momentos que era branco, &lt;strong&gt;Dooley Wilson &lt;/strong&gt;deu uma aula de blues, deambulando pelas escolas de &lt;strong&gt;Robert Johnson&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Johnnie Lee Hooker &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;Muddy Watters&lt;/strong&gt;, concluindo o set com &lt;strong&gt;I Can't Be Satisfied&lt;/strong&gt;. É verdade. Quarenta minutos foi pouco tempo para ficarmos satisfeitos. Mas a mestria com que a guitarra era tocada e como os blues seram regurgitados, fizeram pensar no que aconteceria se &lt;strong&gt;Dooley Wilson &lt;/strong&gt;tivesse um pouco mais de instinto assassino! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A adrenalina suficiente para continuar a correr nas veias no dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drf100/f164/f1643311lsg.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;.32 Blues&lt;/strong&gt;; Steal Your Soul And Dare Your Spirit; 2000]&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-111192544506611219?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/111192544506611219/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=111192544506611219' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/111192544506611219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/111192544506611219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2005/03/esqueam-pscoa-ns-temos-os-blues_27.html' title='Esqueçam a Páscoa. Nós temos os blues!'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-111175726442525138</id><published>2005-03-25T05:05:00.000-08:00</published><updated>2005-03-25T05:27:44.430-08:00</updated><title type='text'>Os suspeitos do costume</title><content type='html'>Nao é fácil falar de jazz, pelo menos para mim, por duas razões muito simples: primeiro, devido à especificidade do mesmo, que se multiplica num turbilhão de emõções e sentimentos particulares e que difere tanto entre músicos como a água difere do azeite. Falar sobre jazz é como dissertar sobre a nossa alma. E como raramente gosto de me expôr em público de tal maneira, falar sobre jazz é algo que não faço frequentemente. &lt;br /&gt;Quanto à segunda razão que anunciei logo no início é porque conheço poucos interlocutores, cujo valor intelectual faça valer a pena uma abordagem a tal temática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostar de jazz parece ser algo destinado apenas aos pseudo-intelectuais, na nossa sociedade. Ou pelo menos, assim me parece. Dizer que &lt;strong&gt;The Shappe Of Jazz To Come &lt;/strong&gt;é um dos melhores álbuns de música, parece querer dizer que somos estranhos por gostar de um disco instrumental, de deambulações imprecisas, sem um pingo de letra que revele o que vai na alma do artista. Então e que tal, se em vez de o ouvirem, procurarem senti-lo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, há ainda outro caso em que o jazz parece ter-se tornado um lugar comum, onde se encontram as personalidades óbvias da área. Quem nunca teve numa tertúlia que resvalasse para uma discussão aerca de jazz e que temrinasse à volta duma fogueira ateada pelos nomes óbvios de &lt;strong&gt;Ornette Coleman&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Duke Ellignton &lt;/strong&gt;ou &lt;strong&gt;John Coltrane&lt;/strong&gt;?&lt;br /&gt;Claro que não vamos recusar um génio, apenas porque este caiu na rotina dos meandros da arte. Porque como disse alguém, um clássico será sempre um clássico, porque antes de o ser já era.&lt;br /&gt;Então, mas... e os outros? Então e &lt;strong&gt;Jimmy Smith &lt;/strong&gt;que um dia decidiu dar personalidade a um Hammond? Ou &lt;strong&gt;Gene Krupa &lt;/strong&gt;que achou por bem tirar a bateria do anonimato? Ou mesmo &lt;strong&gt;Buddy Rich &lt;/strong&gt;que lhe deu notoriedade? Ou &lt;strong&gt;Lucky Peterson&lt;/strong&gt;? Ou o cosmopolita &lt;strong&gt;David Murray&lt;/strong&gt;? Ou &lt;strong&gt;Ron Carter&lt;/strong&gt;? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, apetece-me falar de alguém que é pouco falado. Ou pelo menos, não é falado da maneira correcta.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mike Ladd &lt;/strong&gt;é geralmente, associado ao hip-hop - raramente, o nome "&lt;strong&gt;Mike Ladd&lt;/strong&gt;" e a palavra "hip-hop" não entram na mesma frase. No entanto, dizer simplesmente que &lt;strong&gt;Mike Ladd &lt;/strong&gt;é um gajo do hip-hop, é o mesmo que dizer que a Stratocaster é só uma guitarra.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mike Ladd &lt;/strong&gt;é um gajo da música, com muita (des)semelhanças com &lt;strong&gt;Mike Patton&lt;/strong&gt;. E o seu último álbum, &lt;strong&gt;Negrophilia&lt;/strong&gt;, é um OSNI (Objecto Sonoro Não Identidicado) que passou quase despercebido pelos escaparates.&lt;br /&gt;Nele, há uma fusão entre hip-hop, música electrónica e jazz - os ritmos do primeiro, os sons futuristas do segundo e a colaboração de vários avant-gardeistas do terceiro. Fantásticamente, &lt;strong&gt;Mike Ladd &lt;/strong&gt;transforma tudo isto num caos organizado. Como se &lt;strong&gt;Mr. Spock &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;John Zorn &lt;/strong&gt;tiveem ido beber um copo à galáxia Nebula, à velocidade do som na Enterprise. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Negrophilia&lt;/strong&gt; não se ouve. Sente-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.metacritic.com/media/music/artists/laddmike/negrophilia/picture.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Sam And Milli Dine Out&lt;/strong&gt;; Negrophilia; 2005]&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-111175726442525138?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/111175726442525138/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=111175726442525138' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/111175726442525138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/111175726442525138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2005/03/os-suspeitos-do-costume.html' title='Os suspeitos do costume'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-111123760327196433</id><published>2005-03-19T04:39:00.000-08:00</published><updated>2005-03-19T10:13:06.663-08:00</updated><title type='text'>A nova meca da música da margem sul</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Hank Williams&lt;/strong&gt; era um gajo do rock n' roll. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gene Kupra&lt;/strong&gt; era um gajo do rock n' roll.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jimmy Smith&lt;/strong&gt; era um gajo do rock n' roll.&lt;br /&gt;O &lt;strong&gt;Maradona&lt;/strong&gt;, o &lt;strong&gt;Hitler&lt;/strong&gt; e o &lt;strong&gt;Pessoa&lt;/strong&gt; eram gajos do rock n' roll.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;D. Afonso Henriques&lt;/strong&gt; foi o maior gajo do rock n' roll!&lt;br /&gt;O rock n' roll existe há mais de um milhão de anos. Os &lt;strong&gt;Bunnyranch&lt;/strong&gt; acreditam piamente nisto e não querem enganar ninguém. Para eles é só rock n' roll. E eles gostam. E nós também. E depois de os ouvirmos começamos a pensar que se calhar o &lt;strong&gt;D. Afonso Henriques&lt;/strong&gt; era mesmo um gajo do rck n' roll.&lt;br /&gt;Actualmente, são uma das bandas nacionais mais poderosas em palco. Naquele caldeirão de influências rock, &lt;strong&gt;Caló&lt;/strong&gt; assume o protagonismo, puxando a bateria para a frente e tomando as rédeas daquela explosão de adrenalina, pólvora, blues, rockabilly, suor e êxtase. Ao seu lado há sempre o teclista &lt;strong&gt;Filipe Costa&lt;/strong&gt;, que começa a tornar-se um caso sério na matéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem à noite, apresentaram-se no palco da &lt;strong&gt;Oficina do Cais&lt;/strong&gt;, no Montijo. &lt;br /&gt;Até ao início deste ano, a sul do País, a oferta musical estagnava ao chegar a Lisboa. Da capital para baixo, apenas se voltava a ouvir qualquer coisa pelos lados do Algarve. No Barreiro tentava-se agitar algo, num circuito underground que, apesar dos esforços, lutava estoicamente contra os contratempos. Eis então que é inaugurado um novo espaço nocturno, no Montijo, numa antiga oficina de barcos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;Oficina Do Cais&lt;/strong&gt; é a nova meca da música da margem sul. &lt;br /&gt;Em pouco tempo de vida, já passaram pelo seu interior vários nomes do principal panorama nacional da música: &lt;strong&gt;Wraygunn&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Pluto&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Dead Combo&lt;/strong&gt;... E para a semana, preparam-se para receber os primeiros convidados internacionais - a visita dos norte-americanos &lt;strong&gt;Soledad Brothers&lt;/strong&gt;, num concerto que promete muito.&lt;br /&gt;No entanto, não é só a muita e boa variedade musical que o bar(?) oferece. Como se não bastasse, a &lt;strong&gt;Oficina do Cais&lt;/strong&gt; é um espaço bastante agradável, que soube tirar proveito do forte carisma das antigas instalações. Com um ambiente muito retro, uma decoração fantástica, uma arquitectura interior acolhedora e música ambiente de qualidade, consegue disfarçar perfeitamente os problemas de acústica que sofre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;Oficina Do Cais&lt;/strong&gt; é uma casa do rock, de gajos do rock n' roll. E depois? É apenas isso. E nós gostamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://store.artistdirect.com/Images/Sources/AMGCOVERS/music/cover200/drg100/g111/g11152b6u1x.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Voodoo Train&lt;/strong&gt;;The Red, White And Black;2003]&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-111123760327196433?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/111123760327196433/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=111123760327196433' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/111123760327196433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/111123760327196433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2005/03/nova-meca-da-msica-da-margem-sul.html' title='A nova meca da música da margem sul'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-111098800415999909</id><published>2005-03-16T07:06:00.000-08:00</published><updated>2005-03-16T07:46:44.163-08:00</updated><title type='text'>Mundos alienados</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Wes Anderson &lt;/strong&gt;é um tipo com uma extrema falta de sorte nas traduções que fazem dos títulos dos seus filmes para português. Mas o que é isso comparado com a qualidade inequívoca dos seus trabalhos cinematográficos?&lt;br /&gt;É claro que chateia imenso ir assistir a um filme que viu ser traduzido o título &lt;strong&gt;The Royal Tenenbaums &lt;/strong&gt;para &lt;strong&gt;Uma Comédia Genial&lt;/strong&gt;. Ainda para mais, &lt;strong&gt;Uma Comédia Genial &lt;/strong&gt;é o título comum a qualquer filme de domingo à tarde, os quais evitamos tal como o Diabo evita a cruz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Wes Anderson &lt;/strong&gt;é um realizador que, em apenas três filmes, conseguiu deixar atrás de si um rasto cinematográfico inconfundível. Arrisca-se mesmo a ter, qualquer dia, o seu nome transformado em adjectivo, tal como teve &lt;strong&gt;Fellini&lt;/strong&gt;. Ou seja, um dia, num futuro não distante, adjectivaremos de &lt;em&gt;andersoniano&lt;/em&gt;, qualquer filme alienado, peculiar e invulgar que nos for colocado à frente dos olhos. &lt;br /&gt;O cinema de autor de &lt;strong&gt;Wes Anderson &lt;/strong&gt;é um universo próprio. Assistirmos a &lt;strong&gt;Rushmore&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;The Royal Tenenbaums &lt;/strong&gt;ou &lt;strong&gt;The Life Aquatic With Steve Zisssou&lt;/strong&gt;, são experiências completamente diferentes, uma vez que cada um deles é um universo destinto e independente. Cada filme é como um micro-universo dentro de um macro-universo, que é o próprio cinema. Ou então, é como uma realidade paralela alterativa, onde tudo é a face oposta do espelho da realidade em que vivemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alice &lt;/strong&gt;não atravessou o espelho para ir ter áquele País das Maravilhas; bastou-lhe meter uns ácidos para alucinar com Raínhas de Copas, coelhos atrasados ou lagartas a fumar cachimbo em cima de cogumelos. &lt;strong&gt;John Lennon &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;Paul McCartney &lt;/strong&gt;também não se inspiraram num qualquer desenho infantil para comporem &lt;strong&gt;Lucy In The Sky With Diamons&lt;/strong&gt;; bastou alguma noite encharcada em LSD para criar uma cantilena psicadélica em caleidoscópio. Por isso, não se pense que &lt;strong&gt;Wes Anderson &lt;/strong&gt;passa horas e dias inteiros em frente a uma folha de papel em branco, virando e revirando ideias, para criar os seus universos cinematográficos; deve-lhe bastar uma boa noite de cavaqueira com os amigos, num qualquer bar local, bem regado a cerveja (ou a whisky, uma vez que as celebridades só bebem bebidas caras).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;The Life Aquatic With Steve Zissou &lt;/strong&gt;é o seu mais recente filme, que estreia entre nós este mês, com o infeliz título de &lt;strong&gt;Um Peixe Fora De Água&lt;/strong&gt;. Neste micro-universo há um &lt;strong&gt;Jacques Cousteau &lt;/strong&gt;com nome de jogador galáctico de futebol, que afinal não é mais que &lt;strong&gt;Ishmael&lt;/strong&gt;. No entanto, o caso mais peculiar desta realidade alternativa é um rapaz negro que por lá circula, também com nome de estrela de futebol, que quando se senta com a sua viola, começa a dedilhar versões acústicas de músicas de &lt;strong&gt;David Bowie &lt;/strong&gt;cantadas em português.&lt;br /&gt;Haverá algo mais estranho que isto? A partir daqui, tudo o que &lt;strong&gt;Wes Anderson &lt;/strong&gt;criar já não causará espanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse rapaz responde pelo nome de &lt;strong&gt;Seu Jorge&lt;/strong&gt;. É brasileiro e é actor, que começou a circular pelas bocas do mundo com a participação no genial &lt;strong&gt;A Cidade De Deus&lt;/strong&gt;, sob o nome de &lt;strong&gt;Mané Galinha&lt;/strong&gt;. No entanto, o que poucos sabem é que &lt;strong&gt;Seu Jorge &lt;/strong&gt;tambem é cantor, compositor e músico, e editou no ano transacto um dos mais interessantes discos de 2004 - &lt;strong&gt;Cru&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;strong&gt;Cru&lt;/strong&gt;, o seu segundo álbum, ouvimos um universo deveras peculiar, tal como acontece ao assistirmos a um filme de &lt;strong&gt;Wes Anderson&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;Cru&lt;/strong&gt; é o espelho do seu criador: da sua admiração pela pandeireta do samba de &lt;strong&gt;Zeca Pagodinho&lt;/strong&gt;, da sua admiração pelo tropicalismo de &lt;strong&gt;Caetano Veloso&lt;/strong&gt;, da sua admiração pelo multifacetismo de &lt;strong&gt;Tom Zé&lt;/strong&gt;, da sua admiração pelo piano funk de &lt;strong&gt;Stevie Wonder&lt;/strong&gt;, pela sua admiração pelo transformismo de &lt;strong&gt;David Bowie &lt;/strong&gt;e da sua admiração por &lt;strong&gt;Romário&lt;/strong&gt;(?). Em &lt;strong&gt;Cru&lt;/strong&gt; ouvimos samba francês, flamengo brasileiro ou outras alienações do género.&lt;br /&gt;Não é a quinta dimensão. Mas é uma dimensão alternativa de boa e imperdível música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.zicline.com/an6/semaine40/seu.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Chatterton&lt;/strong&gt;; Cru; 2004]&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-111098800415999909?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/111098800415999909/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=111098800415999909' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/111098800415999909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/111098800415999909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2005/03/mundos-alienados.html' title='Mundos alienados'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-111058769324922261</id><published>2005-03-11T15:39:00.000-08:00</published><updated>2005-03-11T16:42:12.043-08:00</updated><title type='text'>Lendas do rock n' roll (II)</title><content type='html'>O ano era o de 1967 e estava-se em pleno flower power - paz e amor, hyppies, liberação sexual, legalização das drogas, espiritualidade e muito pdicadelismo, vulgo LSD. No campo musical, procedia-se também a uma revolução de mentalidade e atitude, ou não fosse a música o melhor espelho dessa condição social. E eis que surge o &lt;strong&gt;Festival Internacional Pop de Monterey&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Monterey&lt;/strong&gt; não foi só um festival hyppie - foi um marco dos anos 60. Dois anos antes de &lt;strong&gt;Woodstock&lt;/strong&gt;, o expoente máximo do flower power e da cultura hyppie, o &lt;strong&gt;festival de Monterey &lt;/strong&gt;foi três dias de únicas e espantosas experiências, visuais e auditivas. Rezam as histórias que milhares de pessoas se juntaram numa comunhão perfeita com a polícia, que carregava flores em vez de armas; a relva tornou-se cor-de-laranja e o céu verde, e de 16 a 18 de Junho desse mesmo ano, o Mundo rodou numa só voz, embalado numa onda de paz e amor. E foi nesse festical que, como a fénix, a música se sacrificou, imolada, e renasceu das próprias cinzas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos artistas actuou de graça, apenas com as despesas de deslocação e estadia pagas. Tal como os festivaleiros, também para eles foram três dias de reunião e descoberta. Do alinhamento brotavam nomes como o da ainda então desconhecida estrela soul &lt;strong&gt;Otis Redding&lt;/strong&gt;, a anti-diva rock &lt;strong&gt;Janis Joplin&lt;/strong&gt;, os psicadélicos &lt;strong&gt;Grateful Dead&lt;/strong&gt;, o oriental &lt;strong&gt;Ravi Shankar&lt;/strong&gt;, ou as duas estrelas principais desta história - os &lt;strong&gt;The Who &lt;/strong&gt;e os &lt;strong&gt;The Jimi Hendrix Experience&lt;/strong&gt;. E por entre a multidão, reconheciam-se os rostos de &lt;i&gt;sua majestade&lt;/i&gt; &lt;strong&gt;Brian Jones &lt;/strong&gt;ou da &lt;i&gt;subterrânea&lt;/i&gt; &lt;strong&gt;Nico&lt;/strong&gt;. Tudo isto ficou testemunhado pela voz incomparável de &lt;strong&gt;Eric Burdon&lt;/strong&gt;, vocalista dos &lt;strong&gt;The Animals&lt;/strong&gt;, que num verso fantástico de inspiração criativa sublime, conseguiu consolidar todo o espírito daquele momento de três dias em singelas palavras: Young gods smiled upon the crowd/Their music being born of love/Children danced night and day/Religion was being born/Down in Monterey.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lenda conta que um quarteto de Londres, baptizado de &lt;strong&gt;The Who&lt;/strong&gt;, se insurgiu contra um trio liderado por um norte-americano chamado &lt;strong&gt;Jimi Hendrix&lt;/strong&gt;, cuja presença tinha sido recomendada (imposta?) por &lt;strong&gt;Paul McCartney&lt;/strong&gt;, pelo facto de estes irem fechar o certame. O trio que compunha aquela experiência musical única não se resignou, uma vez que também mantinham relacionamento estreito com o orgulho e a ambição e as relações azedaram entre os músicos. Como não se chegou a uma resolução pacífica, a organização teve que intervir e decidiu manter tudo como estava - os &lt;strong&gt;The Who &lt;/strong&gt;tocariam primeiro que &lt;strong&gt;The Jimi Hendrix Experience&lt;/strong&gt;, que seriam os últimos cabeças-de-cartaz a actuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;strong&gt;The Who &lt;/strong&gt;subiram ao palco para fazer aquilo que sabiam fazer melhor - actuar! Não era só a poderosa voz de &lt;strong&gt;Roger Daltrey&lt;/strong&gt;, mas principalmente o esvoaçante &lt;strong&gt;Pete Towshend &lt;/strong&gt;e o furacão &lt;strong&gt;Keith Moon&lt;/strong&gt;, que faziam aquela tempestade em palco, a que o baixista &lt;strong&gt;John Entwhistle &lt;/strong&gt;se juntava para se chamarem &lt;strong&gt;The Who&lt;/strong&gt;. E se por si só já eram uma força da natureza desvastadora, o que seriam se subissem ao palco com dois outros poderos indivíduos - vingança e orgulho.&lt;br /&gt;O resultado foi avalassador. Contam as crónicas que a banda em 45 minutos fez uma das mais estrondosas actuações, culminadas com a habitual destruição do palco, encharcados em suor, sangue e lágrimas.&lt;br /&gt;Isto já não contam as crónicas, mas ao imaginarmos este retrato (ou depois de vermos os registos video existentes), facilmente podemos visualizar &lt;strong&gt;Pete Towshend &lt;/strong&gt;a abandonar o palco, a cruzar-se com &lt;strong&gt;Jimi Hendrix &lt;/strong&gt;e a dizer-lhe &lt;i&gt;Agora faz melhor!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jimi Hendrix &lt;/strong&gt;subiu ao palco, apresentou o seu baterista &lt;strong&gt;Mitch Mitchell &lt;/strong&gt;e o seu baixista &lt;strong&gt;Noel Redding &lt;/strong&gt;e fez melhor. Muito melhor! Tocou e encantou como só ele sabia fazer - tomando a sua guitarra nos braços, qual amante devassa em noite selvagem, fazendo-a vibrar como &lt;strong&gt;Little Richards &lt;/strong&gt;fazia vibrar a sua voz ou fanzendo-a gritar como &lt;strong&gt;Keith Moon &lt;/strong&gt;fizera gritar a sua bateria. E por fim, fez o inacreditável.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jimi Hendrix &lt;/strong&gt;dirigiu-se ao público e anunciou que iria sacrificar o seu maior amor - a guitarra. Colocou-a no chão, regou-a de gasolina, rock, blues, jazz e a sua própria inspiração e pegou-lhe fogo. Por momentos, fez-se magia no ar, por aquele momento espontâneo e natural. E quando o fumo assentou, não foi só &lt;strong&gt;Jimi Hendrix &lt;/strong&gt;que se ergueu - foi um novo mundo, uma nova ordem musical que acabara de revolucionar.&lt;br /&gt;E a música nunca mais foi a mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img style="WIDTH: 248px; HEIGHT: 338px" height="351" src="http://digilander.libero.it/indyjour/images/Jimi%20Hendrix-Picture%20at%20Montery%20Pop.jpg" width="265" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guitarras destruídas acabam por ser um resultado natural de quem faz amor com o palco. Nisto, &lt;strong&gt;Paulo Furtado &lt;/strong&gt;tem-se tornado um verdadeiro ninfomaníaco.&lt;br /&gt;Contam as lendas que em 1999 (ou terá sido em 98), os &lt;strong&gt;Wraygunn&lt;/strong&gt; se apresentaram no &lt;strong&gt;Comix&lt;/strong&gt;, um bar no Porto, para darem um concerto inesquecível. Essa noite acabaria por fazer uma vítima - uma Gretsch Corvette de 1964.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As lendas deixaram de o ser! Numa acção conjunta entre o Miau.pt e a INDE, a favor das vítimas do tsunami asiático, foram colocados em leilão vários objectos cedidos por alguns artistas do panorama musical português. E de entre o espólio encontram-se os restos mortais da dita guitarra, apenas mencionada por lendas e histórias perdidas.&lt;br /&gt;Uma boa oportunidade para se ter um pouco de história em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drc000/c064/c06466n37ov.jpg" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;A Quick One While She's Away&lt;/strong&gt;; Monterey Box Set; 1997]&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-111058769324922261?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/111058769324922261/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=111058769324922261' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/111058769324922261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/111058769324922261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2005/03/lendas-do-rock-n-roll-ii.html' title='Lendas do rock n&apos; roll (II)'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-111003760894117392</id><published>2005-03-05T07:23:00.000-08:00</published><updated>2005-03-05T07:49:24.370-08:00</updated><title type='text'>Odeio dizer bem te avisei</title><content type='html'>O revivalismo rock entrou-nos porta dentro, à boleia dos &lt;strong&gt;Strokes&lt;/strong&gt;, já o estamos cansados de saber. &lt;br /&gt;E aproveitando a nova onda, a &lt;strong&gt;MTV&lt;/strong&gt; rapidamente preencheu a sua grelha de programção com tudo o que tivesse uma guitarra e uma bateria no mínimo, rotulando-os automaticamente como "a nova sensação rock". O público mais jovem e ingénuo de ouvido pasmou com todo aquele fascínio garage rock, tal como o Homem pasmou a primeira vez que viu a roda. Entretanto, já gente como os &lt;strong&gt;Gories&lt;/strong&gt; ou os &lt;strong&gt;Cramps&lt;/strong&gt; faziam há décadas, aquilo a que agora catalogavam como novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitando a euforia, a &lt;strong&gt;MTV&lt;/strong&gt; decidiu gladiar duas dessas apelidadas "novas sensações rock", num qualquer MTV Music Awards, qual Coliseu de Roma. Apresentando no canto esquerdo, os &lt;strong&gt;The Vines&lt;/strong&gt;, uma fusão &lt;strong&gt;Beatles&lt;/strong&gt; meets &lt;strong&gt;Nirvana&lt;/strong&gt;, com mais dos primeiros do que dos segundos. Claro que a &lt;strong&gt;MTV&lt;/strong&gt; aproveitou logo o single furioso mas de plástico, de guitarras em riste e vocalização esquizofrénica, condizente com uma adolescência sem nada com que se revoltar, mas revoltada com tudo - &lt;strong&gt;Get Free&lt;/strong&gt;. No canto direito, os &lt;strong&gt;The Hives&lt;/strong&gt;, banda sueca com verdadeira escola garage rock, vestidos a preto e branco e com um demónio gritante atrás do microfone. As semelhanças entre as duas, quedava-se quiçá, pelo nome...&lt;br /&gt;Injusta ou não, o que é certo é que os &lt;strong&gt;Hives&lt;/strong&gt; deram uma tareia descomunal a uns &lt;strong&gt;Vines&lt;/strong&gt; que, em total desespero, destruíram o palco, tentando que a comum comparação com o colectivo de &lt;strong&gt;Kurt Cobain &lt;/strong&gt;justificasse a atitude. Do outro lado, um sereno conjunto de engravatados a branco e preto tinha ainda o desplante de dizer &lt;i&gt;Sabemos que vocês querem que toquemos mais. Mas não nos deixam!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste tsunami de revivalismo rock que nos invadiu, os &lt;strong&gt;Hives&lt;/strong&gt; foram a esécie que melhor representa o garage rock. Têm a atitude nórdica rock n' roll; têm bolas de energia, curtas e directas, a que chamam de canções; têm nomes adoptivos, tudo muito cool; e têm estilo. Muito estilo. Não são só os uniformes bi-colores, mas principalmente o vocalista, &lt;strong&gt;Howlin' Pelle Almqvist&lt;/strong&gt;. Este demónio gritante é um &lt;strong&gt;Mick Jagger &lt;/strong&gt;jovem, com a rebeldia e o freakout de &lt;strong&gt;Johnny Rotten &lt;/strong&gt;- uma força da Natureza que enche o palco, canta (grita), pula, dança, cativa e seduz. Literalmente, faz amor com o palco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora surge o cerne da questão: e isto chega? E a música?&lt;br /&gt;Os &lt;strong&gt;The Hives &lt;/strong&gt;têm a escola e não se preocupam se cantam sobre o estado da nação ou o estado do bar da esquina. Mas quem é que quer saber o que diz &lt;strong&gt;Howlin' Pelle Almqvist &lt;/strong&gt;quando este debita aquelas bolas de fogo? No entanto, falta ali qualquer coisa à música. Fossem todas como os singles &lt;strong&gt;Main Offender &lt;/strong&gt;ou &lt;strong&gt;Hate To Say I Told You So &lt;/strong&gt;e não se colocava esta pergunta. No entanto, não são.&lt;br /&gt;Um concerto até pode ser apenas música, mas havendo uma componete visual bem explorada, passa-se para outro nível - o da glorificação/galvanização. Os &lt;strong&gt;The Hives &lt;/strong&gt;começam pelo fim, ou seja, começam pela galvanização e só depois vem a música. Se resulta? Resulta, quando são cargas curtas de choque, porque se este se estende um pouco mais, começa a entrar em rotina. São assim os álbuns, que cansam de ouvir quando deviam era cansar de saltar. O garage rock é atitude, mas não é só riffs e gritos, o mais alto possíve. Há mais qualquer coisa. O quê? É o que eles têm de procurar, não chega de viver da imagem e da atitude ao vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que não foram eles que inventaram a roda. Também é certo que eles sabem pô-la a rodar. Mas convém saber porque roda ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.dailyvault.com/thehives_veni.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Hate To Say I Told You So&lt;/strong&gt;; Veni Vidi Vicious; 2000]&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-111003760894117392?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/111003760894117392/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=111003760894117392' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/111003760894117392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/111003760894117392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2005/03/odeio-dizer-bem-te-avisei.html' title='Odeio dizer bem te avisei'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-110972518905559842</id><published>2005-03-01T16:58:00.000-08:00</published><updated>2005-03-01T16:59:49.056-08:00</updated><title type='text'>A respeito do grande concerto</title><content type='html'>Em contra partida aceito plenamente que as pessoas estejam 48 horas ou mais como foi o caso para comprar um bilhete. Se se está horas para adquirir o novo álbum para o ter quente nas mãos e se se está ainda mais à espera de entrar para um concerto só para se estar colado às grades e conseguir ver a borbulha ao canto da boca da personagem acima enquadrada (tanto fisicamente como espiritualmente já que naquela altura chegamos mesmo a pensar que aqueles senhores são donos do mundo e arredores), porque não estar mais ainda para comprar o dito bilhete que nos dá acesso àquilo porque muitos estiveram a vida toda à espera?! É uma escolha pessoal e pelos vistos foi a escolha de muitos e muitos que trocaram o calor das suas casas para o desconforto das pedras da calçada que passadas algumas horas já são grandes amigas e confidentes. Sem contar com o grande número de novos “amigos” que se fazem nesta incrível expedição ao sub mundo da dor.&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;         Outra das questões é o que as pessoas fazem de U2. Ora, é claro que me choca o que algumas pessoas fazem da sua própria cultura. Diria talvez o que as pessoas fazem à sua possível cultura. Mas assim como já não me choca que as pessoas ganhem dinheiro com a miséria, tanto humana como monetária de alguns, não me pode chocar que muitos ganhem dinheiro a vender bilhetes por um preço exorbitante. Este mercado só existe porque quem compra tem tanta moral como quem vende nestes casos. O que cada um faz com o dinheiro das suas carteiras já transcende todas as “movimentações maciças de gente por motivos culturais”. E se por ventura muitos deles vão ficar sem comer fartamente durante algum tempo só diz respeito à vontade que cada um tem ou não de martirizar o estômago.&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;         E só para acabar. Acho que já chega de fazer dos portugueses uns desgraçados só pelo simples facto de serem portugueses. É precisamente esse o pensamento que nos empobrece e que não nos deixa ver sobretudo para além do dinheiro envolvido nestas questões. O que está aqui em causa é sem sombra de dúvida um grande acontecimento quer ele esteja a ser enaltecido pelos meios de comunicação social ou não. E vai sobretudo valer a pena para todos aqueles que estiveram ao frio à espera do merecido bilhete.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-110972518905559842?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/110972518905559842/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=110972518905559842' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110972518905559842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110972518905559842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2005/03/respeito-do-grande-concerto.html' title='A respeito do grande concerto'/><author><name>mezzanine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05885292293777994554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-110970623802405356</id><published>2005-03-01T11:14:00.000-08:00</published><updated>2005-03-01T11:50:32.900-08:00</updated><title type='text'>O concerto mais esperado do ano</title><content type='html'>Não, não é o dos &lt;strong&gt;Soledad Brothers&lt;/strong&gt; (porque o ano mal começou). E sim, há ironia impregnada no título.&lt;br /&gt;Posto esta última consideração, posso afirmar que sim, o título é mesmo relacionado com o concerto dos &lt;strong&gt;U2&lt;/strong&gt;, no estádio de Alvalade, em Outubro próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, e por mais que tente, não consigo entender esta febre que circunda o evento.&lt;br /&gt;Os &lt;strong&gt;U2&lt;/strong&gt; são inequívocamente uma boa banda, de créditos firmados. É certo que já tiveram melhores momentos, principalmente por alturas dos épicos &lt;strong&gt;Rattle And Hum &lt;/strong&gt;ou &lt;strong&gt;Joshua Tree&lt;/strong&gt;; nesta tentativa de regresso aos velhos tempos, depois da modernização encetada por &lt;strong&gt;Achtung Baby&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;All That You Can't Leave Behind &lt;/strong&gt;é um disco razoável e &lt;strong&gt;How To Dismantle An Atomic Bomb &lt;/strong&gt;é um álbum medíocre. Ambos os discos, curiosamente, têm títulos ridiculamente extensos. É carreira suficiente para marcar posição, mas nãó é motivo suficiente para uma febre destas, que fazem ser montados gigantescos acampamentos à porta das bilheteiras.&lt;br /&gt;Digo isto porque não é a primeira vez que eles vêm ao nosso país (ao contrário do que acontecia com a raínha da pop, &lt;strong&gt;Madonna&lt;/strong&gt;, o ano passado), nem a segunda, nem a terceira - por isso não se pode falar em novidade. Os &lt;strong&gt;U&lt;/strong&gt;2 também não são os &lt;strong&gt;Rolling Stones&lt;/strong&gt;, nem esta passagem tão pouco representa uma possível última digressão, como a última dos &lt;strong&gt;Stones&lt;/strong&gt;, que parou em Coimbra, em 2003. Então porquê este aparato?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos sabemos que o povo português gosta destas festas, que ainda por cima os possibilita montar arraiais destes. Foi assim com a &lt;strong&gt;Madonna&lt;/strong&gt; e com os &lt;strong&gt;Stones&lt;/strong&gt;, nos anos transactos e é agora com os &lt;strong&gt;U2&lt;/strong&gt;. No entanto, não compreendo o porquê de tamanho fascínio, superior ao que se observou com o à volta da &lt;strong&gt;Madonna&lt;/strong&gt; ou dos &lt;strong&gt;Stones&lt;/strong&gt;. E se a &lt;strong&gt;Madonna&lt;/strong&gt; tinha bilhetes a 50€ e os &lt;strong&gt;Stones&lt;/strong&gt; a 40€, porque têm os &lt;strong&gt;U2&lt;/strong&gt; bilhetes a 60€?&lt;br /&gt;E depois vemos o &lt;strong&gt;Bono&lt;/strong&gt;, ao lado de &lt;strong&gt;Tony Blair &lt;/strong&gt;e de &lt;strong&gt;George W. Bush&lt;/strong&gt;, em gigantescas cimeiras internacionais contra a pobreza, ao mesmo tempo que pede a um desgraçado dum português, cem contos para ir vê-lo cantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que já não há mega-concertos como havia antigamente e os &lt;strong&gt;U2&lt;/strong&gt; são um dos últimos representantes. Os &lt;strong&gt;Stones&lt;/strong&gt; também o são e num estádio em que as obrigatoriedades logísticas eram certamente mais caras, cobraram muito menos nas entradas. Porquê então 60€ pelo bilhete mais barato?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema passa então pela massificação de espaço de antena que os media nacionais dedicam ao certame. É merecido, é certo, mas é demais e exagerado. E depois assistem-se a cenas lamentáveis como as da TVI, que hoje tentava já transformar a corrida aos bilhetes em caso de polícia, uma vez que uma das três bombas que vendiam bilhetes no Porto, tinha um menor número de entradas que as outras duas.&lt;br /&gt;E é triste verificar que das muitas destas pessoas que acampam estoicamente à porta das bilheteiras, como se fosse uma tarefa hercúlea da qual todos nos temos que orgulhar, uma grande parte delas é para se dedicar à candonga e a outra grande falange é gente que só vai a um concerto por ano e que pensa que os &lt;strong&gt;U2&lt;/strong&gt; começaram em 2000 e que não fazem ideia do que é o &lt;strong&gt;Unforgattable Fire&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Aos do primeiro grupo, apenas tenho a desejar que, tal como por alturas da &lt;strong&gt;Madonna&lt;/strong&gt; e dos &lt;strong&gt;Stones&lt;/strong&gt;, fiquem com os bilhetes encalhados e o dinheiro empatado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao concerto, certamente não irei ver nestas condições. Ficarei a assistir pela televisão a este movimento enorme de público, como se Portugal fosse um país em que as movimentações maciças de gente por motivos culturais fossem uma realidade, não invejando os que lá vão estar.&lt;br /&gt;E o &lt;strong&gt;Bono&lt;/strong&gt; bem podia vir tocar ao meu quarto que eu já não o queria ouvir. E mesmo se ele me oferecer bilhetes para o concerto, eu vou ver os &lt;strong&gt;Keane&lt;/strong&gt; (vómito) e a outra banda qualquer que vai dividir a abertura e depois venho-me embora. Só para ele ficar lixado comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PS- &lt;/strong&gt;As audições próximas de lançamentos para breve remetem-se em dois álbuns que projectam boas indicações: &lt;strong&gt;Lullabyes To Paralyze &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;Devil's Playground&lt;/strong&gt;. Vamos a ver...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img height="174" src="http://www.somlivre.pt/capas/056353.jpg" width="177" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt; &lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Gloria&lt;/strong&gt;; Horses; 1975]&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-110970623802405356?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/110970623802405356/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=110970623802405356' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110970623802405356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110970623802405356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2005/03/o-concerto-mais-esperado-do-ano.html' title='O concerto mais esperado do ano'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-110944593535155936</id><published>2005-02-26T11:25:00.000-08:00</published><updated>2005-02-26T11:29:39.976-08:00</updated><title type='text'>Demónios gritantes</title><content type='html'>Nasceu com o nome de &lt;strong&gt;Jalacy Jay Hawkins &lt;/strong&gt;e com o pé esquerdo. Era preto e grande, no meio de quatro irmãos de mães diferentes, algures no meio dos Estados Unidos. A sorte não queria nada com ele, apesar de aos 14 anos já ser campeão amador de boxe do estado do Alasca. No entanto, uma tareia descomunal fê-lo não querer sequer reconquistar o título. Anos depois, embarcava para a Coreia, com uma arma ao ombro e um capacete na cabeça. Lá, uma granada atingiu-o de perto e o regresso à terra-mãe foi antecipado. A sorte continuava arredada e nem o seu gosto pelo canto lírico parecia agirar um futuro agradável. &lt;strong&gt;Jalacy Jay Hawkins &lt;/strong&gt;era "preto e pobre" e tinha que ganhar dinheiro rápido. E a ópera não chega aos tops.&lt;br /&gt;Decidiu então ter aulas de canto e os caprichos do destino puseram-no em contacto com uma mulher gorda que bebia dois tipos de whisky diferentes ao mesmo tempo, num qualquer bar esquecido por Deus. Ao pé dela, um elefante tinha o diâmetro de um lápis". Disse-lhe para exorcizar os demónios, "Grita, meu lindo, grita". E ele gritou. E nasceu &lt;strong&gt;Screamin' Jay Hawkins&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua carreira musical ficou na maioria das vezes ligada ao esoterismo, ao horror e à extravagância. Quando é lembrado, normalmente são pelas suas actuações a sair de dentro de um caixão, com uma caveira enfiada na bengala, ao ritmo de explosões e fogo-de-artifício, em espectáculos de dráculas e lobisomens. È assim que devia ser recordado? Também, mas não só! &lt;strong&gt;Screamin' Jay Hawkins &lt;/strong&gt;tinha uma voz fantástica, que quando gritou a mando da mulher gorda, libertou-se dos fantasmas passados; mas com o preço de se ter tornado ele próprio um demónio. Um demónio gritante, com uma voz de barítono que destrambulhava ao bom estilo avant-garde, num jazz bluesly. Ou seria num blues muito jazzy? Não interessa, era tudo música do demo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro demónio gritante é &lt;strong&gt;Steven Tyler&lt;/strong&gt;. Ou pelo menos, ele próprio assim se intitula. Não se sabe se assinou algum acordo com Satanás ou outro anjo errante, mas o que é certo é que a sua carreira musical esteve por um fio. No entanto, a sua voz sempre esteve lá.&lt;br /&gt;Os &lt;strong&gt;Aerosmith&lt;/strong&gt; foram uma boa banda. Nos resquícios da década de 70, surgiram em terras do Tio Sam com o álbum homónimo, a evocar os &lt;strong&gt;Stones&lt;/strong&gt; e os &lt;strong&gt;Led Zeppelin&lt;/strong&gt;. As comparações com os primeiros foram inevitáveis: havia um vocalista que também enchia o palco, um guitarrista que se punha ao microfone ao estilo de &lt;strong&gt;lord Richards&lt;/strong&gt;, um baixista loiro que parecia &lt;strong&gt;Brian Jones&lt;/strong&gt;. E rock n' roll. Muito rock n' roll. Numa década tiveram um interessante percurso na auto-estrada 66, mas depois o convívio apertado com as drogas deitou tudo a perder. Só nos anos 80, um inesperado dueto com um trio rap os iria reerguer. Mas o destino estava traçado para um rock patriota, por vezes a pender o mainstreem, por outras a entrar pelo pastelão. Prefiro recorda-los com &lt;strong&gt;Toys In The Attic&lt;/strong&gt;, por exemplo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, mantem-se a voz inconfundível de &lt;strong&gt;Steven Tyler&lt;/strong&gt;. Não só tem estilo, como tem uma voz de demónio gritante: capaz de levantar os mortos, capaz de estabelecer contacto com o outro mundo. Uma voz promíscua, que desperta a líbido e faz o rock n' roll ser novamente a música do demo. Só por causa disso, vale a pena existirem os &lt;strong&gt;Aerosmith&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://lightmellow.livedoor.biz/b35d7326.gif"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Big Ten Inch Record&lt;/strong&gt;; Toys In The Attic; 1974]&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-110944593535155936?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/110944593535155936/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=110944593535155936' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110944593535155936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110944593535155936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2005/02/demnios-gritantes.html' title='Demónios gritantes'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-110876489868287157</id><published>2005-02-18T13:28:00.000-08:00</published><updated>2005-02-18T14:17:18.206-08:00</updated><title type='text'>O vírus da idade</title><content type='html'>&lt;i&gt;Time Waits For No One&lt;/i&gt;, ou, o tempo não espera por ninguém, já cantava &lt;strong&gt;Mick Jagger &lt;/strong&gt;em 1974. O passar do calendário repercute-se em todos nós, sejamos santos ou diabos, pecadores ou misericordiosos, cantores ou políticos. &lt;br /&gt;Com o passar do tempo, o corpo começa a vergar-se ao peso dos anos e fica mais vulnerável a enfermes. No caso dos músicos, o caso é ainda mais grave, porque são ameaçados por um outro vírus, dos quais fogem como o diabo da cruz - o chamado vírus da idade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se nunca ouviu falar desta doença, não se admire, nem tão pouco entre em preocupações, pois tal é extremamente normal. Devido ao receio que este vírus incute nas pessoas, a sua menção é muito rara à boca chei. E a partir de uma certa idade, é quase inevitável nos músicos. Mesmo os mais saudáveis, que estamos habituados a ver cheios de garra e criatividade, são susceptíveis a tal praga. Ninguém sabe como é transmitido, mas presume-se que só afecte os bons artistas musicais. E digo presume-se, porque mesmo que afecte os maus artistas, tal efeito é pouco, ou mesmo nada perceptível nos mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quais são os sintomas de quem padece de tal vírus? &lt;br /&gt;O músico pode ter tido a maior carreira musical que podia sonhar na adolescência, que mesmo assim não escapa ao vírus. Com efeito, a partir de uma certa idade, este ataca-o e debilita-o. Essa debilidade rapidamente é detectada no próximo álbum do artista afectado. Depois de um par de álbuns bem agradáveis ao ouvido, o artista enfermo começa a compor discos de qualidade inferior. No entanto, a debilidade não fica por aqui e a qualidade dos álbuns posteriores continua a decair até bater no fundo, podendo mesmo recorrer a colaborações com outros músicos infectados, ou mesmo - pasme-se - com maus artistas. Então, tudo o que saia sob o nome do artista infectado não são mais do que grandes pastelões insonsos e sem açucar, destinados à radio devido ao seu carácter orelhudo e radiofriendly e destinados a colocar o artista noutros patamares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não está a ver ninguém afectado pelo vírus da idade, refresco-lhe a memória com um dos casos mais gritantes - &lt;strong&gt;Stevie Wonder &lt;/strong&gt;nasceu para a música em 1963, agarrado a um piano e desprovido de visão, o que lhe aumentava a sensibilidade nos outros sentidos. O seu piano descarregava doses industriais de um soul e funk viciante e a sua presença era sinónimo de uma noite cheia de groove. Rapidamente se tornou referência incontornável no soul e no funk e também no reggae e nos blues. Agoirava-se um futuro radioso para &lt;strong&gt;Stevie Wonder&lt;/strong&gt;, um percuso sem obstávulos até ao pedestral destinado aos grande snomes da música.&lt;br /&gt;Puro engano! O que as pessoas se esqueciam é que &lt;strong&gt;Stevie Wonder &lt;/strong&gt;também envelhecia e com o envelhecer do corpo e da mente, ficava susceptível a apanhar o vírus da idade. E não conseguiu escapar. Logo após a primeira picada, a qualidade dos seus álbuns começou a decair, até que bateu no fundo com o pastelão &lt;strong&gt;I Just Called To Say I Love You&lt;/strong&gt;, destinado a românticas quarentonas e a uma mulher de vermelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro caso que vou referir é bem mais recente, mas não menos preocupante.&lt;br /&gt;Ainda deve estar no imaginário e no ouvido de cada um, uma das mais interessantes bandas que surgiram na década de 80, fundindo no mesmo caldeirão punk, ska e new wave. Esta improvável combinação deu nos &lt;strong&gt;The Police&lt;/strong&gt;, uma banda profícua e interessante. No entanto, o vírus da idade colheu um dos membros da banda na altura mais indesejada: no auge da banda. &lt;strong&gt;Sting&lt;/strong&gt;, afectado pela doença apesar de ainda novo, canta de cisne em &lt;strong&gt;Synchronicity&lt;/strong&gt; e deixa os restantes dois membros dos &lt;strong&gt;Police&lt;/strong&gt; órfãos, enverdando pela carreira a solo. E rapidamente, empilham-se os discos de qualidade duvidosa, sempre a decair, até tropeçar nas baladas intermináveis, para gáudio das tardes da rádio nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como estes dois, são muitos outros os casos que poderia referir. São fáceis de identificar.&lt;br /&gt;E não haverá cura para o vírus da idade? Não está confirmado, mas pelo menos parece ser possível enganar o bicho das suas influências maléovolas. Ora vejamos &lt;strong&gt;Eric Clapton&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;Um dos últimos deuses da guitarra ainda vivo, mal desceu dos céus, começou a dar cartas no mundo musical, primeiro com os inovadores &lt;strong&gt;Cream&lt;/strong&gt;, depois com a referência &lt;strong&gt;Derek And The Dominos &lt;/strong&gt;e por fim, a solo. No entanto, depois de uma fase complicada de enclausuramento na prórpia casa, refém da heróina e da cocaína, &lt;strong&gt;Clapton&lt;/strong&gt; reabilitou-se para a vida e para a música. Porém, faltava-lhe ser atingido pelo flagelo do vírus da idade.&lt;br /&gt;Acontece em plena década de 80 e &lt;strong&gt;Eric Clapton &lt;/strong&gt;chega mesmo a recorrer, desesperado, a outro músico vítima do mesmo vírus - &lt;strong&gt;Phil Collins&lt;/strong&gt;. É talvez com &lt;strong&gt;Behind The Sun &lt;/strong&gt;que &lt;strong&gt;Clapton&lt;/strong&gt; começa a querer vencer a enfermidade. E depois de alguns melhoramentos e algumas recaídas, o mago da guitarra começa a enganar o vírus da idade, reagindo como se fosse mais novo: pede boleia a outro &lt;i&gt;rei&lt;/i&gt;, faz mesmo uma vénia ao "pai" &lt;strong&gt;Johnson&lt;/strong&gt; e reanima os &lt;strong&gt;Cream&lt;/strong&gt;. De momento, parece não estar afectado. Mas curado realmente? Impossível dizer, só o tempo o dirá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vírus da idade é assim um flagelo tremendo para os músicos. No entanto, apesar de raras vezes, o músico consegue mesmo passar incólume ao bicho, isto se a sua carreira permitir, claro. &lt;br /&gt;Há ainda outras situações, em que parece que o músico está afectado, mas que tal é só uma ilusão de nossa parte. Normalmente, são indecisões de índole pessoal. Por exemplo, &lt;strong&gt;Paul McCartnney &lt;/strong&gt;desde o fim dos &lt;strong&gt;Beatles&lt;/strong&gt; que parece confuso. Ou então &lt;strong&gt;Mick Jagger&lt;/strong&gt;, que por vezes esquece-se do talhante que é nos &lt;strong&gt;Stones&lt;/strong&gt; e pensa que é cantor romântico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://ubl.artistdirect.com/Images/Sources/AMGCOVERS/music/cover200/drd800/d845/d84571j984x.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Fingertips Pt 1 $ 2&lt;/strong&gt;; At The Close Of A Century; 1962]&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-110876489868287157?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/110876489868287157/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=110876489868287157' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110876489868287157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110876489868287157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2005/02/o-vrus-da-idade.html' title='O vírus da idade'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-110830412307124206</id><published>2005-02-13T06:08:00.000-08:00</published><updated>2005-02-13T06:15:23.073-08:00</updated><title type='text'>Blues fotográficos</title><content type='html'>Antevendo uma grande noite de música no &lt;strong&gt;Santiago Alquimista&lt;/strong&gt;, com os &lt;strong&gt;Dead Combo &lt;/strong&gt;(os portugueses) e os &lt;strong&gt;Bunnyranch&lt;/strong&gt;, a &lt;strong&gt;FNAC&lt;/strong&gt; do Chiado aproveitou para assinalar o lançamento oficial do livro de fotografias do &lt;strong&gt;The Legendary Tiger Man&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;In Cold Blood - A Sangue Frio&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;In Cold Blood - A Sangue Frio &lt;/strong&gt;é um objecto magnífico. Uma encadernação imponente a preto, com as lombadas a roxo, qual &lt;strong&gt;Medo&lt;/strong&gt; de &lt;strong&gt;Al Berto &lt;/strong&gt;ou mesmo qual &lt;strong&gt;Bíblia&lt;/strong&gt;, que é mais do que um simples livro de fotografias: é um álbum de memórias de uma certa personagem musical, que ainda tem o bónus de conter um CD de remisturas.&lt;br /&gt;Da conversa com os intervenientes, ficou-se a saber que este objecto, apenas por ser um livro com um CD incluído, conta com uma taxa a cobrar sobre o autor que não chega a um terço da que seria cobrada, se porventura, o objecto fosse um CD com um livro. A conclusão? Portugal é um país que descrimina as formas de arte, em que uns são filhos e outros enteados. A solução? São as bandas nacionais começarem a lançar os seus discos dentro de um livro em branco...&lt;br /&gt;Voltando ao livro em si. Fotografado por &lt;strong&gt;Pedro Medeiros&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;In Cold Blood &lt;/strong&gt;é uma compilação de quatro narrativas, com um imaginário muito peculiar, que tem como personagem central um certo lendário homem-tigre, em registos de fábula de imaginário musical. Como o próprio afirmou, são blues fotográficos. E imperdíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fotografia e a música são duas formas de arte bastante apelativas e interessantes (pelo menos na minha opinião), pela sua expressividade e pela introspecção pessoal que proporcionam. Quando ambas se fundem, o resultado é sempre bastante interessante. E se a forma de fusão é tão interessante e criativa como neste caso, o resultado é cativante, viciante e obrigatório. &lt;strong&gt;Pedro Medeiros &lt;/strong&gt;consegue captar toda a essência daquelas fábulas demoníacas a tons de blues, seja pelo imaginário do rato Mickey e do Natal, seja pela escala grandiosa da mulher-toureiro a dar a estucada final no homem-touro/demónio, no centro de uma arena deserta, qual coliseu do Olimpo sob os olhos dos deuses.&lt;br /&gt;Acoplado a este conjunto de postais coloridos, segue ainda um CD de remisturas do último álbum do &lt;strong&gt;Tigerman&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Fuck Christmas I Got The Blues&lt;/strong&gt;, entregue a mãos de gente tão díspar como os &lt;strong&gt;Bullet&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;D-Mars&lt;/strong&gt;. Um registo interessante no desconstrutivismo do blues por mãos electrónicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.cdgo.com/capas/c_2552391.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Big Black Boat Dancin' Days Mescla para Discoteca&lt;/strong&gt;; In Cold Blood...; 2004]&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-110830412307124206?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/110830412307124206/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=110830412307124206' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110830412307124206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110830412307124206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2005/02/blues-fotogrficos.html' title='Blues fotográficos'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-110829411478458790</id><published>2005-02-13T03:25:00.000-08:00</published><updated>2005-02-13T03:32:05.963-08:00</updated><title type='text'>Tributo</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img src="http://home.datacomm.ch/mik/ba/h/hawkins_jay/pics/hawkins_1996_002.jpg" /&gt; &lt;/center&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;1929-2000&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;center&gt;&lt;/center&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fez ontem quatro anos desde o desaparecimento de Screamin' Jay Hawkins, um dos nomes incontornáveis da música, do blues e do rock e o maior feiticeiro voodoo dos palcos.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ele pôs-nos um feitiço!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-110829411478458790?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/110829411478458790/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=110829411478458790' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110829411478458790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110829411478458790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2005/02/tributo_13.html' title='Tributo'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-110772645012543247</id><published>2005-02-06T13:41:00.000-08:00</published><updated>2005-02-06T13:48:36.830-08:00</updated><title type='text'>Tributo</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img style="WIDTH: 329px; HEIGHT: 441px" height="464" src="http://www.drjazz.ch/album/bilder/marley33a.jpg" width="356" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;strong&gt;1945-1981&lt;/strong&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Se ainda fosse vivo, faria hoje 60 anos.&lt;br /&gt;Quando morreu foi enterrado juntamento com a sua Gibson e a Bíblia - dois símbolos do que foi a sua vida: a música e a fé!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-110772645012543247?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/110772645012543247/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=110772645012543247' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110772645012543247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110772645012543247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2005/02/tributo.html' title='Tributo'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-110763153990218659</id><published>2005-02-05T10:43:00.000-08:00</published><updated>2005-02-05T11:27:08.100-08:00</updated><title type='text'>A música pura</title><content type='html'>Há uma afirmação (dita por mim) que defende os &lt;strong&gt;White Stripes &lt;/strong&gt;como, quiçá, a banda mais interessante a aparecer na última década, afirmação cuja validade não me apetece discutar de momento.&lt;br /&gt;O motivo pelo qual a puxo prende-se com a própria música dos &lt;strong&gt;White Stripes&lt;/strong&gt;. Muito já se falou dela, muita tinta já correu por linhas intermináveis de texto e vários quilómetros de papel já foram gastos em (tentativas de) descrições do som do duo de Detroit; e mesmo assim, ainda muito há para escrever.&lt;br /&gt;Resumidamente, os &lt;strong&gt;White Stripes &lt;/strong&gt;foram preponderante no tal revivalismo rock encabeçado pelos &lt;strong&gt;Strokes&lt;/strong&gt;, que assaltou o Mundo, ávido por novas revelações, mesmo que estas sejam apenas relampejos do passado, tomado como presente e logo futuro.&lt;br /&gt;Os &lt;strong&gt;White Stripes &lt;/strong&gt;são um duo que utiliza apenas a guitarra e a bateria (e as teclas, ocasionalmente) para reviver um blues genuíno de histórias cantadas, original e minimalista, em moldes pouco convencionais do que até então estavamos habituados.&lt;br /&gt;São muitos os que se vergam perante os irmãos &lt;strong&gt;White&lt;/strong&gt; (mesmo que já tenham sido casados, serão sempre chamados de irmãos), boquiabertos com a sua originalidade e inovação ao transportarem o blues num registo minimalista pousado no binómio guitarra/bateria. Terão essas pessoas razão, será esse molde tão original assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jack Splash &lt;/strong&gt;é o cabecilha do trio &lt;strong&gt;Plantlife&lt;/strong&gt;, uma das grandes revelações do ano transacto do funk. Os &lt;strong&gt;Plantlife&lt;/strong&gt; são uma banda que faz hip-hop para quem não gosta de hip-hop e que dá uma lição de funk aos que gostam de hip-hop. Se existe uma cena invisível e não palpável, que é onde se encontram os &lt;strong&gt;Outkast&lt;/strong&gt;, especialmente a facção &lt;strong&gt;The Love Below&lt;/strong&gt;, de &lt;strong&gt;Andre 3000&lt;/strong&gt;, os &lt;strong&gt;Plantlife &lt;/strong&gt;são o passo natural evolutivo seguinte.&lt;br /&gt;Ouvir &lt;strong&gt;The Return Of Jack Splash&lt;/strong&gt;, o álbum debutante deste trio norte-americano, é o mesmo que escutar simultaneamente o funk de &lt;strong&gt;James Brown&lt;/strong&gt;, de &lt;strong&gt;Sly &amp; The Family Stone&lt;/strong&gt;, de &lt;strong&gt;Prince&lt;/strong&gt;, ou dos &lt;strong&gt;Parliament&lt;/strong&gt;, numa fusão de funk-soul-disco estranha, mas eficaz.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jack Splash &lt;/strong&gt;disse recentemente, em entrevista, que não se sente ofendido com tais comparações, apenas se sentiria se dissessem que os &lt;strong&gt;Plantlife&lt;/strong&gt; se resumiam a um nome específico. Justifica-se perante tal posição afirmando que não existe música pura, que tal é um mito. Todos têm influências, só que no tempo dos &lt;strong&gt;Beach Boys &lt;/strong&gt;ou dos &lt;strong&gt;Beatles&lt;/strong&gt;, tal não era referido devido ao reduzido acesso à música em geral. &lt;strong&gt;Jack Splash &lt;/strong&gt;dá mesmo o exemplo concreto das influências country na música do mestre da soul, &lt;strong&gt;Stevie Wonder&lt;/strong&gt;, ou das influências soul no deus do rock, &lt;strong&gt;Jimi Hendrix&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Estará essa ideia certa, será a música pura um mito e uma utopia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem ser falsas até ambas as questões, mas foram um óptimo pretexto para puxar à conversa o que realmente queria: os blues do Delta!&lt;br /&gt;Todos sabemos que os blues nasceram nos campos de algodão do Mississipi, quando os afro-americanos começaram a lamentar-se à lua e ao demónio das suas tristes sinas, com uma velha guitarra a tira-colo como veículo das lamúrias. Esses blues tiveram vários filhos, alguns bastardos, que se multiplicaram como manda o versículo bíblico: &lt;em&gt;Multiplicai-vos!&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Assim, desse berço que o foi o Delta do Mississipi, foram paridos vários nomes que, apesar da sua importância para a história da música, raramente são mencionados, ou mesmo conhecidos. São estes nomes que influenciaram um certo &lt;strong&gt;Howlin' Wolf &lt;/strong&gt;ou mesmo um certo &lt;strong&gt;Robert Johnson&lt;/strong&gt;, o qual assume muitas vezes a paternidade da música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos aqui à primeira questão que levantei no princípio deste ensaio. Os &lt;strong&gt;White Stripes &lt;/strong&gt;são, sem dúvida, a mais importante banda da última década, nem que seja unicamente pelo facto de terem resgatado das trevas do esquecimento comum, os blues do Delta. Nomes como &lt;strong&gt;Leadbelly&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;Son House&lt;/strong&gt;, são frequentemente, reanimados pela boca de &lt;strong&gt;Jack White&lt;/strong&gt;, sejam nas suas versões, sejam nas suas próprias canções originais. E o rock/blues minimalista do duo de Detroit não é mais que a evolução directa dos blues do Delta, electrificado e sujeito ao filtro da revolução industrial. É o passo evolutivo seguinte, tal como são os &lt;strong&gt;Plantlife&lt;/strong&gt; em relação à barra evolutiva do funk, logo a seguir aos &lt;strong&gt;Outkast&lt;/strong&gt;. E chegamos aqui à segunda questão.&lt;br /&gt;É verdade que os até os &lt;strong&gt;Beatles&lt;/strong&gt; e os &lt;strong&gt;Beach Boys &lt;/strong&gt;tinham as suas influências. E antes deles? Haveria música pura?&lt;br /&gt;Ouvir os lamentos da guitarra e da voz de falsete de &lt;strong&gt;Skip James&lt;/strong&gt;, as histórias narradas ao ritmo de uma guitarra e uma garrafa de whisky de &lt;strong&gt;Blind Willie McTell&lt;/strong&gt;, ou a voz à capela de &lt;strong&gt;Son House&lt;/strong&gt;, não é a forma mais pura da música popular contemporânea? Virgens dos ruídos de outras influências, os blues do Delta soavam a testemunhos, cuja veracidade era atestada apenas pela viola acústica.&lt;br /&gt;E se conseguirmos abstrair-nos, por entre os estalidos do vinil envelhecido (porque as remasterizações em CD destes artistas não são mais do que sacrilégios), conseguimos ouvir toda a pureza da música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drf900/f961/f96151mxvup.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;John, The Revelator&lt;/strong&gt;; The Delta Blues; 2003]&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-110763153990218659?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/110763153990218659/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=110763153990218659' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110763153990218659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110763153990218659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2005/02/msica-pura.html' title='A música pura'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-110724954255451058</id><published>2005-02-01T01:02:00.000-08:00</published><updated>2005-02-01T03:22:29.373-08:00</updated><title type='text'>Aviso aos mais distraídos</title><content type='html'>De regresso a estas lides literárias com maior frequência (promessa!), apetece-me alertar para uma banda que tem deambulado pelas vielas escuras do desconhecimento e que neste último mês, tem morado no meu rádio cá de casa, qual paixão arrebatadora primaveril.&lt;br /&gt;Esta deambulação por tais vielas, deve-se simplesmente, ao facto de ainda não terem lançado nenhum registo oficial - apenas uma maquete homónima e um concerto dado em directo na Antena3, que circula por aí no circuito "alternativo". No entanto, convém começar a alertar os mais distraídos para a iminência do lançamento de um disco por parte destes dois senhores.&lt;br /&gt;Tal aviso assume ainda maior evidência, se tivermos em conta o recente sucesso de duas bandas nacionais, que almejaram relativo (e merecido, diga-se) sucesso, no ano transacto, com um registo sensivelmente semelhante ao da banda em causa: falo dos &lt;strong&gt;Dead Combo &lt;/strong&gt;(os portugueses, não os finlandeses, claro - falarei destes outro dia) e do &lt;strong&gt;Quinteto Tati&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega então de suspense, visto ter chegado a altura de revelar a identidade até então escondida, de tão bem sucedida banda. Rufam os tambores e dois nomes são destapados: &lt;strong&gt;Nuno Nico&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Para quem não sabe, este duo é composto por &lt;strong&gt;Nuno Prata&lt;/strong&gt;, ex-baixista dos &lt;strong&gt;Ornatos Violeta&lt;/strong&gt;, e pelo percussionista francês &lt;strong&gt;Nicolas Tricot&lt;/strong&gt;. Costumo volver e revolver as ideias, ao tentar entender porque raio acabaram os &lt;strong&gt;Ornatos&lt;/strong&gt;, uma das maiores bandas portuguesas de sempre, em detrimento de alguns projectos de pouco valor: os &lt;strong&gt;Grace&lt;/strong&gt; são fraquinhos e os &lt;strong&gt;Pluto&lt;/strong&gt; quedam-se pela mediania.&lt;br /&gt;No entanto, tal ideia já foi abandonada, após escutar este projecto, &lt;strong&gt;Nuno Nico&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num registo acústico, este duo luso-francês move-se num universo de bossa nova e jazz, com uma sonoridade de raíz portuguesa, com uma forte influência de &lt;strong&gt;Ornatos Violeta &lt;/strong&gt;- as letras, tocantes e profundas, a que &lt;strong&gt;Nuno Prata &lt;/strong&gt;dá voz (e guitarra e baixo), ilustradas pelo minimalista e verdadeiro homem dos sete instrumentos, &lt;strong&gt;Nico Tricot&lt;/strong&gt;, que deambula por entre a percussão, a flauta, o metalofone e, pasme-se, o kazoo, este magnífico instrumento, injustamente caído no esquecimento geral.&lt;br /&gt;Basicamente, são um conjunto de lindas canções. Apenas isso, apenas canções...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este aviso aos distraídos transmuta-se agora, num apelo a todos, em geral - é urgente descobrir este projecto! E numa altura em que as atenções parecem começar a virar-se para Setúbal e para um colectivo chamado &lt;strong&gt;Mazgani&lt;/strong&gt; (e ainda bem!), por força da atenção francesa, é conveniente não ignorar o que estes rapazes andam a fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PS- &lt;/strong&gt;Os &lt;strong&gt;Act-Ups &lt;/strong&gt;foram convidados para o &lt;strong&gt;Freakland Festival&lt;/strong&gt;, um dos maiores festivais de Espanha. E logo como cabeças de cartaz, ao lado dos norte-americanos &lt;strong&gt;Soledad Brothers&lt;/strong&gt;! Depois do apoio incondicional aos &lt;strong&gt;Bunnyranch&lt;/strong&gt;, vamos ver se a imprensa portuguesa abre os olhos a este evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.divergencias.com/news/images/news_1292.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Nada É Tão Mau&lt;/stronG&gt;; Maquete; 2004]&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-110724954255451058?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/110724954255451058/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=110724954255451058' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110724954255451058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110724954255451058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2005/02/aviso-aos-mais-distrados.html' title='Aviso aos mais distraídos'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-110635244343588749</id><published>2005-01-21T15:32:00.000-08:00</published><updated>2005-01-21T16:09:30.506-08:00</updated><title type='text'>Pais, filhos e filhas</title><content type='html'>Deparo-me com uma certa dificuldade, quando após um comentário elogioso acerca de alguma banda, me perguntam por desconhecimento de causa, &lt;i&gt;que tipo é isso?&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;Aconteceu-me recentemente com os &lt;strong&gt;The Kills&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É extremamente redutor colocar rótulos nas bandas, o que não deixa de ser porém, uma tarefa inevitavelmente necessária, por questões de comodidade. No entanto, o que dizer acerca dos &lt;strong&gt;The Kills&lt;/strong&gt;, quando confrontados com tal questão? Que é algo que paira entre algo garage rock-punk-blues num registo lo-fi? Que significa isso? E neste caso, também não ajuda muito a comparação, porque os &lt;strong&gt;The Cramps&lt;/strong&gt; também eram algo que podia assentar nesse rótulo e que no entanto diferem dos &lt;strong&gt;The Kills&lt;/strong&gt;, como a água difere do azeite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso o melhor será mesmo comprarem os álbuns. E os &lt;strong&gt;The Kills &lt;/strong&gt;acabam de lançar &lt;strong&gt;No Wow&lt;/strong&gt;, o novo registo de originais. Após uma primeira audição, o disco compacto cola-se como por magia ao leitor de CD's, pedindo por repetidas audições.&lt;br /&gt;Por alguma razão, &lt;strong&gt;No Wow &lt;/strong&gt;parece um registo completamente diferente de &lt;strong&gt;Keep Your On The Mean Side &lt;/strong&gt;- talvez devido ao início do disco, numa linha de baixo hipnótica ao ritmo de uma batida ziguezagueante. Mas rapidamente percebemos que o duo continua em forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;strong&gt;The Kills &lt;/strong&gt;são uma parelha que se complementa, numa cumplicidade promíscua, em que os blues flirtam com o rock descaradamente, num beco escuro e frio, transformando aquela relação em algo sombrio, mas extremamente sedutor e excitante. Foder em vez de fazer amor, já se escreveu por aqui.&lt;br /&gt;Em &lt;strong&gt;No Wow &lt;/strong&gt;há mais condimentos nesta relação: há lágrimas mal carpidas e resquícios de noites mais selvagens. Ou seja, &lt;strong&gt;No Wow &lt;/strong&gt;continua a ser blues-rock à velocidade do som, entre dois amantes unidos por laços de sangue e música. E continua a soar a algo gloriosamente barato e sujo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Algo gloriosamente barato e sujo&lt;/i&gt;. Não é isto nada mais do que o rock n' roll, reduzido aos seus elementos mais básicos? Então porque é que se simplesmente dissermos que os &lt;strong&gt;The Kills &lt;/strong&gt;são uma banda de rock n' roll, com raízes no blues, sentimos automaticamente que não é uma descrição suficiente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhos do mesmo pai, mas de mãe diferente, surgem uns tais de &lt;strong&gt;Sons And Daughters&lt;/strong&gt;, que apresentam o seu cartão de visita sob a forma do EP, &lt;strong&gt;Love The Cup&lt;/strong&gt;. Jogam com os mesmos trunfos que os &lt;strong&gt;The Kills &lt;/strong&gt;e ao rock e ao blues, acrescentam ainda o folk e o country. Não admira então que uma das faixas se chame &lt;strong&gt;Johnny Cash&lt;/strong&gt;; o Homem de Negro não se iria importar.&lt;br /&gt;Os &lt;strong&gt;Sons And Daughters &lt;/strong&gt;deambulam por entre vozes masculinas e femininas, num registo minimalista de espírito blues, numa qualquer briga de bar, regada a whisky.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O blues e o rock não precisam de grandes meios para respirar. Talvez porque o blues não vive, verdadeiramente: sobrevive!&lt;br /&gt;Numa atitude desesperada, num futuro quando falar acerca dos &lt;strong&gt;The Kills &lt;/strong&gt;ou dos &lt;strong&gt;Sons And Daughters &lt;/strong&gt;e me fizerem a fatidica pergunta, responderei que são uma banda barata e suja, blues e rock. E mais não digo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PS- &lt;/strong&gt;A &lt;a href="http://www.aputadasubjectividade.net"&gt;Puta&lt;/a&gt; volta a atacar. Ainda bem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img style="WIDTH: 167px; HEIGHT: 160px" height="225" src="http://images-eu.amazon.com/images/P/B0006OR134.02.LZZZZZZZ.jpg" width="256" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Love Is A Deserter&lt;/strong&gt;; No Wow; 2004]&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-110635244343588749?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/110635244343588749/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=110635244343588749' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110635244343588749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110635244343588749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2005/01/pais-filhos-e-filhas.html' title='Pais, filhos e filhas'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-110581965521439311</id><published>2005-01-15T11:41:00.000-08:00</published><updated>2005-01-15T12:08:37.496-08:00</updated><title type='text'>Ensaio jurássico</title><content type='html'>Vemos hoje em dia, por norma quase pré-estabelecida, serem apelidados de "dinossauros" aquela que é a maior banda de rock n' roll do Mundo, os &lt;strong&gt;Rolling Stones&lt;/strong&gt;. Esta adjectivação entende-se facilmente, devido à longevidade da carreira do antigo quinteto, actualmente quarteto inglês. No entanto, não será esta classificação impertinente e desajustada? Ora vejamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos afirmar seguramente que esta adjectivação é de natureza positiva e elogiosa - uma banda que consegue manter uma carreira com quatro décadas de actividade mais ou menos interrupta, sempre com um fulgor acima da linha que separa as grandes bandas das outras medianas é obra. Mas a figura do dinossauro não se limita ao factor temporal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dinossauros eram animais de grande porte, de sangue frio, que habitaram a Terra há milhões de anos atrás, muito antes do Homem e do mamífero. No entanto, por razões concretamente desconhecidas, extinguiram-se. E quaisquer que sejam essas razões, o que é certo é que foi por questões de adaptação. O dinossauro era um animal de fraca adaptabilidade, devido ao seu grande porte e isso certamente, limitou e escreveu o seu futuro.&lt;br /&gt;Se estabelecermos agora a comparação entre os &lt;strong&gt;Rolling Stones &lt;/strong&gt;e estes animais jurássicos, percebemos que segundo estes termos, ela não está correcta. Ora, se uma banda sobrevive à selva que é a indústria musical internacional, durante quarenta anos sem pôr um ponto final à sua carreira, é porque a sua versatilidade é patente. Por isso, a banda de &lt;strong&gt;Mick Jagger &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;Keith Richards &lt;/strong&gt;não pode nunca ser um dinossauro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dinossauros extinguiram-se porque não souberam evoluir, nem adaptar-se às modificações de um planeta em constantes mutações. Os &lt;strong&gt;Stones&lt;/strong&gt; souberam manter-se à tona de água, em temros musicais, porque souberam camufular-se nessas mutações.&lt;br /&gt;Às vezes com mais, outras vezes com menos fulgor, os &lt;strong&gt;Stones&lt;/strong&gt; sempre se mantiveram fiéis às suas raízes e origens, absorvendo outras influências de estilos musicais que se atravessaram no seu caminho, seja a new wave electrónico dos anos 80 de &lt;strong&gt;Emotional Rescue&lt;/strong&gt;, ou o reggae jamaicano de &lt;strong&gt;Dirty Work&lt;/strong&gt;, por exemplo.&lt;br /&gt;Não são por isso dinossauros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os verdadeiros dinossauros do rock serão então aqueles que não souberam evoluir e que se afundaram no marasmo musical actual. Aqueles cuja carreira musical só ainda não terminou na cabeça dos próprios membros, que teimam em enverdar por digressões inconsequentes e álbuns descabidos. Posso preencher este espaço dedicado a um nome, com os &lt;strong&gt;UB40&lt;/strong&gt;, mas muitos mais haverão, o leitor saberá escolher melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dinossauros extinguiram-se porque não gravaram mais nada de realce.&lt;br /&gt;Os &lt;strong&gt;Stones&lt;/strong&gt; lançaram &lt;strong&gt;Four Flicks &lt;/strong&gt;em 2003, um dos DVDs musicais de maior realce dos últimos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img height="146" src="http://images.google.pt/images?q=tbn:tkG28ctWuF8J:www.michaeldvd.com.au/CoverArt/10111.jpg" width="114" /&gt; &lt;/center&gt;&lt;center&gt; &lt;/center&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Worried About You&lt;/strong&gt;; Four Flicks; 2003]&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-110581965521439311?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/110581965521439311/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=110581965521439311' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110581965521439311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110581965521439311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2005/01/ensaio-jurssico.html' title='Ensaio jurássico'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-110521124475489287</id><published>2005-01-08T10:18:00.000-08:00</published><updated>2005-01-08T11:52:18.973-08:00</updated><title type='text'>O Rei faz anos</title><content type='html'>Se fosse vivo, &lt;strong&gt;Elvis Presley &lt;/strong&gt;completaria hoje 70 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artista ímpar, cantor incomparável, ícone de uma geração, marca intemporal, influenciador, agitador e inovador. &lt;strong&gt;Elvis&lt;/strong&gt; foi tudo isto e mais ainda. Mas para alguns, uma curta minoria, continua a ser um plagiador, um usurpador, um imitador e um excelente interpretador de canções alheias.&lt;br /&gt;Seja qual for a convicção, o que é certo é que &lt;strong&gt;Elvis Presley &lt;/strong&gt;foi um artista como poucos houveram até hoje, que vincou a música por uma certa zona, alterando-a e modificando-a para o rumo que tomou até hoje. Dono de uma voz inconfundível e vibrante, era principalmente, um animal de palco, uma máscara de carisma em que bastava apenas um gemido para pôr uma multidão em delírio. Uma voz talvez só comparável com a de &lt;strong&gt;Johnny Cash&lt;/strong&gt;, tais eram os seus efeitos. E que será sempre recordado como o Rei. O Rei do rock n' roll. E o rei da música como a conhecemos hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo também que a carreira de &lt;strong&gt;Elvis&lt;/strong&gt; foi pulvilhada de incongruências; uma carreira cheia de altos e baixos, que não atingiu voos mais elevados devido aos rumos errantes que escolheu; uma carreira cheia de escolhas erradas, que só pode servir de mau exemplo para qualquer artista que procure um futuro minimamente proveitoso. Mesmo assim, chegou para alcançar o topo e ser coroado rei. Talvez isso queira dizer alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há dúvidas que &lt;strong&gt;Elvis Presley &lt;/strong&gt;não inventou o rock. Este já existia e já antes dele, havia quem o cantasse. A maioria das grandes canções que deram projecção a &lt;strong&gt;Elvis&lt;/strong&gt; não eram mais do que versões de outros artistas, na maioria negros, que apenas alteravam a velocidade. No entanto, era impensável para a altura, um negro alcançar a popularidade que poderia ter alcançado. O que não impediu que gente como &lt;strong&gt;Little Richard &lt;/strong&gt;seja hoje vista como um dos pais do rock.&lt;br /&gt;No entanto, &lt;strong&gt;Elvis&lt;/strong&gt; teve o condão, não só de dar projecção ao rock n' roll, mas de o tornar acessível a todos. O rock n' roll era sinónimo de ritmo, de dança e de corpos a mexer; e corpos a mexer eram sinónimo de promiscuidade. Não era assim de estranhar que o rock n' roll fosse tomado como a música do Diabo. &lt;strong&gt;Elvis&lt;/strong&gt; assumiu assim, sem problemas, a face do Diabo, o que lhe permitiu ser odiado por muita gente. Mas em compensação, era amado por muitas mais. E a sua abordagem ao rock n' roll foi única. &lt;strong&gt;Elvis&lt;/strong&gt; não é só o Rei por ter tocado rock n' roll primeiro que os outros brancos; é o Rei pela maneira que o cantou. Com luxúria, malícia, sensualidade... Com o próprio rock n' roll na alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, &lt;strong&gt;Elvis&lt;/strong&gt; não se contentava com o que tinha - e ele tinha tudo. Queria o cinema! E apesar do seu estatuto lhe ter permitido alcançar a sétima arte, o que é certo é que o seu talento representativo não se igualava minimamente ao musical.&lt;br /&gt;O seu registo cinematográfico quedou-se por uma mão cheia de filmes que variavam entre o medíocre e o razoável, acabando por tomar sempre o papel de si próprio, ou seja, de estrela musical, em que as produtoras aproveitavam para fazer mais alguns trocos com a figura do Rei a cantar mais algumas cantilenas.&lt;br /&gt;O cinema trouxe a desilusão a &lt;strong&gt;Elvis&lt;/strong&gt;. Mas trouxe também a saturação pela música. E foi este o seu primeiro erro. Mas que mesmo assim teve o condão de ser a génese de algo que hoje tomamos como normal - o teledisco.&lt;br /&gt;No entanto, era o princípio do fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreensivelmente, a música já não lhe dizia nada. E &lt;strong&gt;Elvis&lt;/strong&gt; alistou-se na tropa. O governo esfregou as mãos de contente e não tentou salvaguardar o seu maior ícone: ter o maior ícone juvenil e não só alistado de livre vontade no exército, era a maior campanha de propaganda que não imaginariam nem nos melhores sonhos.&lt;br /&gt;Os fãs temeram o pior. E o pior aconteceu, mas não como esperariam. É verdade que &lt;strong&gt;Elvis&lt;/strong&gt; regressou são e salvo, mas voltara piegas e romântico. Estava apaixonado, era o amor, dirão uns. Seja o que for, Elvis atraiçoara a própria música. Tinha perdido a rebeldia, o inconformismo, o carisma... Tinha perdido o rock n' roll.&lt;br /&gt;Os fãs torceram o nariz às várias tentativas de regresso e &lt;strong&gt;Elvis&lt;/strong&gt; também não soube escolher o melhor caminho. As suas tentativas foram na maior parte das vezes fugas para a frente. E aproveitando o seu carisma sexual e a sua voz fenomenal, acabou por esgotar os últimos cartuchos inflando tudo o que a sua carreira anterior tinha possibilitado, terminando musicalmente nos espectáculos tristes de Las Vegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem diria que o jovem rebelde que cantava o amor, a liberdade, o sexo e a velocidade, ia ser o mesmo homem, pejado de lantejoulas, que se arrastava pelos palcos no recreio da América, destroçando corações de viúvas e românticas complexadas, depois de ter tido meio mundo feminino aos pés? Daí preferirem acreditar que aquele não era o verdadeiro &lt;strong&gt;Elvis&lt;/strong&gt;. Que o verdadeiro tinha fugido para o refúgio de uma ilha deserta algures no Pacífico. E que ainda hoje continua vivo. Porque é melhor matar um ídolo na melhor altura em que o vimos, para termos dele a melhor das recordações, do que acompanhar a sua decadência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Elvis&lt;/strong&gt; deixaria ainda mais meia dúzia de boas canções, mas longe da genialidade dos seus tempos de rockstar. Como legado, tinha deixado a importante figura da estrela rock e do próprio rock.&lt;br /&gt;Conta a sua mulher, que ao verem um concerto de &lt;strong&gt;Rod Stewart&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Elvis&lt;/strong&gt; exclamou assustado, ao ver o ex-vocalista dos &lt;strong&gt;Faces&lt;/strong&gt; a entrar em palco vestido de lantejoulas e maquilhado, "Meu Deus, o que eu criei". &lt;strong&gt;Elvis&lt;/strong&gt; criou o rock n' roll! Mas o bebé cresceu descontrolado e tornou-se num monstro generoso. &lt;strong&gt;Elvis&lt;/strong&gt; viveu alheio ao crescimento do seu filho, seguindo um rumo separado. Quando tentou a reconciliação, o seu rebento rejeitou-o. E &lt;strong&gt;Elvis&lt;/strong&gt; não o entendeu. Será sempre, no entanto, o pai do rock n' roll. E mais importante que isso, será o Rei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS- &lt;a href="http://ampola.blogspot.com"&gt;A ampola volta a fazer pop&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.waiting4louise.de/cover/Cover-Elvis-1956.jpg" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Blue Suede Shoes&lt;/strong&gt;; Elvis Presley; 1956 ]&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-110521124475489287?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/110521124475489287/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=110521124475489287' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110521124475489287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110521124475489287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2005/01/o-rei-faz-anos.html' title='O Rei faz anos'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-110494387084880143</id><published>2005-01-05T08:24:00.000-08:00</published><updated>2005-01-05T08:51:10.846-08:00</updated><title type='text'>Antes tarde do que nunca</title><content type='html'>Alertado pelo leitor &lt;strong&gt;Rodolfo&lt;/strong&gt;, recuperei um álbum do recém-terminado ano, chamado &lt;strong&gt;Thunder, Lightning, Strike&lt;/strong&gt;, de uma tal nova banda que responde pelo nome &lt;strong&gt;The Go! Team&lt;/strong&gt;, que me tinha passado despercebido. &lt;br /&gt;Depois de olhar para a capa, é verdade que pensei para comigo como é que tal não me tinha prendido a atenção mais cedo. E depois de o ouvir, dei comigo a praguejar impropérios sem conta à minha própria pessoa pelo vergonhoso atraso na descoberta deste prodígio sonoro.&lt;br /&gt;Uma vergonha! Mas antes tarde do que nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa altura em que se fala tanto de revivalismos, com os anos 80 à frente da vaga, os &lt;strong&gt;The Go! Team &lt;/strong&gt;conseguiram ir mais além. Recuperaram os anos 80, é certo, mas inesperadamente recuperaram o imaginário televisivo dos anos 80, os genéricos triunfantes de &lt;strong&gt;MacGyver&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;Miami Vice&lt;/strong&gt;, que ainda hoje cantarolamos no duche, a música pipoca dos western-spaghetti de &lt;strong&gt;Morricone&lt;/strong&gt;, ou até mesmo o brilho das jóias de &lt;strong&gt;B.A. Baracus &lt;/strong&gt;de &lt;strong&gt;The A-Team&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranho? Nem por isso, se escutarmos &lt;strong&gt;Thunder, Lightning, Strike&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;A minha primeira audição foi com uma gripe descomunal e 40 de febre, mas os efeitos não deixaram de ser os mesmos depois de uma segunda audição, desta vez são.&lt;br /&gt;Este álbum de avanço dos &lt;strong&gt;The Go! Team &lt;/strong&gt;é uma força da natureza, que como o próprio nome indica, são raios, trovões e tempestades. E ainda acrescento ariscos, coriscos e relâmpagos.&lt;br /&gt;Apesar da demência das guitarras e bateria e das &lt;i&gt;freakouts&lt;/i&gt; vozes femininas - porque apesar de haver muitos homens a rockar, as mulheres quando rockam , rockam mesmo (alguém mencionou a &lt;strong&gt;Karen O &lt;/strong&gt;ou a &lt;strong&gt;Peaches&lt;/strong&gt;?) - os &lt;strong&gt;The Go! Team &lt;/strong&gt;são uma etsranha combinação de punk-electro-new wave dos anos 80(?), sem descartar a harmónica de &lt;strong&gt;Morricone&lt;/strong&gt; em &lt;strong&gt;Panther Dash&lt;/strong&gt;, o genérico explosivo de &lt;strong&gt;Miami Vice&lt;/strong&gt;, de explosões e tiroteios, em &lt;strong&gt;Junior Kickstart&lt;/strong&gt;, ou a banda-sonora de um &lt;strong&gt;Bruce Lee &lt;/strong&gt;preso em Los Angeles, em &lt;strong&gt;Everyone's A VIP To Someone&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma colagem de ritmos de dança, que não pode deixar de lembrar os &lt;strong&gt;The Avalanches&lt;/strong&gt;, numa multiplicidade de layers e samples, que tem tanto de complexo como de agradável.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Thunder, Lightning, Strike &lt;/strong&gt;é uma corrida alucinante, numa pista de nascar, à mercê de um dilúvio bíblico, enquanto sorrimos da intempérie e cantarolamos mais alto que os trovões.&lt;br /&gt;E não estranhem se o próximo álbum se iniciar com um narrador a comentar, ao som de explosões de morteiro, &lt;i&gt;in 1972 a crack commando unit was sent to prison by a military court for a crime they didn't commit...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.popmatters.com/music/reviews/g/images/goteam-thunder.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Feelgood By Numbers&lt;/strong&gt;; Thunder, Lightning, Strike; 2004]&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-110494387084880143?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/110494387084880143/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=110494387084880143' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110494387084880143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110494387084880143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2005/01/antes-tarde-do-que-nunca.html' title='Antes tarde do que nunca'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-110444026917254510</id><published>2004-12-30T11:31:00.000-08:00</published><updated>2004-12-30T12:57:49.173-08:00</updated><title type='text'>Ensaio musical para a reveillon</title><content type='html'>Para quem vive com a música, ou para quem faz dela uma grande porção do seu dia-a-dia, é normal que elabore extensas bandas-sonoras da sua vida - quem não tem alguma música intrinsicamente ligada a um momentos específico e marcante da vida, que atire a primeira pedra. Além disso, também é normal que tenha mais facilidade em dissecar virtudes balsâmicas ou outros atributos a determinadas canções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por todos estes pormenores e mais alguns, também não é nada estranho que muitas destas pessoas perca tempo a conceber compilações perfeitas para um determinado acontecimento - quem nunca compilou um CD específico para ouvir no carro, que atire a primeira pedra.&lt;br /&gt;Com efeito, aproxima-se uma específica altura do ano, propícia a estas compilações - é já amanhã a passagem do ano, época por natureza festiva e dada à música e, consequentemente, à dança. Urge portanto eleger a banda-sonora ideal para esse momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é então essa banda-sonora ideal para a passagem de ano?&lt;br /&gt;É lógico que varia deveras de ano para ano, apesar de manter alguns clássicos intemporais - e se alguém menciona a &lt;strong&gt;Lambada&lt;/strong&gt;, sou eu que atiro a primeira pedra! Por isso, há que analisar dois indicadores essenciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro aspecto a ter em conta: a passagem de ano é um dia festivo, de excessos e diversão, que obrigatoriamente tem que ter música. Por isso, a música de dança confunde-se com a passagem de ano. No entanto, não pode ser qualquer canção. Não pode (nem deve) ser escolhida uma qualquer compilação de house para tunning ou afins. Primeiro, porque nesses conjuntos musicais, pouco ou nada se aproveita; e segundo, porque nem toda a gente aprecia house ou electrónica. Por isso, o truque está em escolher músicas cuja essência esteja na disco, com ritmo qb e factor orelhudo suficiente, para alegrar qualquer coração mais rancoroso.&lt;br /&gt;Depois há o segundo aspecto, que apesar de ser o segundo, acaba por ter que ser tomado em consideração primeiro, devido à sua extrema importância. Ou seja, por mais músicas que a tal banda-sonora previamente elaborada tenha, que preencham o primeiro aspecto, vai ter que haver sempre pelo menos um par de músicas a abrir o disco, que vai servir para partir o gelo. Porque nunca ninguém gosta de abrir a pista de dança; porque às vezes o grupo não se conhece todo previamente e há resquícios de vergonha a pairar entre os membros; e porque as barrigas estão cheias e as mãos ocupadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este segundo grupo de cantilenas é assim o mais importante. Não pode ser apenas algo dançável, como tem que ser ainda apelativo e sedutor, capaz de derreter o ambiente mais frio que se possa imaginar. E é sobre ele que me vou debruçar.&lt;br /&gt;Há duas músicas, curiosamente ambas do ano transacto, que se inserem neste grupo na perfeição e são obrigatórias para abrir qualquer festa de reveillon, em qualquer parte do globo terrestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecemos pela primeira, que é da forma que tudo se deve começar.&lt;br /&gt;São de Detroit, tiveram um padrinho chamado &lt;strong&gt;Jack White &lt;/strong&gt;(que por acaso até toca guitarra na canção em causa) e o álbum de estreia, de 2003, chama-se &lt;strong&gt;Fire&lt;/strong&gt;. O nome de guerra: &lt;strong&gt;Electric Six&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;O seu primeiro single, &lt;strong&gt;High Voltage &lt;/strong&gt;é uma enorme injecção de adrenalina, hormonas andrógenas e electricidade pura. Como o próprio nome indica, é uma sensação idêntica à de enfiar os dedos numa tomada. O som perfeito para quebrar qualquer ambiente incómodo e para fazer saltar todos, sem excepção, para o meio da sala. E se for preciso repetir a dose, não é nada que cause saturação.&lt;br /&gt;Por isso, &lt;strong&gt;High Voltage &lt;/strong&gt;é a música ideal para abrir qualquer passagem de ano, seja onde for e em que circunstâncias for. E se alguém conseguir ficar indiferente, é porque não é humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o passo mais difícil, mas depois de ultrapassado tudo fica mais fácil. No entanto, não pensem que daqui para a frente é tudo um mar de rosas. A situação ainda é perene e a segunda canção tem que ter o condão de consolidar o ambiente reinante de diversão. Por isso, a segunda música tem de ser escolhida ainda a dedo.&lt;br /&gt;Surge assim a minha segunda escolha, que recai sobre um dos hinos de 2003, saído do génio brilhante de &lt;strong&gt;André 3000&lt;/strong&gt;, dos &lt;strong&gt;Outkast&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;Hey Ya &lt;/strong&gt;é um hino de boa disposição, sinónimo de dança non-stop, ritmos alucinantes, um sedativo sensual que cativa qualquer um. Se a &lt;strong&gt;Ursula Andress&lt;/strong&gt;, no primeiro episódio de James Bond fosse uma música, seria o &lt;strong&gt;Hey Ya&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Ou seja, depois do choque que é &lt;strong&gt;High Voltage&lt;/strong&gt;, que funciona como reactor e catalisador simultanemente, &lt;strong&gt;Hey Ya &lt;/strong&gt;age como um bálsamo, que consolida o estado de espírito desejado em algo constante, baixando-o para os níveis aceitáveis de uma passagem de ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daqui fica à vossa disposição e utilizem os altos e baixos da banda-sonora do vosso reveillon da maneira que quiserem. Mas façam o que fizerem, não a deixem morrer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img style="WIDTH: 150px; HEIGHT: 153px" height="145" src="http://www.nestorindetroit.com/Images%20-%20more%20CD%20Covers/electric-six_small.jpg" width="144" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;High Voltage&lt;/strong&gt;; Fire; 2003]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-110444026917254510?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/110444026917254510/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=110444026917254510' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110444026917254510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110444026917254510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/12/ensaio-musical-para-reveillon.html' title='Ensaio musical para a reveillon'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-110424267765130110</id><published>2004-12-28T05:34:00.000-08:00</published><updated>2004-12-28T06:04:37.650-08:00</updated><title type='text'>Música de intervenção</title><content type='html'>O espírito humano nutre de um amor incondicional por listas. Quer consicente, quer inconscientemente, qualquer indivíduo tem um apreço especial por listas do que quer que seja; é um facto, que está inscrito nos genes humanos. Assim como há os que recusam tal facto, também existem os paranóicos; pessoas obsecadas com listas, por tudo e por nada, inumerando por ordem crescente, decrescente, alfabétca, ou outro meio qualquer, tudo o que possa ser listado. É um facto incontornável e temos noção disso quando fazemos avaliações comparativas de grande parte das coisas.&lt;br /&gt;Por isso, agora que nos aproximamos a passos largos para o final de mais um ano de fortuna e infortuna, é normal depararmo-nos com as mais variadas listas espalhadas pela imprensa nacional e internacioal, acerca dos melhores álbuns do ano, das melhores reedições do ano, dos melhores DVDs do ano, entre muitas outras categorias que a imgainação possa fabricar.&lt;br /&gt;Depois de ter completado todas estas listas mentalmente, comecei a elaborar outra que ainda não vi referida em nenhuma revista (pelo menos que me lembre): os melhores concertos de 2004 em Portugal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora desengane-se o leitor que após ler estas linhas, pensou estar perante mais um balanço musical do ano de 2004. Porque as linhas que precedem este texto, não foram mais que uma introdução a um dos músicos mais importantes do mundo, que por acaso nos deu o privilégio de nos brindar com a sua presença este ano, nos palcos do &lt;strong&gt;Festival Músicas do Mundo&lt;/strong&gt;, em Sines, com um concerto memorável - &lt;strong&gt;Femi Kuti&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Para quem não sabe &lt;strong&gt;Femi Kuti &lt;/strong&gt;é filho do falecido &lt;strong&gt;Fela Kuti&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;Fela Kuti&lt;/strong&gt;, nigeriano, não foi só um músico deveras importante para a história da música, como foi ainda um indíviduo extremamente activo no futuro do seu país. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Kuti&lt;/strong&gt; era assim uma espécie de fusão entre &lt;strong&gt;James Brown&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Martin Luther King &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;Bob Marley&lt;/strong&gt;. De &lt;strong&gt;James Brown&lt;/strong&gt;, ganha a comparação de que, tal como o &lt;i&gt;pai do soul&lt;/i&gt;, também ele foi o &lt;i&gt;pai do afrobeat&lt;/i&gt;, uma fusão entre ritmos africanos com funk e dub, tudo muito groovy, que &lt;strong&gt;James Brown &lt;/strong&gt;pilhou, depois de ter ficado doido ao escutar uns discos de &lt;strong&gt;Kuti&lt;/strong&gt;, o que lhe fez ser acusado pelo nigeriano de plagiador. De &lt;strong&gt;Martin Luther King &lt;/strong&gt;ganha a comparação de agitador político, visionário e activista, para além de sonhador de um mundo livre para todos, sem distinção de raças ou credos. Tal como o americano, também esta atitude valeu a &lt;strong&gt;Fela Kuti &lt;/strong&gt;perseguições constantes por parte do governo ningeriano e acabaou também assassinado. Por fim, de &lt;strong&gt;Bob Marley&lt;/strong&gt;, recebe a comparação por estar para a Nigéria em particular e para o Mundo em geral, como &lt;strong&gt;Bob Marley &lt;/strong&gt;estava para a Jamaica e para o Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fela Kuti&lt;/strong&gt;, que muitos vaticinavam como futuro presidente da Nigéria, foi um músico de inquestionáveis qualidades, como provam os inúmeros artistas ocidentais que se deslocavam constantemente a Lagos para gravar consigo. Além disso, soube tirar partido da sua música enquanto música de intervenção. O afrobeat era um ritmo agitador de massas, que conjuga na perfeição o que os ritmos africanos têm de melhor com os melhores ritmos de dança das pistas ocidentais, nos scratchs da música electrónica e nos breaks de bateria e principalmente, dos baixos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ter voltado do exílio para a Nigéria, &lt;strong&gt;Fela Kuti &lt;/strong&gt;acabou mesmo por ser assassinado pelo Apartheid e deixou um legado de valor incalculável nos ombros do seu filho, &lt;strong&gt;Femi Kuti&lt;/strong&gt;. No entanto, ao contrário do que aconteceu com os filhos de outros génios (de &lt;strong&gt;John Lennon &lt;/strong&gt;ou &lt;strong&gt;Bob Dylan&lt;/strong&gt;, por exemplo), &lt;strong&gt;Femi Kuti &lt;/strong&gt;conseguiu manter o nível de genialidade do pai.&lt;br /&gt;É certo que o seu truque residiu em manter aquilo que o seu progenitor tinha erguido, actuando ao mesmo nível, com uma música forte, de herança africana, mas com os olhos no ocidente, sempre com a força suficiente para agitar massas, mover mentes e abrir consicências. O seu papel decisivo na sociedade nigeriana é reflectido no seu papel político, em que conjuga a força da música, com a adoração divina e os ideais políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Femi Kuti &lt;/strong&gt;é assim a prova viva do poder da música. Não é só um artista excepcional, uma fera de palco com uma energia contagiante que proporciona em palco, alguns dos melhores momentos de vida de quem assiste aos seus concertos, como uma voz activa de frente política, em busca de um  Mundo melhor. &lt;br /&gt;Porque a música é a expressão de um Homem e o Mundo move-se por vontade do Homem. Por isso, a música pode muito bem mover um mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.self.it/cop/3283451062927.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Oyimbo&lt;/strong&gt;; Africa Shrine; 2004]&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-110424267765130110?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/110424267765130110/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=110424267765130110' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110424267765130110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110424267765130110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/12/msica-de-interveno.html' title='Música de intervenção'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-110383352319845627</id><published>2004-12-23T11:40:00.000-08:00</published><updated>2004-12-23T18:01:23.703-08:00</updated><title type='text'>Alguns dos melhores de 2004 por:</title><content type='html'>&lt;em&gt;dermot&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.somlivre.pt/capas/080374.jpg" /&gt; &lt;img style="WIDTH: 130px; HEIGHT: 129px" height="174" src="http://www.somlivre.pt/capas/079981.jpg" width="141" /&gt; &lt;img src="http://www.somlivre.pt/capas/079266.jpg" /&gt; &lt;img style="WIDTH: 137px; HEIGHT: 127px" height="128" src="http://www.fnac.pt/images/catalogo/discos/g/36172095322.jpg" width="138" /&gt; &lt;img src="http://www.somlivre.pt/capas/079184.jpg" /&gt; &lt;img src="http://www.somlivre.pt/capas/078640.jpg" /&gt; &lt;img src="http://www.somlivre.pt/capas/079115.jpg" /&gt; &lt;img style="WIDTH: 131px; HEIGHT: 129px" height="162" src="http://www.giantsand.com/images-gs.com/gs-iaotm.jpg" width="118" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;mezzanine&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.somlivre.pt/capas/079895.jpg" /&gt; &lt;img src="http://www.somlivre.pt/capas/078640.jpg" /&gt; &lt;img src="http://www.somlivre.pt/capas/079982.jpg" /&gt; &lt;img src="http://www.somlivre.pt/capas/079258.jpg" /&gt; &lt;img style="WIDTH: 127px; HEIGHT: 129px" height="147" src="http://www.fnac.pt/images/catalogo/discos/g/75597980929.jpg" width="131" /&gt; &lt;img src="http://www.somlivre.pt/capas/079439.jpg" /&gt; &lt;img style="WIDTH: 129px; HEIGHT: 129px" height="131" src="http://images.google.pt/images?q=tbn:g0BtxZwSJ2gJ:www.twoday.net/static/images/nonstop/tvontheradio01.jpg" width="129" /&gt; &lt;img style="WIDTH: 130px; HEIGHT: 130px" height="130" src="http://images.google.pt/images?q=tbn:1oJf3WBuFGIJ:media.collegepublisher.com/media/paper479/stills/ak7j44f2.jpg" width="130" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pode dizer que 2004 tenha sido um mau ano para a música, ou um ano de pouca inspiração musical. No entanto, o facto é que não houve um disco como &lt;strong&gt;Elephant&lt;/strong&gt; em 2003, ou &lt;strong&gt;Songs For The Deaf&lt;/strong&gt; há dois anos. A unânimidade geral parece reunir-se em torno de uns estreantes de nome &lt;strong&gt;Franz Ferdinand&lt;/strong&gt;, com um álbum homónimo e parecem ter razão. Será que vão conseguir manter o nível ou vão enverdar por um caminho de vulgaridade, como os &lt;strong&gt;Strokes&lt;/strong&gt; ou os &lt;strong&gt;Datsuns&lt;/strong&gt;? O futuro o dirá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi ainda um ano de regressos (alguém mencionou &lt;strong&gt;Loretta Lynn&lt;/strong&gt;?). &lt;strong&gt;Morrisey&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Björk&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Nancy Sinatra&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Marianne Faithfull &lt;/strong&gt;e mais uma mão cheia de &lt;em&gt;re-levantares &lt;/em&gt;da reforma. Nem todos com muito valor, mas muitos a safarem-se pela intenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Portugal assistiu-se a uma bela fornada de novos talentos. Alguns que não conseguem justificar os hypes (alguém mencionou os &lt;strong&gt;X-Wife &lt;/strong&gt;ou os &lt;strong&gt;Loto&lt;/strong&gt;?), outros que vieram confirmar predicados (alguém falou nos &lt;strong&gt;Wraygunn&lt;/strong&gt;?). E muitos que vieram estrear-se e que valem a pena manter os olhos abertos (sim, o &lt;strong&gt;Gomo &lt;/strong&gt;é um deles). Depois há uma bela fornada de ex-&lt;strong&gt;Tédio Boys &lt;/strong&gt;que continuam a marcar presença (&lt;strong&gt;Bunnyranch&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;D3ö&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;Parkisons&lt;/strong&gt;) e uns já velhinhos &lt;strong&gt;Xutos &amp; Pontapés &lt;/strong&gt;e outros não tão velhinhos &lt;strong&gt;Clã&lt;/strong&gt;, com assinaláveis regressos aos discos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda por falar em música portuguesa, há que referir um projecto, que só por si merece um parágrafo exclusivo - &lt;strong&gt;Humanos&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;António Variações &lt;/strong&gt;é um nome marcante dentro da música nacional e deixou, em apenas dois álbuns num par de anos, um legado incontornável e deveras importante. Um vinco na música popular portuguesa, que ainda ninguém soube tirar dividendos. Se muitos gostam de falar do rock português, que afinal nunca existiu, deviam falar era do pop português, que se confundiria sempre com &lt;strong&gt;Variações&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;No legado deste, ficaram ainda algumas gravações indistintas, que um grupo de notáveis fez o favor de não espoliar: &lt;strong&gt;David Fonseca&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Manuela Azevedo &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;Camané&lt;/strong&gt;, com principal destaque para este último.&lt;br /&gt;Este projecto consegue fazer regressar &lt;strong&gt;António Variações &lt;/strong&gt;do mundo das almas, encarnado nos seus corpos e vozes, numa mescla de música pop, dançável, orelhuda e marcante, com resquícios da música tradicional portuguesa (nem falta os cavaquinhos), mas sem descurar outros campos.&lt;br /&gt;Um disco para recordar e sem dúvida, um dos melhores do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois há ainda uma mão cheia de DVDs de valor, momentos altos, óbitos de lamentar (alguém mencionou &lt;strong&gt;John Peel&lt;/strong&gt;?), acções menos dignas e concertos inesquecíveis (ouvi &lt;strong&gt;Pixies&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Blues Explosion&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Wraygunn&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;Femi Kuti&lt;/strong&gt;?)que, no entanto, não me apetece referir.&lt;br /&gt;Enterre-se 2004, que vem aí 2005!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PS(1)- &lt;/strong&gt;Soem as guitarras: foi confirmado para 2005 o &lt;a href="http://www.wakeup.to/pachuco"&gt;Barreiro Rocks&lt;/a&gt;. Um regresso que se saúda depois do cancelamento da edição deste ano, rodeado de celeuma e atitudes pouco coerentes.&lt;br /&gt;O maior festival de rock n' roll da Península Ibérica volta aos palcos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PS(2)- &lt;/strong&gt;Por fim, ainda a referir, que depois de algum interregno, este blog volta à sua actividade periódica mais regular.&lt;br /&gt;Estamos de volta! (e reparem no 'estamos')&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.somlivre.pt/capas/080374.jpg" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Maria Albertina&lt;/strong&gt;; Humanos; 2004]&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-110383352319845627?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/110383352319845627/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=110383352319845627' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110383352319845627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110383352319845627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/12/alguns-dos-melhores-de-2004-por.html' title='Alguns dos melhores de 2004 por:'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-110279498657177917</id><published>2004-12-11T11:48:00.000-08:00</published><updated>2004-12-11T12:10:52.310-08:00</updated><title type='text'>Porque nunca ninguém se lembra deles</title><content type='html'>Há estilos musicais que ficam intrinsicamente ligados a uma época e aos valores sociais da altura; e mesmo que seja revisitado posteriormente, nos tão prezados revivalismos, há sempre aquele toque temporal que é inerente à época de origem.&lt;br /&gt;Ou seja, mesmo que o punk seja revisitado, nunca vai deter a mesma atitude e mensagem social que tinha no início; porque a sociedade alterou-se, o status quo melhorou e já não há os motivos de protesto que havia.&lt;br /&gt;Um dos estilos que ficou inteiramente ligada à cultura social de uma época e que marca na perfeição uma década é o rock psicadélico e o acid-rock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costuma-se dizer que &lt;em&gt;se te lembras dos anos 60, então é porque não estiveste lá&lt;/em&gt;. De facto, os finais dos anos 60, principalmente, são sinónimo dos hippies, da paz e amor, das drogas legalizadas, o LSD e os alucinogéneos. Uma época em que se fazia a apologia do mundo físico, do contacto directo do Homem e da Natureza, em que conceitos como o nirvana faziam todo o sentido, numa busca espiritual da harmonia do Universo.&lt;br /&gt;Era a paz e o amor e era sobretudo, o LSD e os alucinogéneos. E foi neste universo de pastilhas e cogumelos que nasceram alguns dos elementos psicadélicos mais marcantes da música. Acopladas às t-shirts às cores em espiral, aterrava um objecto sonoro não-identificado de um alter-ego de corações despedaçados, em 1967, assinado por um quarteto de rapazes bem comportados de Liverpool, que outrora envergaram fatos bem compostos e que agora abraçavam um mundo alternativo de paz, alegria, confraternização, pintado a lápis-de-cera e que agora faziam um manifesto ao LSD, sob o disfarce de &lt;strong&gt;Lucy In The Sky With Diamonds&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;No mesmo ano, como que em resposta à sua "banda-némesis", um quinteto inglês também experimentava o psicadelismo, em murmúrios intergalácticos a 2000 milhas de casa, na companhia de duendes descidos do arco-iris, tudo embrulhado num invólucro em três dimensões, a pedido de sua realeza satânica.&lt;br /&gt;Cresciam ainda, paralelamente, outros ingleses que abraçam o rock-psicadélico e o acid-rock em iguais proporções, de mãos dadas com figuras mitológicas, com pais natais subidos de uma mina de carvão e com trompetistas dos portões do crepúsculo.&lt;br /&gt;Falo dos &lt;strong&gt;Beatles&lt;/strong&gt;, dos &lt;strong&gt;Rolling Stones &lt;/strong&gt;e dos &lt;strong&gt;Pink Floyd&lt;/strong&gt;, respectivamente, apenas para mencionar alguns títulos que nos acorrem de imediato à memória quando recordamos estas raízes.&lt;br /&gt;No entanto, há mais. E destas bandas pouca gente conhece, ainda menos se lembram e raramente as vemos mencionadas. No entanto, também elas foram percursoras do psicadelismo que degenerou no rock progressivo, quando o primeiro abandonou as alucinações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;strong&gt;The 13th Floor Elevator&lt;/strong&gt;foram a primeira banda a abraçar o psicadelismo. Juntaram-se em 65 e lançaram o primeiro álbum no ano seguinte, &lt;strong&gt;The Psychadelic Sound Of&lt;/strong&gt;, um registo notável de uma alucinação em fase embrionária.&lt;br /&gt;Um ácido com pouca estricnina, a fazer discorrer guitarras harmoniosas, com muitos coros e refrões bonitos, como se pedia. Nesta altura, ainda se descodificava a raiz rock na música, nem que fosse pela fabulosa harmónica. Mas também estão lá os resquícios dos &lt;strong&gt;Stones&lt;/strong&gt; ou dos &lt;strong&gt;Kinks&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Os &lt;strong&gt;The 13th Floor Elevator &lt;/strong&gt;foram uma banda fantástica, com mais três discos, mas que merecem ser recordados, mesmo que só tivessem lançado este álbum. Divagação psicadélica que prima pelas canções curtas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais à frente, em 1968, há outro registo sob a forma de um vinil fantástico, baptizado de &lt;strong&gt;Transparent Day&lt;/strong&gt;, por uns senhores que se intitulavam &lt;strong&gt;The West Coast Pop Art Experimental Band&lt;/strong&gt;. Como o próprio nome indica, esta banda norte-americana fascinava-se por &lt;strong&gt;Andy Warhol&lt;/strong&gt;, o ícone da arte pop, ou não fosse ele o símbolo dos alucinogéneos da altura.&lt;br /&gt;Recrutando uma herança folk-&lt;strong&gt;Byrds&lt;/strong&gt; nunca descurada, absorvendo o rock necessário e pulverizando com as pitadas pop que mais tarde iriam ser usadas em dose industrial no britpop, os &lt;strong&gt;TWCPAEB&lt;/strong&gt; pairavam num universo rítmico de guitarras à-&lt;strong&gt;Yardbards&lt;/strong&gt;, num caos viajante. Havia guitarras ecoantes e misteriosas, chamamentos do desertos e letras de outra dimensão.&lt;br /&gt;E o psicadelismo e o acid-rock voltavam a dar cartas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São só dois exemplos de como há várias grandes bandas que raramente são faladas. Isto tudo apenas para referir os &lt;strong&gt;Cato Salsa Experience&lt;/strong&gt;. Mas porque raio não se ouve falar mais deste quarteto norueguês, em pleno revivalismo rock?&lt;br /&gt;Nestes últimos tempos, bandas como os &lt;strong&gt;The Strokes &lt;/strong&gt;ou os &lt;strong&gt;White Stripes&lt;/strong&gt;, para não falar dos conterrâneos &lt;strong&gt;The Hives&lt;/strong&gt;, têm ajudado a recordar o garage-rock tão característico e apaixonante de três décadas atrás.&lt;br /&gt;E não são só estes mecanismos controlados que nos fazem saltar e gritar, ao ritmo dos cliches do rock n' roll; também o desconstrutivismo do rock da &lt;strong&gt;Blues Explosion &lt;/strong&gt;é algo abrasivo e laminado. Mas continua a faltar a diversão.&lt;br /&gt;É aqui que entram os &lt;strong&gt;Cato Salsa Experience&lt;/strong&gt;. Uma alucinação rock-retro de muita diversão e muito groovy. Como alguém definiu uma vez, são como se os &lt;strong&gt;Monkees&lt;/strong&gt; se tivessem metido nos ácidos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;The Fruit Is Still Fresh &lt;/strong&gt;é um álbum irreverente de guitarra e teclas a riste, em ritmos de dança incansável, boogie honesto e alucinado, não para salvar o rock, mas para nos fazer perder a cabeça e os pés, até que alguém o faça.&lt;br /&gt;Não sabem o que estou a dizer? Então entrem no &lt;a href="http://kimm.no/sigarett/catosalsa/"&gt;site&lt;/a&gt; oficial e vejam o cabeçalho da página!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.kenrocks.net/images00630/salsa.jpg" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Waiting The Bash&lt;/strong&gt;; The Fruit Is Still Fresh; 2003]&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-110279498657177917?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/110279498657177917/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=110279498657177917' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110279498657177917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110279498657177917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/12/porque-nunca-ningum-se-lembra-deles.html' title='Porque nunca ninguém se lembra deles'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-110244326367292153</id><published>2004-12-07T07:03:00.000-08:00</published><updated>2004-12-07T10:14:23.673-08:00</updated><title type='text'>Que se foda o Natal</title><content type='html'>Estamos em Dezembro e o Natal começa a bater à prota. Pior do que isso, a tradição natalícia já nos entrou, não só pelas portas, mas até pelas janelas adentro.&lt;br /&gt;É de facto, uma época assustadora. E o período que devia ser regido pelo tão falado &lt;i&gt;espírito natalício&lt;/i&gt;, é afinal dominado por conceitos como o consumismo e o capitalismo. E se a maior personagem do imaginário natalício - falo, claro, do Pai Natal - não é mais que o próprio retrato do capitalismo - ou não fosse ele uma imagem pré-estabelecida pela Coca Cola (!) - o que dizer do actual espírito natalício que inunda a nossa sociedade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Natal e toda a tradição inerente é assim, uma praga que, durante sensivelmente um mês, nos inunda e aaca, infiltrando-se nos mais diversos meios: nas ruas, no comércio, na televisão (alguém mencionou o Natal dos Hospitais?), no cinema, ou na música.&lt;br /&gt;E se na música já conseguimos estar quase habituados e ligeiramente imunes ao &lt;strong&gt;Coro Infantil de Santo Amaro de Oeiras&lt;/strong&gt;, ao álbum de natal da &lt;strong&gt;Whitney Houston &lt;/strong&gt;ou ao &lt;strong&gt;L&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;ast Christmas&lt;/strong&gt;, dos &lt;strong&gt;Wham!&lt;/strong&gt;, este ano vemos, com pavor, que a ofensiva foi reforçada com o revitalizar da Band Aid e do insuportável &lt;strong&gt;Do They Know It's Christmas &lt;/strong&gt;e com o assustador single do remake &lt;strong&gt;Alfie&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Lonely This Christmas&lt;/strong&gt;, um original dos &lt;strong&gt;Mud&lt;/strong&gt; (quem?) e agora na voz de &lt;strong&gt;Mick Jagger &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;Joss Stone&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Por tudo isto, precisamos de um murro na mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta pedrada no charco surgiu finalmente o ano passado, chama-se &lt;strong&gt;Fuck Christmas, I Got The Blues &lt;/strong&gt;e foi assinado pelo &lt;strong&gt;The Legendary Tigerman&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;É um &lt;strong&gt;Tigerman&lt;/strong&gt; amadurecido o que ouvimos neste álbum, depois de Naked Blues ter sido um &lt;em&gt;álbum de blues problemático&lt;/em&gt;. E até há tributo a &lt;strong&gt;Johnny Cash&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Obrigatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img style="WIDTH: 181px; HEIGHT: 166px" height="166" src="http://www.legendarytigerman.com/3discografia/1_imagens/fuck_christmas_capa.jpg" width="210" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS- Ouvir o &lt;strong&gt;Mick Jagger &lt;/strong&gt;na banda-sonora de &lt;strong&gt;Alfie&lt;/strong&gt; é o mesmo que ouvir o &lt;strong&gt;Tim&lt;/strong&gt; nos &lt;strong&gt;Rio Grande&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-110244326367292153?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/110244326367292153/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=110244326367292153' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110244326367292153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110244326367292153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/12/que-se-foda-o-natal.html' title='Que se foda o Natal'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-110190579553222540</id><published>2004-12-01T04:35:00.000-08:00</published><updated>2004-12-01T04:56:35.533-08:00</updated><title type='text'>As versões</title><content type='html'>Puxado o tema pelo Daily Telegraph, que elegeu a versão de &lt;strong&gt;All Along The Watchtower&lt;/strong&gt;, por &lt;strong&gt;Jimi Hendrix&lt;/strong&gt;, como a melhor versão de sempre, veio-me à memória a máxima que diz &lt;i&gt;uma cover é sempre pior que a original&lt;/i&gt;. Basta olhar para esta eleição do Daily telegraph - deonde ainda se destacam &lt;strong&gt;Hallelujah&lt;/strong&gt;, por &lt;strong&gt;Jeff Buckçey &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;Tainted Love&lt;/strong&gt;, pelos &lt;strong&gt;Soft Cell &lt;/strong&gt;- para constatar que há excepções- No entanto, são isso mesmo: excepções à regra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, uma versão raramento ultrapassa a original. E na maioria dos casos em que isso acontece, é porque a original é uma canção menor; porque os casos em que o original e a versão se tornam boas canções é deveras raro. Mas o que não quer dizer que não aconteça.&lt;br /&gt;Normalmente, a razão do insucesso por parte das versões deve-se ao facto da sbandas, na maior parte dos casos, limitarem-se a reproduzir a música original. A meu ver, tal é um erro crasso, uma vez que para tocar tal e qual o que foi gravado, já existe o original (e além disso, há as famosas bandas de covers, que tomam bem conta do assunto). Por isso, a versão para ser tão boa ou melhor que a original tem que sabe rinovar. E nesta caso, das duas uma: ou a versão inova para melhor (alguém mencionou &lt;strong&gt;Last Kiss&lt;/strong&gt;, pelos &lt;strong&gt;Pearl Jam&lt;/strong&gt;?), ou piora (alguém mencionou &lt;strong&gt;Confartably Numb&lt;/strong&gt;, pelos &lt;strong&gt;Scissor Sisters&lt;/strong&gt;?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta introdução leva-me a um artista que, apesar de não o admirar particularmente (antes pelo contrário), tem uma das mais poderosas versões na minha opinião. Falo de &lt;strong&gt;Marylin Manson &lt;/strong&gt;e a música em causa intitula-se &lt;strong&gt;I Put A Spell On You&lt;/strong&gt;, do álbum &lt;strong&gt;Smells Like Children&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marylin Manson &lt;/strong&gt;até tem um passado recente não muito famoso no que diz respeio às versões. Se &lt;strong&gt;Sweet Dreams &lt;/strong&gt;ainda primava pela originalidade, apesar do resultado final inferior, os recentes &lt;strong&gt;Tainted Love &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;Personal Jesus &lt;/strong&gt;eram máscaras de fracasso musical autênticos, reproduções sem chama e alma, em moldes semelhantes, de duas grandes músicas.&lt;br /&gt;No entanto, a sua primeira incursão pelos mundo dos covers foi coroada de sucesso e considero até, o seu ponto alto na carreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;I Put A Spell On You &lt;/strong&gt;é uma música tradicional norte-americana, constantemente interpretada por vozes folk, country e soul, do continente do Tio Sam (e aqui destaca-se a versão dos &lt;strong&gt;Kings Of Rythm&lt;/strong&gt;). No entanto, e estranhamente, é &lt;strong&gt;Marylin Manson &lt;/strong&gt;quem lhe dá a melhor direcção.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;I Put A Spell On You &lt;/strong&gt;é uma música com carisma e com uma letra poderosa; e é assim que marca pontos na interpretação do &lt;i&gt;anti-cristo&lt;/i&gt;. Com uma batida forte que se sobrepõe ao nosso batimento cardíaco, a canção vai crescendo até culminar numa catarse de guitarras e gemidos, que descarrega toda a fúria e perturbação inerente a &lt;strong&gt;I Put A Spell On You &lt;/strong&gt;e que nunca ninguém teve coragem de a extravasar.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;David Lynch &lt;/strong&gt;reconheceu esta pérola quando assinou o não menos genial &lt;strong&gt;Estrada Perdida &lt;/strong&gt;e utilizou a música numa cena verdadeiramente memorável; como que se tivesse reproduzido a parte visual da música. &lt;br /&gt;Um momento perfeito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.somlivre.pt/capas/080196.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Everybody Needs Somebody To Love&lt;/strong&gt;; Live Licks; 2004]&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-110190579553222540?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/110190579553222540/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=110190579553222540' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110190579553222540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110190579553222540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/12/as-verses.html' title='As versões'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-110139573286355289</id><published>2004-11-25T06:51:00.000-08:00</published><updated>2004-11-25T07:17:01.393-08:00</updated><title type='text'>Primeiro estranha-se, depois entranha-se</title><content type='html'>Foi &lt;strong&gt;Fernando Pessoa &lt;/strong&gt;quem o disse, um dos maiores ícones nacionais, que muitas vezes é subvalorizado. Se colocarmos a questão em termos musicais, &lt;strong&gt;Pessoa &lt;/strong&gt;seria a fusão entre a capacidade letrista de &lt;strong&gt;Leonard Cohen &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;Bob Dylan&lt;/strong&gt;, com o vomitar da alma de &lt;strong&gt;Tom Waits &lt;/strong&gt;e com o estatuto de &lt;strong&gt;Elvis&lt;/strong&gt;. No entanto, estas linhas não têm o intuito de se referir ao autor da frase que intitula este texto, mas sim de se referir ao conteúdo da dita cuja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, apesar de não ter sido escrita referente à música, esta afirmação descritiva bem o podia ter sido. Esta é, quiçá, a mais complicada música de se descrever e/ou classificar; porque primeiro estranha-se e depois entranha-se.&lt;br /&gt;É um sentimento esquisito. Aconteceu por exemplo, com o álbum debutante das &lt;strong&gt;Cocorosie&lt;/strong&gt;. A primeira vez que pomos o CD a tocar no leitor, a voz de cana rachada da mana &lt;strong&gt;Cassidy&lt;/strong&gt;, juntamente com o entoar de latidos e do vento, soa-nos a algo estranho. No entanto, não refutamos logo o disco, como o faríamos com qualquer tipo de lixo musical (alguém mencionou os &lt;strong&gt;Limp Bizkit&lt;/strong&gt;?); há qualquer coisa que nos faz ouvi-lo até ao fim e, passado algum tempo, apesar de na altura não ter sido óbvio, tomamos consciência de que houve qualquer coisa na música que nos ficou na cabeça. E voltamos a coloca-lo no leitor e aí, a música entranha-se. Aí, a voz estridente a voz de soprano daquelas duas irmãs já entoam como uma só, como dois anjos caídos, de uma qualquer religião pagã, apologistas de uma sexualidade devassa, mas paradoxalmente pura e virgem, cujos ruídos exteriores que ao princípio soavam como estranho, agora são suspiros do fundo da alm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro estranha-se, depois entranha-se. Aconteceu-me com &lt;strong&gt;La Maison de Mon Reve &lt;/strong&gt;e agora com o novo álbum dos &lt;strong&gt;Giant Sand&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;It's All Over... The Map&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;A primeira audição não foi, de facto, amor à primeira vista, mas houve qualquer coisa, inconscientemente, que me fez não colocar logo o CD no monte dos proscritos. E à segunda audição, houve então o tal clique, e aquela compilação de canções começou a soar de outra forma, como que desmascaradas.&lt;br /&gt;Despido o fato da estranheza, começou a entranhar-se na alma. E quanto mais o disco tocava, mais esse fenómeno ganhava consistência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;It's All Over... The Map &lt;/strong&gt;é uma amálgama de sons que, supostamente, não deviam combinar bem juntos. No entanto, há ali qualquer coisa que refuta esta norma.&lt;br /&gt;Há um terço de blues e, especialmente, country, debitada por uma voz embriagada de meio litro de whisky velho, arranhado pela mesma guitarra que compõe o outro terço, de música clássica, qual muzak de elevador, como prelúdio de momentos importantes. E depois há o outro terço, de algo indistinto; algo regurgitado da alma, como que arrancado a ferros de estrangeiros, cantado com à-vontade e sentimento, em doses iguais.&lt;br /&gt;E se tudo isto já nos começa a fazer sentido, hei-lo a atacar-nos com algo que nos relembra que aquele não é um disco comum: a canção chama-se &lt;strong&gt;Anarchist Bolchevistic Cowboy Bundle &lt;/strong&gt;e é um OSNI (Objecto Sonoro Não-Identificado): um desabafo punk em voz infantil, de epílogo country a avisar &lt;i&gt;don't let your baby grow up to be Tolstoi&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intenção política? Não! &lt;strong&gt;It's All Over... The Map &lt;/strong&gt;é apenas um ensaio pessoal visto pelo avesso da alma e não como deviam ser vistas.&lt;br /&gt;E como quem diz a verdade, não merece castigo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img style="WIDTH: 149px; HEIGHT: 146px" height="203" src="http://www.giantsand.com/images-gs.com/gs-iaotm.jpg" width="220" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Flying Around The Sun At Remarkable Speed&lt;/strong&gt;; It's All Over... The Map; 2004]&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-110139573286355289?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/110139573286355289/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=110139573286355289' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110139573286355289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110139573286355289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/11/primeiro-estranha-se-depois-entranha.html' title='Primeiro estranha-se, depois entranha-se'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-110123784489379827</id><published>2004-11-23T09:10:00.000-08:00</published><updated>2004-11-23T11:26:02.820-08:00</updated><title type='text'>Paul is dead!</title><content type='html'>É um dos segredos mais bem guardado da história da música; refiro-me obviamente, ao facto de &lt;strong&gt;Ringo Starr &lt;/strong&gt;ser o único &lt;strong&gt;Beatle&lt;/strong&gt; vivo actualmente.&lt;br /&gt;Numa altura em que se vai assinalar os vinte e cinco anos do desaparecimento de &lt;strong&gt;John Lennon&lt;/strong&gt;, faz todo o sentido reavivar esta história, que ficou conehcida por todo o mundo pelo título de &lt;i&gt;Paul is dead&lt;/i&gt;. Com efeito, antes de &lt;strong&gt;Lennon&lt;/strong&gt; e de &lt;strong&gt;Harrison&lt;/strong&gt;, já &lt;strong&gt;Paul McCartney &lt;/strong&gt;nos tinha deixado. Ou assim o dizem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou em 1966, quando &lt;strong&gt;Russel Gibb&lt;/strong&gt;, um locutor de uma rádio de Detroit, a WNKR, anunciou no ar que &lt;strong&gt;Paul McCartney &lt;/strong&gt;tinha falecido num acidente de viação (decapitado(!)). Rapidamente, surgiram os desmentidos, mas a histótia - pelo menos a que é defendida por muita gente - não foi bem assim.&lt;br /&gt;Com efeito, a beatlemania estava no auge e a Capitol contava amealhar ainda vários milhões com a banda a curto prazo. Por isso, o falecimento de um dos membros da banda era um forte revés. Assim, a solução encontrada, foi substituit &lt;strong&gt;Paul McCartney&lt;/strong&gt; por um sósia de igual talento, os quais já estavam apontados há bastante tempo, para o caso de acontecer uma eventualidade destas. Assim, em pouco tempo foi recrutado um sósia, de seu nome &lt;strong&gt;William Campbell&lt;/strong&gt;, que rapidamente assumiu o lugar de &lt;strong&gt;Paul&lt;/strong&gt;, assinando com os restantes membros da banda, um compromisso vitalício para que todo aquele imbróglio nunca fosse revelado, apesar da revelia de &lt;strong&gt;John Lennon&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Com isto entende-se finalmente o facto do súbito novo visual de &lt;strong&gt;Paul&lt;/strong&gt;, ao deixar crescer a barba; apesra de ter rapidamente se espalhado como moda, o que é certo é que na altura, a barba era algo pouco estético e que naquele caso, serviu para encobrir a identidade do novo &lt;strong&gt;Paul&lt;/strong&gt;, que apesar de ser um sócia do falecido &lt;strong&gt;McCartney&lt;/strong&gt;, não era completamente igual, como é lógico.&lt;br /&gt;Entende-se ainda, o facto de, anos mais tarde, &lt;strong&gt;Paul McCartney &lt;/strong&gt;ter contraído novo matrimónio, após anos a fio a jurar amor eterno à sua antiga companheira &lt;strong&gt;Linda McCartney &lt;/strong&gt;(que era na verdade, o amor eterno do &lt;strong&gt;Paul&lt;/strong&gt; original).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.somlivre.pt/capas/002427.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, esta história ganha toda a credibilidade tempos depois (como se ainda não tivesse suficiente). &lt;strong&gt;John Lennon&lt;/strong&gt;, que nunca se conformou com aquela atitude por parte da editora, começou a espalhar mensagens subliminares pelos discos da banda. E quando, anos mais tarde, &lt;strong&gt;Yoko Ono &lt;/strong&gt;o convenceu finalmente a confessar tudo em público, eis que um suspeito atirador entra em cena (apesar das teorias de conspiração mais comuns falarem da CIA).&lt;br /&gt;Se ainda tem dúvidas acerca da veracidade destas linhas, então basta atentar aos factos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Abbey Road &lt;/strong&gt;chegou aos escaparates em Outubro de 1969 e logo aí começaram os especialistas a denotar diferenças na composição musical de &lt;strong&gt;Paul McCratney &lt;/strong&gt;- porque seria? No entanto, não é aqui que a porca torce o rabo, mas sim na própria capa do disco, que &lt;strong&gt;Lennon&lt;/strong&gt; fez questão de impregnar com mensagens subliminares acerca da morte de &lt;strong&gt;Paul&lt;/strong&gt;: ou seja, os quatro &lt;strong&gt;Beatles&lt;/strong&gt; caminhando em fila indiana, simbolizam a procissão de um enterro, em que &lt;strong&gt;John&lt;/strong&gt;, trajando de branco, seria o padre, &lt;strong&gt;Paul&lt;/strong&gt;, de pés descalços (um costume inglês de enterrar os mortos descalços) e olhos fechados, o morto, e &lt;strong&gt;George Harrison&lt;/strong&gt;, de banais calças de ganga, seria o coveiro. Mas não se ficam por aqui, as mensagens subliminares: na faixa da esquerda, aproxima-se um carro em direcção a &lt;strong&gt;Paul&lt;/strong&gt; (ou segundo o código da estrada inglês, afasta-se um carro, como se já lhe tivesse passado por cima), e na berma, está um carro da polícia encostado, como que atendendo a alguma emergência. Há ainda um outro carro, este estacionado, cuja matrícula é LMW 28IF. Como é óbvio, LMW só pode significar &lt;i&gt;Linda McCartney Widow&lt;/i&gt; e 28IF &lt;i&gt;28 years olf If alive&lt;/i&gt;. Há ainda mais um facto, que são os furos na parede antes do prórpio título &lt;strong&gt;Beatles&lt;/strong&gt; - vários furos de balas, que ligados formam o número 3, ou seja, um aviso para &lt;i&gt;três Beatles&lt;/i&gt; apenas.&lt;br /&gt;No entanto, se isto ainda não chegou para o convencer, basta atentar no facto mais gritante de todos - o cigarro na mão direita de &lt;strong&gt;McCartney&lt;/strong&gt;! É que como todos sabemos, &lt;strong&gt;Paul&lt;/strong&gt; era canhoto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.somlivre.pt/capas/002554.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, &lt;strong&gt;John Lennon &lt;/strong&gt;não tinha apenas feito esta tentativa de denunciar o caso. Já o tinha feito em 1967, na obra-prima &lt;strong&gt;Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band&lt;/strong&gt;, no entanto, de maneira menos óbiva. Ora observemos: todas aquelas personagens estão celebrando um enterro, ou não fosse um caixão que estivesse aos pés dos quatro fabulosos. E por baixo do caixão, observamos um arranjo de flores amarelas, sob a forma de um baixo para canhotos. No entanto, as coincidências não se findam aqui. Em frente da palavra &lt;strong&gt;Beatles&lt;/strong&gt;, formada por flores, há ainda uma outra vermelha, um 'O', que forma a frase &lt;i&gt;be at leso&lt;/i&gt; - Leso é o local onde &lt;strong&gt;Paul&lt;/strong&gt; está enterrado.&lt;br /&gt;E como se isto não fosse suficiente, basta atentar ao final de &lt;strong&gt;Strawberry Fields Forever&lt;/strong&gt;, de &lt;strong&gt;Magical Mistery Tour&lt;/strong&gt;, para ouvirmos &lt;strong&gt;Lennon&lt;/strong&gt; claramente dizer ao fundo &lt;i&gt;I buried Paul&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;Para bom entendedor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, após a leitura deste texto, está na altura de repensarem no que têm acreditado nos últimos tempos. Estiveram aqueles quatro simpáticos rapazes de Liverpool a enganar-nos todo este tempo? Ou andará alguém com tempo livre demais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.somlivre.pt/capas/002482.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Taxman&lt;/strong&gt;; Revolver; 1966]&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-110123784489379827?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/110123784489379827/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=110123784489379827' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110123784489379827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110123784489379827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/11/paul-is-dead.html' title='Paul is dead!'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-110070145446209032</id><published>2004-11-17T06:14:00.000-08:00</published><updated>2004-11-17T06:33:08.310-08:00</updated><title type='text'>Todos têm os seus Stones, os dos argentinos chama-se Los Ratones Paranóicos</title><content type='html'>É totalmente verídico que, cada país, tem os seus próprios &lt;strong&gt;Rolling Stones&lt;/strong&gt;. Até reza a lenda, que eu acabei agora mesmo de criar, que agora, quem quiser negociar a fama eterna com o Diabo, tem que o fazer directamente com os próprios &lt;strong&gt;Stones&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;A longevidade e carreira de sucesso, de braço dado com o rock, do quarteto inglês (que podia ainda hoje podia ser um quinteto, se &lt;strong&gt;Brian Jones&lt;/strong&gt; não tivesse chegado atrasado à reunião com o demo), conferiram-lhes um estatuto de adjectivação, a nível internacional. &lt;br /&gt;Assim, enquanto que os ingleses veneram os genuínos, os americanos contentam-se com os &lt;strong&gt;Aerosmith&lt;/strong&gt;, os alemães com os &lt;strong&gt;Die Toten Hosen&lt;/strong&gt;, nós com os &lt;strong&gt;Xutos &amp; Pontapés &lt;/strong&gt;e os argentinos com uns tais de &lt;strong&gt;Los Ratones Paranóicos&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;strong&gt;Ratones&lt;/strong&gt; são quatro, juntaram-se em 1984 e tiveram o seu ponto alto quando, em 1991, o próprio &lt;strong&gt;Andrew Oldham &lt;/strong&gt;produziu o álbum &lt;strong&gt;Fieras Lunáticas &lt;/strong&gt;(que contava com uma versão de &lt;strong&gt;Satisfaction&lt;/strong&gt; em wah wah). A consagração deste conjunto argentino chegou quatro anos depois, aquando da passagem dos &lt;strong&gt;Stones&lt;/strong&gt; pela Argentina, durante a &lt;strong&gt;Voodoo Lounge Tour&lt;/strong&gt;, em que &lt;strong&gt;Keith Richards&lt;/strong&gt;, maravilhado com o som que descobrira recentemente, convidou-os para fazerem a primeira parte do concerto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Actualmente, são ídolos no país das pampas, elevados num pedestral ao lado de &lt;strong&gt;Diego 'El Pibe' Maradona &lt;/strong&gt;(ao qual dedicaram uma música, &lt;strong&gt;Para Siempre&lt;/strong&gt;), cujas comparações com os &lt;strong&gt;Stones&lt;/strong&gt; têm toda a razão de ser, não só pela longevidade, mas sobretudo pelas semelhanças musicais.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Los Ratones Paranoicos &lt;/strong&gt;são uma grande banda de rock n' roll da velha escola. No liceu, decerto que eram aqueles cujo virtuosismo musical era menos avançado, mas cujo espírito musical era o mais genuíno e cujo ouvido era o mais sincero. E se &lt;strong&gt;Mick Jagger &lt;/strong&gt;e os seus parceiros tivessem nascido sob a bandeira argentina, soariam a algo parecido com os &lt;strong&gt;Ratones Paranoicos&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, vale a pena o esforço de descobrir este quarteto. E por uns tempos deixem-se dominar pela subtileza do rock n' roll de riffs certeiros e voz arranhada. E cantado em espanhol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.rock.com.ar/img/foto/disco/0/489.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Rock Del Pedazo&lt;/strong&gt;; Fieras Lunáticas; 1991]&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-110070145446209032?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/110070145446209032/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=110070145446209032' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110070145446209032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110070145446209032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/11/todos-tm-os-seus-stones-os-dos.html' title='Todos têm os seus Stones, os dos argentinos chama-se Los Ratones Paranóicos'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-110028920580530687</id><published>2004-11-12T11:33:00.000-08:00</published><updated>2004-11-12T12:00:41.353-08:00</updated><title type='text'>Barreiro Rocks cancelado</title><content type='html'>Já aqui escrevi uma vez que o Barreiro estava para o rock/garage/underground português, como Manchester esteve para a música inglesa. No entanto, acabou de levar uma forte machadada, um revés a que a música nacional está constantemente a sofrer.&lt;br /&gt;Com efeito, foi anunciado o cancelamento da edição deste ano do &lt;strong&gt;Barreiro Rocks&lt;/strong&gt;, a sensivelmente um mês do início das hostilidades. Ao que parece, interesses políticos estão por detrás desta decisão, uma vez que bandas já estavam confirmadas e patrocínios contactados. No entanto, sem conhecimento de causa recuso-me a comentar mais sobre esse ponto de vista - só me resta lamentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não sabe, o &lt;strong&gt;Barreiro Rocks&lt;/strong&gt;, que este ano contava com a sua terceira edição, apesar da sua curta existência, é já um marco na música rock n' roll, não só nacional, mas também internacional, como prova a grande afluência de &lt;em&gt;nuestros hermanos &lt;/em&gt;na edição do ano passado.&lt;br /&gt;Organizado pela &lt;strong&gt;Hey, Pachuco!&lt;/strong&gt;, o &lt;strong&gt;Barreiro Rocks &lt;/strong&gt;é um festival de rock n' roll, uma afluência enorme de blusões de cabedal, calças de ganga coçadas, poupas encharcadas em gel, sabrinas, saias de roda e franjas. E além disso, era ainda ritmo, música, underground, dança, rockabilly e atitude!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por experiência própria, apenas contactei com a edição do ano anterior, que trouxe a palco nomes nacionais de relevo, como &lt;strong&gt;The Legendary Tigerman&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Parkisons&lt;/strong&gt;, os conterrâneos &lt;strong&gt;Act-Ups&lt;/strong&gt;, ou os internacionais &lt;strong&gt;Tokyo Sex Destruction &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;Lost Sounds&lt;/strong&gt;, entre outros. De facto, foram dois dias de energia contagiante, muita fúria em palco, muito ritmo contagiante na plateia e uma bastante razoável afluência de público, que faziam prever um futuro próximo risonho para o festival.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperemos que a medida seja só temporária e que o &lt;strong&gt;Barreiro Rocks &lt;/strong&gt;volte depressa. Para bem da música e do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PS-&lt;/strong&gt; Para mais informações acerca do festival e do seu cancelamento, é só seguir este &lt;a href="http://www.createphpbb.com/phpbb/index.php...m=barreirorocks"&gt;link&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img style="WIDTH: 160px; HEIGHT: 157px" height="141" src="http://clientes.netvisao.pt/nnunes/images/capa1.gif" width="156" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;I Bet You Love Me Too&lt;/strong&gt;; I Bet You Love Us Too; 2002]&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-110028920580530687?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/110028920580530687/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=110028920580530687' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110028920580530687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110028920580530687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/11/barreiro-rocks-cancelado.html' title='Barreiro Rocks cancelado'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-110008290276206249</id><published>2004-11-10T02:21:00.000-08:00</published><updated>2004-11-10T02:35:02.763-08:00</updated><title type='text'>O gangster do fado</title><content type='html'>&lt;strong&gt;O Matador &lt;/strong&gt;é um gangster lisboeta, fardado com uma gabardine a preceito e um chapéu herdado da avó. Sempre de óculos escuros, diz quem sabe que bebe leite em copos de martini.&lt;br /&gt;Natural de Alfama, é com naturalidade que debita pelas ruas por onde passa, em iguais quantidades, influências de hip hop e fado.&lt;br /&gt;Armado com a viola acústica, &lt;strong&gt;O Matador&lt;/strong&gt;, o auto-proclamado Gangster do Fado, promete não deixar impávido quem se cruzar no seu caminho musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Matador &lt;/strong&gt;vive na ressaca de uma história de amor, que culminou numa tragédia na Córsega - &lt;strong&gt;O Matador &lt;/strong&gt;apaixonou-se pela filha de um barão e com ela viveu à deriva até ao dia em que este contratou dois portugueses para o assassinarem e trazer a filha de volta. A perseguição terminou num despiste, a filha do barão morreu e os dois portugueses - &lt;strong&gt;Pequenote&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Butcho&lt;/strong&gt; - tornaram-se amigos de &lt;strong&gt;O Matador&lt;/strong&gt;, partilhando o gosto pela música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro registo deste inovador projecto musical chama-se &lt;strong&gt;Gangsta'Fado&lt;/strong&gt; e o single &lt;strong&gt;Royal Suite &lt;/strong&gt;já anda por aí no ar, prometendo coisas boas no futuro.&lt;br /&gt;Vamos esperar pelo resto do álbum. Mas cheira-me que este &lt;strong&gt;Matador&lt;/strong&gt; vai estar para o fado, o que &lt;strong&gt;Gomo&lt;/strong&gt; está para o pop. E pode ser que seja desta que acabem as referências a &lt;strong&gt;A Naifa&lt;/strong&gt;, quando se fala nas novas tendências do fado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PS- &lt;/strong&gt;Os &lt;strong&gt;U2&lt;/strong&gt; apregoaram aos sete ventos &lt;strong&gt;How To Dismantle An Atomic Bomb &lt;/strong&gt;como o primeiro álbum rock da banda. Agora, depois de o ouvir, só uma pergunta: Onde? Para já, apenas... desilusão.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-110008290276206249?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/110008290276206249/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=110008290276206249' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110008290276206249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/110008290276206249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/11/o-gangster-do-fado.html' title='O gangster do fado'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-109969993244998908</id><published>2004-11-05T15:31:00.000-08:00</published><updated>2004-11-05T16:15:28.270-08:00</updated><title type='text'>Quem são os The Mummies?</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;center&gt;The Mummies were a stupid band.&lt;br /&gt;This is their stupid website.&lt;br /&gt;You cared about them enough to get this far.&lt;br /&gt;Now you are stupid too.&lt;br /&gt;That's The Mummies' curse.&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É este o dístico que encontra quem se atreve a entrar no sítio oficial desta banda norte-americana. E que conclusão podemos retirar destas palavras? Honestidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;strong&gt;The Mummies &lt;/strong&gt;são quatro amigos naturais de São Francisco que se juntaram em 1988, para tocarem rock n' roll. Até aqui nada de novo, não fosse o facto do quarteto actuar sempre sob a pele de múmias (literalmente), além de se fazer deslocar numa velha ambulância.&lt;br /&gt;Só isto, faz-nos atentar imediatamente à banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Musicalmente, este quarteto norte-americano não registou nada de relevante. Apelidados por muitos como os reis do lowbudget-rock, esta banda de trash-garage-rock no seu estado mais puro e virgem possível, foram exímios em compilar acutilantes riffs de guitarra, viciantes linhas de baixo e poderosos breaks de bateria.&lt;br /&gt;Sem nenhum virtuosismo avassalador ou originalidade divinal, cada música dos &lt;strong&gt;The Mummies &lt;/strong&gt;é algo que nós já ouvimos algures, seja nos &lt;strong&gt;Kinks&lt;/strong&gt;, nos &lt;strong&gt;Sonics&lt;/strong&gt;, nos &lt;strong&gt;Stones&lt;/strong&gt;, ou nos &lt;strong&gt;Stooges&lt;/strong&gt;. No entanto, cada música dos &lt;strong&gt;The Mummies &lt;/strong&gt;é uma descarga poderosa de hormonas, uma injecção de adrenalina aplicada directamente na jugular e um bálsamo milagroso contra qualquer tipo de apatia.&lt;br /&gt;O motivo? Honestidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;strong&gt;The Mummies&lt;/strong&gt;, fiéis ao &lt;em&gt;do it yourself&lt;/em&gt;, foram reis do underground e até à sua morte enquanto banda activa, foram sempre fiéis ao vinyl - porque digital is evil. Mais uma vez, uma prova irrefutável da sua honestidade.&lt;br /&gt;Mas como pode a honestidade condicionar o sucesso de uma banda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;strong&gt;The Mummies &lt;/strong&gt;tiveram o condão de permanecerem fiéis a dois princípios elementares: primeiro, ao manterem-se fiéis a si próprios, tocando o que gostavam, não se vergando perante obrigatoriedades de carreira, nem tentando enganar qualquer limitação musical; e segndo, mantendo-se fiéis ao fãs, fiéis ao que se propuseram desde início, seja ao rock n' roll, à postura em palco, ou aos próprios trajes de múmia.&lt;br /&gt;É esta honestidade que regula a carreira bem sucedida de uma banda, mesmo que não seja de grande alcance nacional ou internacional. Mas desde o primeiro momento em que surge um fã, passa a haver um compromisso e interessa não o desiludir, porque essa traição é quase sempre fatal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que os &lt;strong&gt;The Mummies &lt;/strong&gt;são uma banda tão agradável, prova que a qualidade não é sinónimo de um elevado número de vendas. E não é só por isso. É porque também tocam vestidos de múmias; porque têm alguns dos títulos de canções mais interessantes de sempre; porque sempre abominaram os cds, que faziam questão de lembrar com a etiqueta fuck cds; porque tiveram um best of baptizado de &lt;strong&gt;Death By Unga Bunga&lt;/strong&gt;; e porque simplesmente, foram o espelho do rock n' roll.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://gullbuy.com/buy/2003/2_4/images/mummies_png.jpg" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;You Must Fight To Live On The Planet Of The Apes&lt;/strong&gt;; Never Been Caught; 1991]&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É óptimo descobrir preciosidades destas, de vez em quando. Um disco que faça apetecer chegar a casa, apenas para o ouvir; um disco que nos faça cantarolar e dançar involuntariamente; um disco que nos obrigue a levantar o som da aparelhagem.&lt;br /&gt;O único ponto negativo é descobri-lo com uma década de atraso. Mas já estou a tratar de recuperar o tempo perdido.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;My love for you is stronger than dirt...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-109969993244998908?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/109969993244998908/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=109969993244998908' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109969993244998908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109969993244998908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/11/quem-so-os-mummies.html' title='Quem são os The Mummies?'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-109942726263747358</id><published>2004-11-02T13:02:00.000-08:00</published><updated>2004-11-02T13:07:39.630-08:00</updated><title type='text'>Do you remember? ou Lendas do rock n' roll (I)</title><content type='html'>A história do rock n' roll alberga na sua jornada cronológica verdadeiras lendas, autênticos mitos urbanos, alguns verdadeiros, mas muitos falsos. A maioria são mentiras que tapam uma ponta de verdade.&lt;br /&gt;Estas lendas do rock condicionam e justificam muitas vezes a maneira de estar na música de certas bandas; e muitas mais vezes ainda são histórias que dão a verdadeira acepção à expressão &lt;i&gt;sexo, drogas e rock n' roll&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;strong&gt;Kings of Leon &lt;/strong&gt;são uma das mais interessantes bandas da actualidade, saídos do mesmo caldeirão do retro rock e a cheirar a vintage, deonde têm saído algumas das mais bem sucedidas propostas dos últimos tempos.&lt;br /&gt;Reaz a lenda que os três irmãos &lt;strong&gt;Followills&lt;/strong&gt; - &lt;strong&gt;Caleb&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Nathan&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Jared&lt;/strong&gt; - mais o primo &lt;strong&gt;Matthew&lt;/strong&gt;, cresceram em Tennessee, no sul dos Estados Unidos, terra das suiças farfalhudas, dos cabelos compridos e da barba espessa, sob a alçada rígida do pai. Este era reverendo e durante a infância dos jovens protegeu-os dos malefícios da música diabo, o rock n' roll. Assim, cresceram reodeados pelo amor, que assumia forma musical no gospel.&lt;br /&gt;Ao atingirem a maturidade, os quatro rapazes descobriram uma caixa que lhes alterou a vida: o rádio! Foi aí que foram apresentados`às guitarras e, rapidamente, caíram nas vicitudes e promiscuidades do rock n' roll.&lt;br /&gt;No entanto, o gospel era uma grande influência e um poderoso aliado no desejo que os jovens tinham agora em fazer música: a música pentecostal era muito vibrante, onde todos liberavam as emoções. Esta abertura foi fundamental para a música dos &lt;strong&gt;Kings of Leon&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surgia assim o quarteto &lt;strong&gt;Kings of Leon&lt;/strong&gt;. Apostados em manter a herançan do rock sulista dos anos 70, os quatro jovens marcaram presença no novo revivalismo rock, fazendo questão de conservando as longas patilhas, os cabelos sebosos e as espessas barbas, mantendo sempre bem alto no pedestral musical os &lt;strong&gt;Thin Lizzy&lt;/strong&gt;, os &lt;strong&gt;Lynyrd Skynyrd &lt;/strong&gt;e os &lt;strong&gt;Credence Clearwater Revival&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;É verdade que se a banda tivesse surgido nos anos 70, provavelmente ninguém iria ouvir falar deles - seriam apenas mais uns a fazer os que muitos faziam. Mas no panorama actual da música, além de uma das mais interessantes, são uma das mais importantes bandas. E com uma história como esta por trás, quem é que consegue não gostar deles?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PS&lt;/strong&gt; - Chega amanhã aos escaparates o sucessor de &lt;strong&gt;The Young And Manhood&lt;/strong&gt;, intitulado &lt;strong&gt;Aha Shake Heartbreak&lt;/strong&gt;. Provavelmente, escreverei algo sobre o álbum posteriormente. Para já, o que posso dizer é que, apesar de não ser tão poderosos quanto o disco de estreia, nunca o apelido ao qual são constantemente colados, de &lt;/i&gt;The Strokes Sulistas&lt;i&gt;, fez tanto sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.woolworths.co.uk/product_images/11/78/37/11783762.jpg" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Four Kicks&lt;/strong&gt;; Aha Shake Heartbreak; 2004]&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-109942726263747358?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/109942726263747358/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=109942726263747358' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109942726263747358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109942726263747358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/11/do-you-remember-ou-lendas-do-rock-n.html' title='Do you remember? ou Lendas do rock n&apos; roll (I)'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-109881123885015209</id><published>2004-10-26T10:17:00.000-07:00</published><updated>2004-10-26T12:26:27.653-07:00</updated><title type='text'>As estrelas rock só deviam parar quando morressem...</title><content type='html'>...ou quando se afogassem no próprio vómito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://rollingstones.com.sapo.pt/keith%20cantando.jpg" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;strong&gt;Rolling Stones&lt;/strong&gt; voltam à estrada em 2006. Ao que parece, estão sedosos por voltar a pisar os palcos e nada melhor do que lançar um álbum novo para isso acontecer.&lt;br /&gt;E a estreia parece estar marcada para a inauguração do novo estádio de Wembley. Se calhar é melhor começar já a poupar dinheiro para a viagem...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-109881123885015209?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/109881123885015209/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=109881123885015209' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109881123885015209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109881123885015209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/10/as-estrelas-rock-s-deviam-parar-quando.html' title='As estrelas rock só deviam parar quando morressem...'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-109845004530793260</id><published>2004-10-22T05:28:00.000-07:00</published><updated>2004-10-22T06:01:53.670-07:00</updated><title type='text'>A alquimia na infância ou Como Romeu e Julieta é a maior história de amor de sempre</title><content type='html'>Lembro-me perfeitamente da altura em que comecei a ouvir música, minimamente interesseado. Por ocorrências familiares, fui daqueles que tive o previlégio de ter saltado a fase dos &lt;strong&gt;Onda Choc&lt;/strong&gt; e dos &lt;strong&gt;Ministars&lt;/strong&gt;; devido às influências do meu irmão, mais velho, descobri o meu primeiro álbum de música no final dos anos 80. Era ainda sob o formato de cassete audio (só anos mais tarde comprei o vinil) e a capa foi deste o primeiro momento de contacto visual, cativante: um vulto escondido na escuridão, onde só se distinguia um casaco azul, dois punhos e uma fita para a cabeça fuorescentes e umas mãos segurando uma guitarra. E no canto superior esquerdo as letras &lt;strong&gt;dIRE sTRAITS&lt;/strong&gt;, que eu ainda não conseguia ler, mas que já conseguia identificar.&lt;br /&gt;O álbum era a compilação &lt;strong&gt;Money For Nothing&lt;/strong&gt; e soou em minha casa por bastante tempo, quer fosse na aparelhagem da sala, quer fosse no walkman cinzento da Sanyo que eu roubava ao meu irmão. Venerava o solo inicial da música cujo título baptizava o álbum, o groove de &lt;strong&gt;Twisting By The Pool&lt;/strong&gt;, a calma tranquilizadora de &lt;strong&gt;Brothers In Arms&lt;/strong&gt; e o amor inerente de &lt;strong&gt;Romeo And Juliet&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Claro que isto foram tudo adjectivos que só anos mais tarde consegui identificar entre os meus sentimentos em relação á música da banda de &lt;strong&gt;Mark Knopfler&lt;/strong&gt; (que consequentemente, foi o meu primeiro ídolo musical); na altura, a minha paixão pelos &lt;strong&gt;Dire Straits&lt;/strong&gt; era de uma ingenuidade honesta, o que hoje me faz recordar grande parte da minha infância ao escutar muitos dos temas da banda inglesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img style="WIDTH: 162px; HEIGHT: 164px" height="156" src="http://home.student.uu.se/j/jaka7155/money%20for%20nothing.jpg" width="162" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formados ainda nos anos 70, os Dire Straits foram no entanto, uma das grandes bandas dos anos 80. Musicalmente nascidos sobre o signo da guitarra, foram uma lufada de ar fresco por entre o panorama musical contemporâneo, que de um lado tinha o enfadonho rock progressivo dos &lt;strong&gt;Yes&lt;/strong&gt; e dos &lt;strong&gt;Genesis&lt;/strong&gt; e que do outro tinha os bandos de miúdos rebeldes, que seguiam a linha punk dos &lt;strong&gt;Sex Pistols&lt;/strong&gt;. Visto sobre certo ponto de vista, os &lt;strong&gt;Dire Straits&lt;/strong&gt; eram como um oásis no meio do deserto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome &lt;strong&gt;Dire Straits&lt;/strong&gt; quase se confunde com o nome de &lt;strong&gt;Mark Knopfler&lt;/strong&gt;, o líder vocalista da banda, guitarrista virtuoso de referência. No entanto, como podemos comprovar pelas actuais evidências (e está já nos escaparates &lt;strong&gt;Shangri-la&lt;/strong&gt;), essa confusão entre &lt;strong&gt;Knopfler&lt;/strong&gt; e a sua banda não podia ser mais errada - &lt;strong&gt;Knopfler&lt;/strong&gt; não era a banda, o que se pode comprovar pela sua actual monocórdica carreira a solo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes do genial &lt;strong&gt;Brothers In Arms&lt;/strong&gt;, os &lt;strong&gt;Dire Straits&lt;/strong&gt; tinham já encetado uma carreira discográfica dbastante boa, recheada de singles de sucesso. Apoiada na herança blues/rock, inovada pela onda dos anos 70, os &lt;strong&gt;Dire Straits&lt;/strong&gt; souberam inovar e adaptar-se aos anos 80 como ninguém, tornando-se uma das maiores referências do rock ligeiro.&lt;br /&gt;Depois de uns últimos anos de carreira mais duvidosos, tiveram o canto de cisne em 1993, ao lançarem o segundo álbum ao vivo, &lt;strong&gt;On The Night&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;On The Night&lt;/strong&gt; veio provar porque foram os &lt;strong&gt;Dire Straits&lt;/strong&gt; uma das bandas de estádio mais interessantes de sempre e uma das melhores bandas da história da música, sob o ponto de vista musical. Não era só o virtuosismo de &lt;strong&gt;Mark Knopfler&lt;/strong&gt; que encantava; toda a banda era sublime - e &lt;strong&gt;On The Night&lt;/strong&gt; tem o início mais espectacular da história dos álbuns ao vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O álbum abre com &lt;strong&gt;Calling Elvis&lt;/strong&gt;, single da fase descendente da banda; introdução arrasadora, sob a forma da virtuosa guitarra e &lt;strong&gt;Knopfler&lt;/strong&gt;, com uma primeira abordagem ao mar de gente que assistia, cujas manifestações são arrepiantes. &lt;strong&gt;Calling Elvis&lt;/strong&gt; inicia um despique genial entre as guitarras da banda e o cativante órgão, que vai introduzir uma injecção de boa disposição, cujo hammond inicial e o incentivo do anfitrião &lt;strong&gt;Mark Knopfler&lt;/strong&gt; só podem significar uma enorme quantidade de saltos, braços no ar e cabeças a balançar. São cinco minutos que passam a correr e quando damos por nós, está a bateria de &lt;strong&gt;Pick Withers&lt;/strong&gt; a marcar o ritmo para os riffs cortantes de &lt;strong&gt;Knopfler&lt;/strong&gt; fazerem um dos melhores momentos rock registados oficialmente em disco. Musicalmente perfeita, &lt;strong&gt;Heavy Fuel&lt;/strong&gt; dá entrada à maior música de amor de sempre. &lt;strong&gt;Romeo And Juliet&lt;/strong&gt; faz juz à sua condizente literária e é um hino à música romântica, às baladas e ao soft rock.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Romeo And Juliet&lt;/strong&gt; tem um início e um final de saxofone apaixonante, uma letra e uma interpretação vocal magistral e a prestação musical conjunta mais perfeita que há memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É &lt;strong&gt;Romeo And Juliet&lt;/strong&gt; a declaração de amor concreta aos &lt;strong&gt;Dire Straits&lt;/strong&gt;. É o rock vestido de mulher. Porque a primeira paixão nunca se esquece!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.somlivre.pt/capas/042496.jpg" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Romeo And Juliet&lt;/strong&gt;; On The Night; 1993]&lt;/strong&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-109845004530793260?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/109845004530793260/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=109845004530793260' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109845004530793260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109845004530793260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/10/alquimia-na-infncia-ou-como-romeu-e.html' title='A alquimia na infância ou Como Romeu e Julieta é a maior história de amor de sempre'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-109805683309115049</id><published>2004-10-17T15:59:00.000-07:00</published><updated>2004-10-17T16:47:13.093-07:00</updated><title type='text'>O álbum ou Os discos da minha vida (I)</title><content type='html'>INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;O objectivo de um álbum é completamente diferente do de uma música.&lt;br /&gt;Se uma canção procura responder aos instintos  e intuitos inerentes de três ou quatro minutos de melodia, por sua vez o álbum é uma capa que tapa ou destapa o conceito da unidade formada por aquele alinhamente de músicas.&lt;br /&gt;O primeiro caso de entendimento do álbum enquanto álbum e não enquanto compilação de algumas músicas, foi &lt;strong&gt;Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band&lt;/strong&gt;, dos &lt;strong&gt;Beatles&lt;/strong&gt;, e é ainda um dos casos de maior sucesso geral. Há ainda outro caso gritante que é &lt;strong&gt;The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars&lt;/strong&gt;, de &lt;strong&gt;David Bowie&lt;/strong&gt;. No entanto, estes dois albuns são dois casos bastante particulares, uma vez que recorrem a desígnios fora do contexto musical. &lt;br /&gt;No entanto, existem álbuns que acabam por suprir todas as lacunas de uma mera compilação de temas sem artifícios folclóricos. São álbuns que cumprem todo o objectivo de um álbum, apenas e só com os seus atributos musicais. E normalmente, são estes muitos dos discos da nossa vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os discos das nossas vidas são aqueles que se colam inexplicavelmente ao prato do gira-discos; são aqueles de que não nos privamos de ouvir por inteiro, todos os dias; são aqueles dos quais fazemos questão de saber de cor todas as letras da primeira à última faixa; e são aqueles que nos acompanham por toda a vida, juntos com os álbuns perenes e adequados à estação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas estas linhas apenas para introduzir um espaço, que bem pode vir a transformar-se numa crónica periódica, intitulada &lt;i&gt;Os discos da minha vida&lt;/i&gt;, onde me proponho a dissecar alguns daqueles álbuns (é favor colocar todo o ênfase em "daqueles", quando lido).&lt;br /&gt;E hoje, o álbum em causa é &lt;strong&gt;American IV - The Man Comes Around&lt;/strong&gt;, de &lt;strong&gt;Johnny Cash&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já aqui falei anteriormente, do meu fascínio pelo &lt;strong&gt;Homem de Negro&lt;/strong&gt; e expliquei porque é ele uma Voz (com letra maíúscula) e o próprio arauto de Deus, se Este um dia descer à terra e se dirigir a nós, mortais.&lt;br /&gt;Contextualizando um pouco, &lt;strong&gt;The Man Comes Around &lt;/strong&gt;encerrou duas etapas na vida de &lt;strong&gt;Cash&lt;/strong&gt;: a primeira, de colaboração com o produtor &lt;strong&gt;Rick Rubin&lt;/strong&gt;, a qual se traduziu numa empresa de quatro álbuns (a &lt;strong&gt;American Collection&lt;/strong&gt;), onde &lt;strong&gt;Rubin&lt;/strong&gt; voltou a colocar &lt;strong&gt;Cash&lt;/strong&gt; no topo da montanha discográfica, revitalizando a sua música; e a segunda, que encerrou a sua luta contra a doença terminal e contra o desgosto resultante do falecimento da sua esposa.&lt;br /&gt;Ainda antes de começar a análise, há ainda de referir alguns pormenores relativos ao álbum. Nele, é bem audível o estado de debilidade física e psicológica de &lt;strong&gt;Cash&lt;/strong&gt;, devido à fase terminal da doença e ao desgosto provocado pelo seu estado de viúvo, o que transforma o disco em algo bastante forte, sentimentalmente falando, uma vez que a dor na voz de &lt;strong&gt;Cash&lt;/strong&gt; é palpável (para quem não acreditar, basta ver o videoclipe de &lt;strong&gt;Hurt&lt;/strong&gt;, o single de apresentação do álbum). Outro pormenor pertinente é que &lt;strong&gt;American IV&lt;/strong&gt; é, sobretudo, um álbum de covers. No entanto, como a extraordinária Voz que era, &lt;strong&gt;Johnny Cash&lt;/strong&gt; recruta para si músicas de outros, dando-lhes significado e transmitindo-lhe a sua dor, parecendo que todos aqueles prantos são seus.&lt;br /&gt;Posto isto, passemos à dissecação do álbum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DESENVOLVIMENTO:&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.somlivre.pt/capas/074972.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[&lt;strong&gt;Johnny Cash&lt;/strong&gt; - American IV; The Man Comes Around; 2002]&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O álbum inicia com &lt;strong&gt;The Man Comes Around&lt;/strong&gt;. E não podia iniciar de melhor forma. Com efeito, a faixa de abertura é algo bíblico, algo grandioso, que apesar de ser apenas baseado, podia muito bem ser uma passagem da própria Bíblia. Nela, &lt;strong&gt;Cash&lt;/strong&gt; personifica o tal arauto de Deus, que anuncia a sua vinda, com a sua voz de trovão. É uma música que comprova todo o seu amor por Deus e pela música.&lt;br /&gt;O segundo tema é o inesperado &lt;strong&gt;Hurt&lt;/strong&gt;, tema original dos &lt;strong&gt;Nine Inch Nails&lt;/strong&gt; e respectivamente, o primeiro cover do álbum. &lt;strong&gt;Hurt&lt;/strong&gt; é aquele tema, que para quem não sabe, passa muito bem por original de &lt;strong&gt;Johnny Cash&lt;/strong&gt;. A dor com que o &lt;strong&gt;Homem de Negro&lt;/strong&gt; a canta é o dobro ou o triplo da dor de &lt;strong&gt;Trent Reznor&lt;/strong&gt;. E para quem ainda tem dúvidas, basta ver o teledisco.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Give My Love To Rose&lt;/strong&gt; faz então a ponte para mais uma versão. Desta vez, é a balada lamechas de um grande sucesso de tempos idos, da dupla &lt;strong&gt;Simon &amp; Garfunkel&lt;/strong&gt;: é ela &lt;strong&gt;Bridge Over Troubled Waters&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;Cash&lt;/strong&gt; não está sozinho - &lt;strong&gt;Fiona Apple&lt;/strong&gt; acompanha-o do outro lado do microfone - mas arrebata toda a canção para si, dando-lhe pela primeira vez sentido aquele silogismo medonho da &lt;i&gt;ponte sobre águas turbulentas&lt;/i&gt;(?).&lt;br /&gt;A faixa cinco encerra um dos momentos altos do disco. Pegando numa vulgar música de &lt;strong&gt;Sting&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Johnny Cash&lt;/strong&gt; exorcisa um fantasma que adopta como filho legítimo, numa narração/declamação cantada de sentimentos e emoções altos. Genial!&lt;br /&gt;Logo de seguida, &lt;strong&gt;First Time Ever I Saw Your Face&lt;/strong&gt; apresenta-se segundo duas condições: por um lado, é a ponte para o segundo momento alto do álbum e por outro é a prova de que &lt;strong&gt;Cash&lt;/strong&gt; era uma Voz ímpar, interpretando uma tradicional canção romântica, geralmente celebrizada por vozes femininas, como se fosse a coisa mais natural do mundo.&lt;br /&gt;E chega então o segundo momento alto do disco. &lt;strong&gt;Johnny Cash&lt;/strong&gt; está-se nas tintas se em 90% das vezes, as versões são sempre inferiores aos originais e volta a surpreender. Pegando de frente o fantástico &lt;strong&gt;Personal Jesus&lt;/strong&gt;, dos &lt;strong&gt;Depeche Mode&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Cash&lt;/strong&gt; veste-o com novas roupas, que nunca lhe ficaram tão bem. E ainda faz suas, as mãos de &lt;strong&gt;John Frusciante&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;É aqui o ponto alto do trajecto ascendente do álbum; a partir daqui, mantem-se constante, em linha recta até ao término. Primeiro, com &lt;strong&gt;In My Life&lt;/strong&gt;, dos &lt;strong&gt;Beatles&lt;/strong&gt;. E depois com o fabuloso &lt;strong&gt;Sam Hall&lt;/strong&gt;, onde o &lt;strong&gt;Homem de Negro&lt;/strong&gt; volta a descarregar toda a sua fúria que a sua voz comporta, quando grita &lt;i&gt;damn your eyes&lt;/i&gt; (o incrível e paradoxal é que ele não precisava sequer de gritar para parecer estar a fazer explodir os próprios pulmões).&lt;br /&gt;Talvez seja o rearranjo do tradicional &lt;strong&gt;Danny Boy&lt;/strong&gt;, o ponto menos alto do disco, mas a parceria com &lt;strong&gt;Don Healey&lt;/strong&gt; em &lt;strong&gt;Desperado&lt;/strong&gt;, logo a seguir, faz esquecer possíveis percalços. E depois há &lt;strong&gt;Nick Cave&lt;/strong&gt; em dueto com &lt;strong&gt;Cash&lt;/strong&gt;, no original de &lt;strong&gt;Hank Williams&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;I'm So Lonesome I Could Cry&lt;/strong&gt; - atributos demais para só por si tornarem a faixa doze memorável.&lt;br /&gt;Até ao final, &lt;strong&gt;Cash&lt;/strong&gt; ainda rearranja o tradicional &lt;strong&gt;Streets Of Laredo&lt;/strong&gt;, canta &lt;strong&gt;Tear Stained Letter&lt;/strong&gt; e termina com o festivo &lt;strong&gt;We'll Meet Again&lt;/strong&gt;. Presságio? Esperemos que sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a seguir só o silêncio. Nada que uma nova audição não resolva...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-109805683309115049?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/109805683309115049/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=109805683309115049' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109805683309115049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109805683309115049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/10/o-lbum-ou-os-discos-da-minha-vida-i.html' title='O álbum ou Os discos da minha vida (I)'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-109784200841579169</id><published>2004-10-15T04:20:00.000-07:00</published><updated>2004-10-15T05:09:14.763-07:00</updated><title type='text'>Mortos ou vivos?</title><content type='html'>Celebrando um quarto de século de carreira, aqueles cujo primeiro nome terá sido &lt;strong&gt;Beijinhos &amp; Parabéns&lt;/strong&gt; e que há vinte e cinco anos se estreavam em palco numa curta actuação nos Alunos De Apolo, maracram a data com um espectáculo duplo no Pavilhão Atlântico, neste fim-de-semana que passou.&lt;br /&gt;Estou a falar, claro, dos &lt;strong&gt;Xutos &amp;amp; Pontapés&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os concertos (pelo menos o de sexta-feira) confirmou as piores expectativas acerca das capacidades sonoras do Pavilhão Atlântico - ao fim de quatro músicas as guitarras continuavam a baralharem-se, o que se ouvia da bateria era o seu som natural, o saxofone mantinha-se inexistentemente sonoro e &lt;strong&gt;Tim&lt;/strong&gt; bem mexia os lábios em frente ao microfone, mas nada se ouvia.&lt;br /&gt;Mas não é isto que interessa, já que estas linhas são dedicadas por inteiro aos &lt;strong&gt;Xutos &amp; Pontapés&lt;/strong&gt;, a mairo banda de rock portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obstante este título (e junto também, ao recente de comendadores nacionais) a pergunta é simples: estarão os &lt;strong&gt;Xutos &amp;amp; Pontapés&lt;/strong&gt; obsoletos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;strong&gt;Xutos&lt;/strong&gt; irromperam há vinte e cinco anos atrás pela música portuguesa adentro, ameaçando a hemogenia do disco e propalando o punk-rock aos sete ventos. De blusão de cabedal e calças de ganga rasgadas, os &lt;strong&gt;Xutos&lt;/strong&gt; impuseram-se rápida e facilmente pela sua atitude. Marca de uma geração e rosto de uma nova faceta musical que então imergira, os &lt;strong&gt;Xutos&lt;/strong&gt; inovaram o rock português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quase três gerações mudam muita coisa e muita gente. Dos blusões de cabedal e das calças de ganga rotas, apenas sobraram os lenços vermelhos nos pulsos. Os &lt;strong&gt;Xutos&lt;/strong&gt; já não são aquele grupo de jovens rebeldes e até já têm abelos brancos.&lt;br /&gt;Três gerações também é muito tempo, musicalmente falando. Os &lt;strong&gt;Xutos&lt;/strong&gt; fizeram muito pela música e sabem que o mainstreaming é uma ameaça deveras perigosa para os músicos. E sabem que &lt;strong&gt;XIII&lt;/strong&gt; é um disco menor, principalmente quando têm na discografia obras maiores como &lt;strong&gt;Cerco&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;Gritos Mudos&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então porque continuam os &lt;strong&gt;Xutos&lt;/strong&gt; a encher recintos, como na sexta-feira, no Pavilhão Atlântico?&lt;br /&gt;Simples! Porque são autênticas forças da natureza, verdadeiros animais de palco. É um facto que já não têm a força e a irreverência de há vinte e cinco anos e é um facto que é o público que faz agora grande parte dos seus concertos. Mas continuam a encher o palco e o público continua a captar toda a cumplicidade inerente que o quinteto selou com o grande público há vinte e cinco anos atrás. É um dos casamentos melhores sucedidos da his´tória da música, não só dentro de portas, mas também fora delas.&lt;br /&gt;É que os &lt;strong&gt;Xutos&lt;/strong&gt; podem já ter cabelos brancos, filhos e até netos, mas continuam a ser os mesmos. Continuam a cantar &lt;i&gt;Olá oh vida malvada&lt;/i&gt; com o mesmo entusiamos de quem vai pegar na guitarra e fazer-se à estrada; continuam a chamar &lt;i&gt;Maria&lt;/i&gt; com o mesmo amor; &lt;strong&gt;Tim&lt;/strong&gt; continua com a mesma alegria de sempre em cima de palco; &lt;strong&gt;Zé Pedro&lt;/strong&gt; mantém o seu estilo de uma beleza degradante à &lt;strong&gt;Keith Richards&lt;/strong&gt;, de quem ama a guitarra; &lt;strong&gt;João Cabeleira&lt;/strong&gt; continua igual a si mesmo, imperturbável, de cigarro ao canto da boca; &lt;strong&gt;Gui&lt;/strong&gt; está sempre no sítio certo na hora certa; e &lt;strong&gt;Kalu&lt;/strong&gt; continua a amaldiçoar &lt;i&gt;a puta da minha vida&lt;/i&gt; com a mesma irreverência e a embarcar no crowdsurfing como quando via os &lt;strong&gt;The Clash&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;strong&gt;Xutos&lt;/strong&gt; têm consciência do compromisso que têm para com milhares de portugueses e é por isso que &lt;strong&gt;Mundo Ao Contrário&lt;/strong&gt; é um digno álbum da banda. Não tem o encanto de obras póstumas, mas volta a ser &lt;strong&gt;Xutos &amp; Pontapés&lt;/strong&gt;. É certo que já conhecemos todas as músicas mesmo antes de as ouvirmos, mas é sempre bom decorarmos novos temas para serem cantados a mil vozes nos concertos, quais compilações ao vivo dos grandes êxitos de duas décadas e meia de carreira.&lt;br /&gt;Os &lt;strong&gt;Xutos&lt;/strong&gt; já viram tudo e já fizeram tudo, como canta &lt;strong&gt;Zé Pedro&lt;/strong&gt; em &lt;strong&gt;Submissão&lt;/strong&gt;; não imitam ninguém nem prestam contas a quem quer que seja - é um estatuto que a longevidade permite. Por isso, têm todo o direito de se manterem activos, iguais a si mesmo, copiando-se a si próprios (se dezenas de bandas portuguesas os copiam, porque não têm eles também direito a copiarem-se a si próprios?). Com vinte e cinco anos de estrada, não esperem que os &lt;strong&gt;Xutos&lt;/strong&gt; voltem a redescobrir a música. Os &lt;strong&gt;Xutos&lt;/strong&gt; são o que são e valem por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo: é apenas rock n' roll e nós gostamos.&lt;br /&gt;E no próximo concerto lá estarei na fila da frente, lenço vermelho atado no pulso e braços cruzados bem erguidos. Porque a todos aqueles a quem estão prestes a "rockar", nós os saudamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img style="WIDTH: 151px; HEIGHT: 147px" height="192" src="http://www.xutos.pt/img/disc_imgmundoo.jpg" width="162" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Desejo&lt;/strong&gt;; Mundo Ao Contrário; 2004]&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-109784200841579169?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/109784200841579169/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=109784200841579169' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109784200841579169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109784200841579169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/10/mortos-ou-vivos.html' title='Mortos ou vivos?'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-109734718103463168</id><published>2004-10-09T11:39:00.000-07:00</published><updated>2004-10-09T11:44:12.453-07:00</updated><title type='text'>Embriaguez sonora </title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/41/1577/640/Vpro1.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/41/1577/320/Vpro1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi com "Bittersweet Symphony", o single de apresentação do álbum "Urban Hymns", que o nome &lt;strong&gt;The Verve&lt;/strong&gt; passou a ter algum destaque perante os olhos do público. Até ai já tinham sido lançados dois álbuns desde 1989, data de inicio da banda, mas nenhum deles obteve o destaque perante a opinião pública como "Urban Hymns", editado oito anos depois. Seguiram-se os singles "Lucky Man" e "The Drugs Don't Work" para dar credibilidade ao que já se anunciava. Infelizmente a estabilidade do grupo estaria quase sempre ameaçada e sensivelmente um ano depois da edição do álbum é anunciada a separação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de "A Storm in Heaven", o primeiro álbum da banda, ter sido aclamado por parte da crítica, por parte do público as coisas não se passaram da mesma maneira estando o nível de vendas bastante a baixo das expectativas. Na verdade, e para a opinião do público em geral, os The Verve só existem pelo "Urban Hymns", já que todos os seus conhecidos singles sairam dai, e desconhecem assim a sua existencia anterior. O que na realidade não está assim tão fora do contexto. O que é facto é que o grupo The Verve só começa a existir a partir de "A Nothern Soul". Antes dele existia uma banda chamada Verve que foi alvo de um processo judicial movido por uma editora de jazz americana com o mesmo nome o que os obrigou a mudar ficando a chamar-se The Verve. Mas nada mudou para além do nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "Storm in Heaven" é sem dúvida nenhuma um disco dificil. A primeira abordagem deixa-nos com uma estranha sensação de frieza. Mas uma frieza que só é notória pelo enorme sentimento de perfeccionismo que nos é transmitido. Se num primeiro contacto este nos é estranho, passado algumas audições ele é completamente entranhado. E a tempestade de que fala o titulo é vivida num ambiente escuro, cavernoso, e de psicadelismo auditivo. Psicadelismo esse que é mantido como base sonora do grupo até ao seu final. Mas estas canções são estruturais. São elas que traçam o objectivo a cumprir nos proximos álbuns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguiu-se "A Nothern Soul" e o período mais complicado na existencia como grupo. Os tempos eram de estabilidade nula. O baterista Peter Salisbury foi preso e Richard Ashcroft hospitalizado com uma grave desidratação. Com todos estes fortes abálos emocionais este disco só podia ser mais intenso. Muito marcado pelo excessivo uso de drogas este é um disco que dá a conhecer um lado ainda mais desesperante e sofrido, e onde a voz de Ashcroft aparece ainda mais melancolica e perdida. Ao contrário do primeiro os sentimentos aqui são visíveis e a frieza perfeccionista dá lugar às emoções. Se em "A Storm in Heaven" parecia que estavamos a viajar aos segredos mais intimos contados num quarto escuro em "A Nothern Soul" a luz está acesa e é de todas as cores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último álbum da banda acaba com o psicadelismo acentuado e exultante deixando-o permanecer nas sombras para só saltar em momentos oportunos. "Urban Hymns" traduz o velho ditado que diz que depois da tempestade vem a bonança já que o Ashcroft voltou depois de semanas de separação e Nick McCabe, guitarrista da banda, decidiu pôr as diferenças de lado para tomar o lugar, que só podia ser seu, e que era já ocupado por Simon Tong. As canções eram para um futuro trabalho a solo do vocalista mas acabaram por ser elas a juntá-los de novo num disco que embora de composição solitária se traduz numa grande união musical. E é actual passado já alguns anos ao mesmo tempo que nos leva nas suas baladas ao nosso passado. Mas é sobretudo um tributo a uma forte beleza que parece estar inserida em todos os pontos do universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando assistimos aos fim de uma banda como esta o que sentimos é água a crescer na boca pelo que poderiam fazer mais tarde. A crescente qualidade que demonstravam levava-nos a crer que o futuro daria outras pérolas às nossas colecções musicais. E como o mau não foi alcançado a lembrança vai ser sempre positiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;a href="http://www.hello.com/" target="ext"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; PADDING-LEFT: 0px; BACKGROUND: none transparent scroll repeat 0% 0%; PADDING-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; PADDING-TOP: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="Posted by Hello" src="http://photos1.blogger.com/pbh.gif" align="absMiddle" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-109734718103463168?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/109734718103463168/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=109734718103463168' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109734718103463168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109734718103463168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/10/embriaguez-sonora.html' title='Embriaguez sonora '/><author><name>mezzanine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05885292293777994554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-109717979163065201</id><published>2004-10-07T13:09:00.001-07:00</published><updated>2004-10-07T13:09:51.630-07:00</updated><title type='text'>As Vozes (com letra maiúscula)</title><content type='html'>Celebra-se agora meia década sobre o desaparecimento de &lt;strong&gt;Amália Rodrigues&lt;/strong&gt;, a Voz de Portugal, a nossa Voz.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Amália&lt;/strong&gt; foi durante anos e será eternamente o rosto da música portuguesa. Abençoada com uma voz divinal, apenas predestinada aos escolhidos, foi ela quem personificou a saudade, esse sentimento tão português, e eternizou o fado, na altura em que este ainda era genuíno - o fado parece ter entrado num beco sem saída, um pouco como aconteceu com o punk; tudo o que apareça agora, por mais qualidade que tenha, parecerá sempre deslocado e artificial. Mas isto é tema para outra crónica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Amália Rodrigues&lt;/strong&gt; era aquilo a que chamo uma Voz (com letra maiúscula). Apesar deste epíteto ser atribuído a &lt;strong&gt;Frank Sinatra&lt;/strong&gt;, tal não faz dele espécime único dessa categoria de músicos; fará dele, talvez, o líder de uma vasta equipa.&lt;br /&gt;Com efeito, se as Vozes ao longo do tempo se reunissem numa equipa de futebol, qual constelação de estrelas, qual Real Madrid versão maré alta, esta seria capitaneada pela voz de &lt;strong&gt;Frank Sinatra&lt;/strong&gt;. A escolha seria, certamente, maioritária; mas não seria a minha escolha. Apesar da sua voz ímpar, nunca fui grande apreciador daquela sua faceta de quem parece não levar as coisas a sério - e quando penso nisto, vem-me sempre à memória aquele famoso dueto em &lt;strong&gt;Love Me Tender&lt;/strong&gt;, com &lt;strong&gt;Elvis Presley&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes, as Vozes podem ser confundidas com os cantautores. Mas as semelhanças entre uns e outros não são absolutamente nenhumas, são como a água e o azeite. É que nas Vozes, é a voz o centro gravítico da música; estes podem-se dar ao luxo de não escrever as canções; tudo o que é escrito para eles ou tudo o que roubam (leia-se pedem emprestado) a outros, parecem genuinamente deles, quando cantadas. Fazem até do sofrimento dos outros o seu.&lt;br /&gt;Por sua vez, os songwriters são antes de mais, poetas. Cantam as suas histórias e passam as suas mensagens. Podem não ser os melhores cantores da cidade (alguém mencionou &lt;strong&gt;Bob Dylan&lt;/strong&gt;?), mas são os melhores compositores das redondezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa entrevista publicada esta semana que passou, no suplemente semanal Y, &lt;strong&gt;Tom Waits&lt;/strong&gt; perguntava a Kathleen Gomes quem procurava arrecadar de &lt;strong&gt;Amália&lt;/strong&gt;, a coroa de raínha do fado. &lt;strong&gt;Tom Waits&lt;/strong&gt; é também uma Voz. Talvez começasse no banco, se as vozes formassem mesmo a tal equipa de futebol. Mas é uma Voz diferente das já atrás mencionadas. E &lt;strong&gt;Tom Waits&lt;/strong&gt; é também um contador de histórias.&lt;br /&gt;A sua voz não faz chorar as pedras da calçada, mas nem por isso deixa de despoletar paixões. A sua voz de quem trocou a água pelo whisky, enquanto néctar da vida, é uma buzina reveladora, provando que não é necessário ser agraciado com uma voz dentro dos cânones estéticos aprovados por um juri dos Ídolos para ser uma Voz. Basta ter, não uma voz, mas A voz.&lt;br /&gt;Por isso, as estórias de &lt;strong&gt;Waits&lt;/Strong&gt;, quer sejam sobre Carnaval, marinheiros, amor ou tartarugas, serão sempre algo superior. Serão sempre narrativas divinais, de anjos descidos à Terra sob disfarce carnal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se Deus descesse à Terra? Se esta suposição se transformasse num facto, Deus necessitaria de um arauto para ser a sua voz, ao dirigir-se a nós, meros mortais. Para isso, certamente recrutaria uma Voz. E essa Voz seria &lt;strong&gt;Johnny Cash&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;O &lt;strong&gt;Homem de Negro&lt;/strong&gt; não podia ser deste planeta; aquela voz gutural não podia ser humana. Ele era uma Voz sobre as Vozes. Na minha opinião, além de porta-voz de Deus, seria ainda o capitão das Vozes, versão equipa de futebol.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Johnny Cash&lt;/strong&gt; é A Voz e um contador de histórias. A maneira como alia estes dois dons chega a ser arrepiante. Ao ouvimo-lo cantar, captamos toda a sua paixão, a sua sinceridade e o seu estado de espírito. Haverá algo mais terrivelmente credível do que &lt;strong&gt;Cash&lt;/strong&gt; ao amaldiçoar &lt;i&gt;Damn your eyes&lt;/i&gt;, quando canta &lt;strong&gt;Sam Hall&lt;/strong&gt;, ou algo mais aterradoramente arrepiante do que &lt;strong&gt;Cash&lt;/strong&gt; ao anunciar a vinda do &lt;i&gt;Homem&lt;/i&gt; em &lt;strong&gt;The Man Comes Around&lt;/strong&gt;?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cash&lt;/strong&gt; era um livro aberto quando cantava. A versão oficial diz que o &lt;strong&gt;Homem de Negro&lt;/strong&gt; faleceu vítima de doença prolongada, mas os seus amigos dizem que pereceu às mãos do desgosto de ter perdido a sua esposa anos antes. Claro que esta segunda versão é a correcta; podemos atestar a sua veracidade através da debilidade emocional na voz de &lt;strong&gt;Cash&lt;/strong&gt; nos quatro volumes que gravou na sua última de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas estas linhas, apenas para introduzir o regresso de duas Vozes femininas (sim, também a Voz &lt;strong&gt;Tom Waits&lt;/strong&gt; está de regresso, com o álbum &lt;strong&gt;Real Gone&lt;/strong&gt;); duas Vozes que têm resistido ao passar dos anos, cada vez com mais charme, provando que as Vozes são intemporais. uas Vozes que ao longo dos decénios têm feito seus os prantos dos outros. São elas, &lt;strong&gt;Mariane Faithfull&lt;/strong&gt;, com &lt;strong&gt;Before The Poison&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Nancy Sinatra&lt;/strong&gt;, com um álbum homónimo. Ambas recrutaram personalidades de referência em dois álbuns que merecem umas audições cuidadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as Vozes continuarão a ouvir-se, fazendo-se anunciar por clarins divinos, rompendo as gerações em direcção aos legendários anais da história. Fazendo as pedras chorar e despoletando paixões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.somlivre.pt/capas/074972.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;The Man Comes Around&lt;/strong&gt;; American Records Vol. IV; 2002]&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-109717979163065201?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/109717979163065201/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=109717979163065201' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109717979163065201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109717979163065201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/10/as-vozes-com-letra-maiscula.html' title='As Vozes (com letra maiúscula)'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-109676344935783954</id><published>2004-10-02T17:22:00.000-07:00</published><updated>2004-10-02T17:34:17.460-07:00</updated><title type='text'>Esta tarde na Feira Internacional do Disco...</title><content type='html'>...e agora no meu gira-discos:&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.somlivre.pt/capas/076569.jpg" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E também no meu leitor de DVD's:&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img style="WIDTH: 130px; HEIGHT: 194px" height="148" src="http://www.somlivre.pt/capas/079037.jpg" width="130" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt; &lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-109676344935783954?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/109676344935783954/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=109676344935783954' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109676344935783954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109676344935783954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/10/esta-tarde-na-feira-internacional-do.html' title='Esta tarde na Feira Internacional do Disco...'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-109646289699044180</id><published>2004-09-29T05:35:00.000-07:00</published><updated>2004-09-29T06:01:36.990-07:00</updated><title type='text'>As bandas-sonoras</title><content type='html'>Há três tipos de bandas-sonoras: as más, as boas e as imortais. Há ainda outras duas categorias onde se sub-dividem as bandas-sonoras: as feitas de propósito para os filmes e aquelas que são pastiches de músicas a solto. Estas últimas duas categorias podem ser inseridas em qualquer uma das três primeiras categorias.&lt;br /&gt;As que eu quero falar aqui são das imortais, que são as únicas que interessam.&lt;br /&gt;Nesta categoria, a grande maioria são as banda-sonoras feitas exclusivamente para um filme; vêm logo à memória nome como o de &lt;strong&gt;Michael Nyman&lt;/strong&gt; ou de &lt;strong&gt;Ennio Morricone&lt;/strong&gt;. No entanto, apesar de poucas, também há bandas-sonoras imortais resultante de uma colagem de diversos trechos musicais. E neste campo salta à vista o nome de &lt;strong&gt;Quentin Tarantino&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca acreditem naqueles que apontam uma banda-sonora como imortal, sem ver o respectivo filme. Ela só se torna imortal após o visionamento do filme. É como que certas músicas necessitassem de uma forma palpável para adquirirem total sentido.&lt;br /&gt;Por exemplo, &lt;strong&gt;Ecstasy Of The Gold&lt;/Strong&gt;, o original de &lt;strong&gt;Morricone&lt;/strong&gt;, é um poderoso intrumental que abre primorosamente os concertos de &lt;strong&gt;Metallica&lt;/Strong&gt;; mas não ganha o triplo do efeito, quando a vemos ilustrar a busca de &lt;strong&gt;Tuco&lt;/strong&gt; pelo cemitério, na famosa prequela da &lt;i&gt;triologia dos dólares&lt;/i&gt;, de &lt;strong&gt;Sergio Leone&lt;/strong&gt;? É sem dúvida, um dos maiores momentos da sétima arte. &lt;br /&gt;Outro exemplo, este da segunda categoria, tem a ver com a música de &lt;strong&gt;Dusty Springfield&lt;/stronG&gt;, &lt;strong&gt;Son Of A Preacher Man&lt;/strong&gt;. A canção é uma excelente composição do início dos anos 60. No entanto, após ter sido dançada por &lt;stronG&gt;Uma Thurman&lt;/strong&gt;, antes da sua famosa overdose em &lt;strong&gt;Pulp Fiction&lt;/strong&gt;, transcendeu-se e adquiriu novo significado. De repente, passou a fazer todo o sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Actualmente, as bandas-sonoras sofrem dos mesmos problemas que o cinema. Ou seja, também são regidas por intuitos comerciais e são cada vez mais, colectâneas de êxitos radiofriendly das bandas da moda. &lt;br /&gt;No entanto, há excepções. E &lt;strong&gt;Para Onde O Vento Sopra&lt;/strong&gt; é uma excepção.&lt;br /&gt;A banda-sonora do genial filme de &lt;strong&gt;Tom Barman&lt;/strong&gt;, o vocalista dos &lt;strong&gt;dEUS&lt;/stronG&gt;, é imortal. E insere-se na categoria das colagens musicais. O exemplo mais berrante do que estou a tentar explanar, reside no projecto de &lt;strong&gt;Barman&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Magnus&lt;/strong&gt;. Se em Paredes de Coura, o concerto de &lt;strong&gt;Magnus&lt;/stronG&gt; não foi mais do que um reportório de música electrónica, levemente agradável e levemente dançável, em &lt;strong&gt;Para Onde O Vento Sopra&lt;/stronG&gt;, quando lhes conferida matéria visual, elas transcendem-se. E agora &lt;strong&gt;Magnus&lt;/strong&gt; não sai do meu leitor de CDs. &lt;br /&gt;E o mesmo acontece com &lt;strong&gt;REgular John&lt;/strong&gt;, dos &lt;strong&gt;Queens Of The Stone Age&lt;/stronG&gt;, ou com &lt;strong&gt;Charles Mingus&lt;/stronG&gt;, que agora parece ser a banda-sonora oficial de Antuérpia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As bandas-sonoras podem ser imortais. E esta é uma delas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.deus.be/jpegs/awtwbost.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Summer's Here&lt;/strong&gt;; Original Soundtrack; 2004]&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-109646289699044180?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/109646289699044180/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=109646289699044180' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109646289699044180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109646289699044180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/09/as-bandas-sonoras.html' title='As bandas-sonoras'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-109619679578692961</id><published>2004-09-26T03:34:00.000-07:00</published><updated>2004-09-26T04:06:35.786-07:00</updated><title type='text'>Paulo Furtado é Deus em pessoa e não diz a ninguém...</title><content type='html'>...ou então não.&lt;br /&gt;O certo é que os &lt;strong&gt;Wraygunn&lt;/strong&gt; estão em digressão nacional - Station To Station - com os portuenses &lt;strong&gt;X-Wife&lt;/strong&gt; e ontem passaram pelo Barreiro. Até nem foi dos melhores concertos que já assisti da banda, mas é um óptimo pretexto para falar acerca deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;strong&gt;Wraygunn&lt;/strong&gt; são a banda portuguesa da actualidade com mais potencialidades inerentes no álbum póstumo. Não é só por &lt;strong&gt;Eclesiastes 1.11&lt;/strong&gt; ser um dos discos mais frescos, modernos e dançáveis deste ano; é porque os &lt;strong&gt;Wraygunn&lt;/strong&gt; transpiram originalidade, criatividade e muita, muita energia. Os &lt;strong&gt;Wraygunn&lt;/strong&gt; são um poço sem fundo onde se amontoam os mais diversificados géneros musicais, ao qual a banda vai buscar às mãos cheias pedaços de tudo e de nada - gospel, electrónica, blues, hip-hop, soul e claro, rcok n' roll!&lt;br /&gt;Da formação original apenas restou &lt;strong&gt;Paulo Furtado&lt;/strong&gt;; e quer queira quer não, o facto é que este metade-homem metade-tigre é o rosto da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdadeiro animal de palco, &lt;strong&gt;Paulo Furtado&lt;/strong&gt; é daqueles que se vê à distância que mais do que gostar da música, ele sente a música. Daí vir toda aquela energia e aquela alienação em palco, que se traduz em saltos, reboliços pelo chão, destruição do material em palco e muita inter-acção com o público. Se os blues necessitassem de uma licença para serem tocados - algo tipo um curso intensivo ou isso - &lt;strong&gt;Paulo Furtado&lt;/strong&gt; seria dos que a tirariam em dois tempos. E esta relação que ele tem ao tratar os blues por tu, fá-lo manter uma relação de proximidade com todas os géneros que aborda.&lt;br /&gt;Se os &lt;strong&gt;Wraygunn&lt;/strong&gt; são o resultado de toda a expressão da sua criatividade, também não se pode esquecer o resto da banda. Os &lt;strong&gt;Wraygunn&lt;/stronG&gt; também são &lt;strong&gt;Raquel Ralha&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;João Doce&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Raquel Ralha&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Francisco Correia&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Sérgio Cardoso&lt;/strong&gt; e acho que ainda não disse, &lt;strong&gt;Raquel Ralha&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos concertos, são algo de obrigatório no panorama actual da música. &lt;strong&gt;Paulo Furtado&lt;/strong&gt; puxa para si as responsabilidades da noite e arranca sempre para uma actuação demente, como se aquela fosse a última vez que subisse ao palco. Se por vezes o resto da banda tem alguma dificuldade em acompanhar aquela quase insanidade, musicalmente são eles que não deixam o concerto transformar-se em algo inaudível - e que grandes actuações de &lt;strong&gt;João Doce&lt;/strong&gt; na percursão!&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Um concerto até pode ser apenas música, mas havendo uma componete visual bem explorada, passa-se para outro nível - o da glorificação/galvanização&lt;/i&gt;. Os &lt;strong&gt;Wraygunn&lt;/strong&gt; sabem isso e regem-se por esta máxima.&lt;br /&gt;Com muita pena minha, nunca tive oportunidade de ver um concerto dos &lt;strong&gt;Tédio Boys&lt;/strong&gt;. Mas depois de ver um concerto de &lt;strong&gt;Paulo Furtado&lt;/strong&gt; e os seus &lt;strong&gt;Wraygunn&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Kaló&lt;/strong&gt; e os seus &lt;strong&gt;Bunnyranch&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Toni Fortuna&lt;/strong&gt; e os seus &lt;strong&gt;D3ö&lt;/Strong&gt;, imagino o que aqueles três rapazes fariam juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade. Eu gosto mesmo dos &lt;strong&gt;Wraygunn&lt;/strong&gt;. Mas eles fazem por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS(1) - Andava com algumas dúvidas, que a noite de ontem teve o condão de desfazer por completo. Não gosto de &lt;strong&gt;X-Wife&lt;/strong&gt;s nem compreendo todo aquele hype à volta do trio portuense...&lt;br /&gt;PS(2) - O Barreiro está para Portugal como Manchester está para a Inglaterra, em termos musicais. Pelo menos assim espero! É que do Rio Tejo para baixo, é o único sítio onde se passa qualquer coisa. Concertos todos os fins-de-semana, sextas e sábados, os Wraygunn em digressão nacional e em breve, mais uma edição do Barreiro Rocks. &lt;br /&gt;Nunca mais ouvi falar dos &lt;strong&gt;Act-Ups&lt;/strong&gt;. Alguém sabe deles?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.somlivre.pt/capas/070945.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Ain't Gonna Break My Soul&lt;/strong&gt;; Soul Jam; 2000]&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-109619679578692961?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/109619679578692961/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=109619679578692961' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109619679578692961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109619679578692961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/09/paulo-furtado-deus-em-pessoa-e-no-diz.html' title='Paulo Furtado é Deus em pessoa e não diz a ninguém...'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-109585108254589391</id><published>2004-09-22T03:35:00.000-07:00</published><updated>2004-09-22T04:09:53.736-07:00</updated><title type='text'>Esta tarde, no meu leitor de CD's</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.somlivre.pt/capas/079981.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Damage&lt;/strong&gt;; Damage; 2004]&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jon Spencer&lt;/strong&gt; tornou-se mais humilde e decidiu deixar de dar o nome à sua banda. E os &lt;strong&gt;Blues Explosion&lt;/strong&gt;, agora com os seus membros todos a trabalharem em exclusividade para o colectivo, acaba de lançar nos escaparates &lt;strong&gt;Damage&lt;/strong&gt;, o sucessor de &lt;strong&gt;Plastic Fang&lt;/strong&gt;, que se arrisca já a tornar-se um dos marcos da discografia desta banda norte-americana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;strong&gt;Damage&lt;/strong&gt;, este power trio desalmado volta a abordar a sua sonoridade por outro ângulo, que nem pitágoras sabia existir. É que ao contrário de algumas vozes mais críticas, os &lt;strong&gt;Blues Explosion&lt;/strong&gt; não são apenas uma colagem de momentos rock n' roll retirados ao longo da história, &lt;i&gt;prensados contra uma parede de distorção&lt;/i&gt;; são todo o suor que isso implica, desvarios emocionais, guitarradas experimentais e claro, outra vez muito rock n' roll. Se em disco ouvimos constantemente os &lt;strong&gt;Stones&lt;/strong&gt; ou os &lt;strong&gt;Stooges&lt;/strong&gt;, em palco vemos também &lt;strong&gt;Jimi Hendrix&lt;/strong&gt; ou os &lt;strong&gt;Cramps&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Se antes já tinham experimentado a música electrónica, abandonando-a por completo em &lt;strong&gt;Plastic Fang&lt;/strong&gt;, em &lt;strong&gt;Damage&lt;/strong&gt; os &lt;strong&gt;Blues Explosion&lt;/strong&gt; fazem uma incursão pelo hip-hop, daí as colaborações com &lt;strong&gt;DJ Shadow&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;Dan The Automator&lt;/strong&gt;. E de repente, parece que o hip-hop faz, finalmente, algum sentido. &lt;br /&gt;Os &lt;strong&gt;Aerosmith&lt;/strong&gt; já tinham mostrado ao mundo que o hip-hop encaixava da melhor maneira no rock - falo obviamente de &lt;strong&gt;Walk This Way&lt;/strong&gt;, ao lado dos &lt;strong&gt;Run DMC&lt;/strong&gt; - mas ninguém os quis ouvir, apostando sempre no contrário, no rock encaixado no hip-hop. Mas essa fórmula, por mais que tentem, não resulta. Ouviste &lt;strong&gt;Eminem&lt;/strong&gt;? Por isso, &lt;strong&gt;Hot Gossip&lt;/strong&gt; faz todo o sentido. É rock, é &lt;strong&gt;Jon Spencer&lt;/strong&gt;, é hip-hop, é &lt;strong&gt;Chuck D&lt;/strong&gt; [&lt;strong&gt;Public Enemy&lt;/strong&gt;].&lt;br /&gt;No entanto, não é por isso que deixamos de ouvir os &lt;strong&gt;Stones&lt;/strong&gt; - sobretudo nas baladas - ou uns &lt;strong&gt;The Cramps&lt;/strong&gt; mais seguros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um início avalassador, o álbum acaba por perder gás e termina algo insonso. Mas com um início daqueles, será justo pedir mais? É que a a primeira música do álbum, cujo nome baptiza o disco e antecipa o primeiro single promocional - &lt;strong&gt;Burn I Off&lt;/strong&gt; - é quiçá, a coisa mais poderosa que saiu cá para fora nos últimos tempos. Uma composição crescente, orelhuda qb e que, de repente, entre numa fúria despropositada, como se os &lt;strong&gt;The Who&lt;/strong&gt; se tivessem multiplicado por cinco, possuídos por algo terrível das entranhas da Terra. &lt;strong&gt;Damage&lt;/strong&gt; é uma canção que nos faz ouvi-la vezes sem conta; é por ela, que só ao segundo dia, é que conseguimos ouvir o resto do álbum. Não devia ser proibido fazer canções assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PS&lt;/strong&gt;- Para quem viu, digam lá que o concerto dos &lt;strong&gt;Blues Explosion&lt;/strong&gt; não foi das melhores coisas que Paredes de Coura viu este ano? E todo aquele dilúvio que se abatia ao mesmo tempo passou despercebido...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-109585108254589391?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/109585108254589391/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=109585108254589391' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109585108254589391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109585108254589391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/09/esta-tarde-no-meu-leitor-de-cds_22.html' title='Esta tarde, no meu leitor de CD&apos;s'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-109573250495977791</id><published>2004-09-20T19:08:00.000-07:00</published><updated>2004-09-20T20:02:29.226-07:00</updated><title type='text'>Let's dance girls...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/41/1577/640/franzferdinand1.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; WIDTH: 306px; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid; HEIGHT: 292px" height="290" src="http://photos1.blogger.com/img/41/1577/320/franzferdinand1.jpg" width="329" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasceram em Glasgow com o único objectivo de fazer música para as raparigas dançarem. O primeiro concerto que deram para cerca de oitenta pessoas serviu para medir a capacidade que tinham para o fazer e como os índices de agitação corporal foram elevados, os &lt;strong&gt;Franz Ferdinand&lt;/strong&gt; decidiram que era esse o caminho mais certo a percorrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três anos mais tarde, já em 2004, estreiam-se de uma maneira arrebatadora com o disco homónimo deixando que o mundo inteiro os conhecesse. São onze temas recheados de nervosismo onde parar de bater o pé é simplesmente impossível já que cada uma das músicas reune todas as qualidades para poder funcionar como um excelente single. A voz de Alex Kapranos chama a atenção pelo seu sedutor timbre e de uma forma na maior parte das vezes calma e regular é ela que permite o contraste com os ritmos e guitarras vibrantes. Mas é também em palco que este quarteto dá de si e faz das tripas coração para manter um espectáculo animado e sem pontos mortos. Donos de uma irreverência cool e limpinha, sempre com a vertente artistica a ser a mais priviligeada, são donos dos nossos movimentos durante toda a duração do concerto e da nossa alegria que prevalece após o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que o que faz destes senhores merecedores de tão grande ovação por parte do público não são as inovações em termos musicais mas sim a sua atitude contagiante de boa disposição e credibilidade, sem que esta nunca seja austera e se imponha perante a leveza das suas letras e ritmadas melodias. Ao mesmo tempo que as notas saidas dos seus instrumentos nos invadem, invade-nos também a forma cativante e chamativa que têm de agir. E é precisamente isso que faz a diferença. Apesar da qualidade musical nunca ser depromovida é a atitude que toma a liderança perante os nossos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espera-se então um grande futuro para estes senhores. Seja como for o objectivo já está cumprido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.hello.com/" target="ext"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; PADDING-LEFT: 0px; BACKGROUND: none transparent scroll repeat 0% 0%; PADDING-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; PADDING-TOP: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="Posted by Hello" src="http://photos1.blogger.com/pbh.gif" align="absMiddle" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-109573250495977791?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/109573250495977791/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=109573250495977791' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109573250495977791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109573250495977791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/09/lets-dance-girls.html' title='Let&apos;s dance girls...'/><author><name>mezzanine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05885292293777994554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-109553795303713829</id><published>2004-09-18T13:04:00.000-07:00</published><updated>2004-09-18T13:46:37.503-07:00</updated><title type='text'>Será altura de voltar para o subsolo?</title><content type='html'>Confesso que no ano passado, quando os &lt;strong&gt;Radio 4&lt;/strong&gt; subiram ao palco para abrir o terceiro dia de Paredes de Coura, eu não fazia a mínima ideia quem eram aqueles cinco senhores. No entanto, não demorou muito para ter decorado o nome e quando regressei, &lt;strong&gt;Gotham!&lt;/strong&gt; foi o primeiro cd a saltar para o carrinho de compras quando tive oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de se terem formado em 1990, foi com o seu segundo álbum , &lt;strong&gt;Gotham!&lt;/strong&gt;, que os &lt;strong&gt;Radio 4&lt;/strong&gt; alcançaram o reconhecimento público. Integrados na nova tendência rock/dance que começava a despertar na cena musical nova-iorquina, rapidamente afastaram o espectro da desconfiança para se tornarem uma certeza, contribuíndo para a nova tendência que rapidamente se alastrou, conjugando dance music com as mais poderosas guitarradas que o rock pode oferecer (alguém falou em &lt;strong&gt;DJ Kitten&lt;/strong&gt; e afins?). &lt;br /&gt;Ao lado de bandas como os &lt;strong&gt;Rapture&lt;/strong&gt;, ou até os &lt;strong&gt;The Yeah Yeah Yeahs&lt;/strong&gt;, os &lt;strong&gt;Radio 4&lt;/strong&gt; abriram a porta para esta nova fase, que começava a dar cartas nas pistas de dança, agradando simultaneamente aos simpatizantes da música electrónica e aos simpatizantes do rock. Apregoavam na altura, para quem os queria ouvir, que se dançava no subsolo, mas o que é certo, é que a dança já se extendia muito além pela superfície.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;strong&gt;Radio 4&lt;/strong&gt;, musicalmente, apareciam à frente dos seus conterrâneos &lt;strong&gt;Rapture&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;The Yeah Yeah Yeahs&lt;/strong&gt;. É que os &lt;strong&gt;Radio 4&lt;/strong&gt; fazia a fusão, não entre a dance music e o rock, mas entre o rock e a dance music; a segunda em função da primeira. Guitarras com uma precisão cortante, de riffs viciantes; linhas de baixo constantes, avassaladoras e viciantes; e o grande trunfo, com &lt;strong&gt;PJ O'Connor&lt;/strong&gt;, na percursão; complementando isto aparecia os ritmos de dança, que obrigavam até o mais estático não só a saltar, mas a dançar. É uma catarse de rock, dance, groove e dub! Se depois procuravam alguma intervenção política, isso era secundário - deixem a tarefa para uns &lt;strong&gt;The (international) Noise Conspiracy&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gotham!&lt;/strong&gt; era tudo isto e foi um dos discos do ano com toda a justiça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disto, esta fusão dance/rock cresceu, expandiu-se, tornou-se pequena para se conter a Nova Iorque e internacionalizou-se. Da sua herança surgiram novas bandas, como os &lt;strong&gt;!!!&lt;/strong&gt;, houve dj's que pegaram na fórmula (mais uma vez, alguém falou no &lt;strong&gt;DJ Kitten&lt;/strong&gt;?) e até houve djs que sgeuiram essa fórmula, criando eles próprios uma banda por cima das pegadas já deixadas (-).&lt;br /&gt;E dois anos depois, salta cá para fora o terceiro registo dos &lt;strong&gt;Radio 4&lt;/strong&gt;, o muito aguardado &lt;strong&gt;Stealing Of A Nation&lt;/strong&gt;. A crítica desfaz-se em elogios, o álbum é elevado aos píncaros. A Razão? Desconhecida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, não entendo tamanhos elogios públicos. Os &lt;strong&gt;Radio 4&lt;/strong&gt; de &lt;strong&gt;Stealing Of A Nation&lt;/strong&gt; não são os mesmos de &lt;strong&gt;Gotham!&lt;/strong&gt;. Agora é o rock que é usado em fuñção da música de dança; as linhas de baixo quase desapareceram; e a percursão tornou-se quase esporádica. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Stealing Of A Nation&lt;/strong&gt;, infelizmente, é um banal disco de dança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.somlivre.pt/capas/074359.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Our Town&lt;/strong&gt;; Gotham; 2002]&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-109553795303713829?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/109553795303713829/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=109553795303713829' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109553795303713829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109553795303713829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/09/ser-altura-de-voltar-para-o-subsolo.html' title='Será altura de voltar para o subsolo?'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-109542772904029855</id><published>2004-09-17T05:52:00.000-07:00</published><updated>2004-09-17T06:31:50.026-07:00</updated><title type='text'>Well now boy "Reach for the sky!"</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Steven Tyler&lt;/strong&gt;, questionado certo dia acerca de &lt;strong&gt;Janis Joplin&lt;/strong&gt;, apenas respondeu sucintamente que &lt;i&gt;se não tiveres &lt;strong&gt;Janis Joplin&lt;/strong&gt; as únicas raízes que terás serão as do cabelo&lt;/i&gt;. De facto, é uma máxima completamente verdadeira. Como é possível alguém fazer música, ou mesmo gostar de música, em toda a sua excelência, dr não tiver minimamente consciente das duas origens?&lt;br /&gt;Não que seja necessário aprofundar até ao âmargo; &lt;tsrong&gt;Steven Tyler&lt;/strong&gt; apenas recua a &lt;strong&gt;Janis Joplin&lt;/strong&gt; para mencionar o rock, mas claro que antes dela muitos outros existiram. Não que isso a faça deixar de ser a referência musical que é (e que referência!), mas se tivermos presentes as raízes ainda anteriores, a música acaba por ter outro sabor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digam o que disserem, para mim a génese da música está nos campos de algodão dos Estados Unidos. Os blues foram os pais, uns pais com muitos filhos, alguns bastardos, mas todos do mesmo sangue: rock, soul, hip hop, punk, dance...&lt;br /&gt;Por isto, ouvir estes artistas deixa-noos um gostinho especial na boca. Haverá algo mais puro do que ouvir &lt;strong&gt;Robert Johnson&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Hank Williams&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;Bo Didley&lt;/strong&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto faz com que os blues despertem sensações desconhecidas na música. Canções cantadas ao ritmo de uma história, numa voz embriagada, não só literalmente, mas também de amor, mulheres e de uma certa saudade de casa. &lt;br /&gt;Todos temos o nosso momento zen na música. Uns encontram-no mais dacilmente no jazz, outros na ópera. Eu encontro-o nos blues. Aquele momentos em que tudo parece fazer sentido, em que a música deixa de ser só música, transcende-se.&lt;br /&gt;No entanto, o momento que vou referir não pertence a um &lt;strong&gt;Robert Johnson&lt;/strong&gt;, um &lt;strong&gt;Howlin' Wolf&lt;/strong&gt;, um &lt;strong&gt;Muddy Watters&lt;/strong&gt; ou a um &lt;strong&gt;Willie Dixon&lt;/strong&gt;. Podem pensar que é uma opinião facciosa, mas não o é. O meu momento zen é protagonizado pelos &lt;strong&gt;Rolling Stones&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de serem a mairo banda de rock do mundo, os &lt;strong&gt;Stones&lt;/strong&gt; dedicavam-se a interpretar os blues que aconteciam do outro lado do Atlântico, na pacata cidade londrina. Esta primeira impressão europeia dos blues conferiu-lhe novo significado.&lt;br /&gt;A música em questão chama-se &lt;strong&gt;Cops And Robbers&lt;/strong&gt; e foi escrita pelo mestre &lt;strong&gt;Bo Didley&lt;/strong&gt;. Foi gravada pelos &lt;strong&gt;Stones&lt;/strong&gt;, em 1964 no Camden Theatre de Londres, mas nunca conheceu edição oficial. Pode no entanto ser escutada no bootleg homónimo, de uma actuação televisiva, com um grande artwork. Nela, os &lt;strong&gt;Stones&lt;/strong&gt; transcendem-se.&lt;br /&gt;A letra, uma narração moral cantada magistralmente por &lt;strong&gt;Mick Jagger&lt;/strong&gt;, assume contornos de conversa de café, copo de whisky numa mão, cigarro na outra. Um dos momentos vocais de &lt;strong&gt;Jagger&lt;/strong&gt;, em que o sangue negro do Mississipi parece correr-lhe nas veias. Por outro lado, há a melódica harmónica do saudoso &lt;strong&gt;Brian Jones&lt;/strong&gt; - haverá instrumento mais expressivo? - que acompanha a voz de &lt;strong&gt;Jagger&lt;/strong&gt;, dando-lhe consistência, tempo e espaço. Depois há &lt;strong&gt;Charlie Watts&lt;/strong&gt; a marcar o ritmo, sóbrio e natural, como o batimento cardíaco da canção. E só depois surgem &lt;strong&gt;Keith Richards&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Bill Wyman&lt;/strong&gt;, que complementavam aquele momento de perfeição. E quando estamos arrebatados por isto tudo, heis que &lt;strong&gt;Jagger&lt;/strong&gt; irrompe com &lt;i&gt;well now boy "Reach for the sky"!&lt;/i&gt;, sublime, como se os céus descessem à Terra por instantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O adjectivo só pode ser perfeito. Ouvimos vezes sem conta o vinil, até o prato do gira-discos estar cansado e cada vez nos soa melhor. E depois, toda a música que escutamos a seguir ganha outro significado. É que, e recorrendo mais uma vez a &lt;strong&gt;Steven Tyler&lt;/strong&gt;, &lt;i&gt;há músicas boas e músicas más, mas se mexerem contigo daquela maneira especial, então é uma dávida de Deus&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.stones.at/stones/rarelive/copsandr.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Cops And Robbers&lt;/strong&gt;; Cops And Robbers; 1964]&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-109542772904029855?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/109542772904029855/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=109542772904029855' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109542772904029855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109542772904029855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/09/well-now-boy-reach-for-sky.html' title='Well now boy &quot;Reach for the sky!&quot;'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-109534860079474693</id><published>2004-09-16T07:57:00.000-07:00</published><updated>2004-09-16T08:30:00.793-07:00</updated><title type='text'>Óbito</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.cotonete.iol.pt/upload/j/johnny_ramone_ramones.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;strong&gt;Johnny Ramone . 1948-2004&lt;/strong&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faleceu esta madrugada &lt;strong&gt;Johnny Ramone&lt;/strong&gt;, vítima de um cancro na próstata que o atormentava há já cinco anos.&lt;br /&gt;John Cummings adoptou o nome de &lt;strong&gt;Johnny Ramone&lt;/strong&gt;, quando se juntou aos seus irmãos de armas, para tocar guitarra, fundando assim os &lt;strong&gt;Ramones&lt;/strong&gt;. Depois de &lt;strong&gt;Joey&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Dee Dee&lt;/strong&gt;, foi a vez de &lt;strong&gt;Johnny Ramone&lt;/strong&gt; desaparecer do mundo dos vivos para se juntar no Olimpo dos músicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o punk nasceu com os &lt;strong&gt;Sex Pistols&lt;/strong&gt;, então foi com os &lt;strong&gt;Ramones&lt;/strong&gt; com quem ele cresceu. É certo que os britânicos tinham a atitude, mas não passava disso: manobras de marketing, chamarizes dos media... Era o aproveitar natural das diabtrices de quatro miúdos na flor da vida, nas orgias de álcool, drogas e sexo, que nem quase tocar sabiam. Há quem defenda mesmo que os &lt;strong&gt;Sex Pistols&lt;/strong&gt; foram a primeira &lt;i&gt;boysband&lt;/i&gt; da história da música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado do Atlântico, mais propriamente em Nova Iorque, surgiam em 1974, a mítica banda chamada &lt;strong&gt;Ramones&lt;/strong&gt;, que souberam adoptar o punk, nascido na Inglaterra e educa-lo, transformando-o no que é hoje. São umas das maiores influências da música, no campo não só do punk, mas sobretudo do rock. &lt;br /&gt;Os &lt;strong&gt;Ramones&lt;/strong&gt; tiveram atitude, foram a verdadeira revolução política na música que sacudiu a revolução das massas jovens urbanas e foram, sobretudo, bons músicos. E prova disso, é a intemporalidade das suas músicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa altura, em que a denominação punk é enxovalhada, cuja reputação é arrastada pela lama por miúdos auto-denominados punks (alguém falou nos &lt;strong&gt;Blink 182&lt;/strong&gt; ou nos &lt;strong&gt;Fonzie&lt;/strong&gt;?) - como se isso fosse possível hoje em dia - aconselha-se a todos os que não conhecem que peguem nas raízes: nos &lt;strong&gt;Sex Pistols&lt;/strong&gt;, nos &lt;strong&gt;Ramones&lt;/strong&gt; e nos &lt;strong&gt;Clash&lt;/strong&gt;. Porque como diria &lt;strong&gt;Steven Tyler&lt;/strong&gt; acerca de &lt;strong&gt;Janis Joplin&lt;/strong&gt;, &lt;i&gt;se não sabes quem foram os &lt;strong&gt;Ramones&lt;/strong&gt; então as únicas raízes que tens são as do cabelo&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://images.google.pt/images?q=tbn:kv2-QQPxo2YJ:www.coveralia.com/audio/r/Ramones-We_Are_A_Happy_Family-Frontal.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Blitzkireg Bop&lt;/strong&gt;; We Are A Familly, A Tribute To The Ramones; 2002]&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-109534860079474693?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/109534860079474693/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=109534860079474693' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109534860079474693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109534860079474693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/09/bito.html' title='Óbito'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-109520985337717137</id><published>2004-09-14T17:20:00.000-07:00</published><updated>2004-09-14T17:57:33.376-07:00</updated><title type='text'>Scott Weiland, o último dos rockstars</title><content type='html'>Reza a história que os três ex-membros dos &lt;strong&gt;Guns n' Roses&lt;/strong&gt; - &lt;strong&gt;Slash&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Duff&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Matt&lt;/strong&gt; - se juntaram para tocar num concerto de tributo ao amigo &lt;strong&gt;Randy Castillo&lt;/strong&gt; [ex-baterista de &lt;strong&gt;Ozzy Osborne&lt;/strong&gt;]. E parece que a experiência foi tão revitalizadora que, os três amigos ao recordarem os tempos idos de sucesso ao lado de &lt;strong&gt;Izzy Stradlin&lt;/strong&gt; - e mais tarde &lt;strong&gt;Gilby Clarke&lt;/strong&gt; - e &lt;strong&gt;Axl Rose&lt;/strong&gt;, decidiram abandonar os seus projectos que teimavam em se manter afastados do sucesso - &lt;strong&gt;Slash's Snakepit&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Loaded&lt;/strong&gt; e até mesmo, os &lt;strong&gt;The Cult&lt;/strong&gt; - para formarem uma nova banda.&lt;br /&gt;Recrutaram &lt;strong&gt;Dave Kushner&lt;/strong&gt; para complementar a secção rítmica e apontaram baterias para um vocalista, capaz de dar a cara por aquele novo projecto rock. O retrato era fácil: uma fusão entre a veia criadora de &lt;strong&gt;Lennon&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;McCartney&lt;/strong&gt; com a irreverência de &lt;strong&gt;Billy Idol&lt;/strong&gt;, aliado ao estilo de &lt;strong&gt;Steven Tyler&lt;/strong&gt; e ao glamour(?) de &lt;strong&gt;Alice Cooper&lt;/strong&gt;. No entanto, a escolha era mais difícil do que parecia e assomava-se mesmo épica. &lt;strong&gt;Scott Weiland&lt;/strong&gt; era uma boa escolha, mas estava com os &lt;strong&gt;Stone Temple Pilots&lt;/strong&gt;; &lt;strong&gt;Mike Patton&lt;/strong&gt; rejeitou a favor dos seus inúmeros projectos; e os verdadeiros rockers escasseavam. A solução foi recorrer a um reality show mascarado de casting gigantesco; mas quando a melhor hipótese era &lt;strong&gt;Sebastian Bach&lt;/strong&gt; [&lt;strong&gt;Skid Row&lt;/strong&gt;], a qualidade dos candidatos fica bem patente.&lt;br /&gt;A tarefa parecia hercúlea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, como que por acção divina, &lt;strong&gt;Scott Weiland&lt;/strong&gt; desmantelou os inactivos &lt;strong&gt;STP&lt;/strong&gt; e juntou-se aos quatro músicos, nascendo assim os &lt;strong&gt;Velvet Revolver&lt;/strong&gt;, transformando uma nova banda rock, numa super nova banda rock. Estava encontrado o último dos rockstars.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O epíteto parece exagerado, mas não o é.&lt;br /&gt;Numa altura em que a música é um negócio volátil, apenas e só apontado para as grandes massas, o verdadeiro espírito do rock n' roll tende a desaparecer. É que no meio de tanto marketing, merchandising e regras de promoção, vigiadas por bandos de agentes publicitários e managers, os músicos já nem têm possibilidade de se dedicarem à música que gostam, quanto mais ao sexo, drogas e rock n' roll.&lt;br /&gt;Se a própria música é dirigida por directrizes pré-definidas, o que dizer da vida dos próprios artistas?&lt;br /&gt;No entanto, continua a haver &lt;strong&gt;Scott Weiland&lt;/strong&gt;, que manda tudo isto para trás das costas e continua a acreditar e a viver segundo a máxima &lt;i&gt;sexo, drogas e rock n' roll&lt;/i&gt;, com apetência para as segundas.&lt;br /&gt;E não digo isto apenas pelas suas jornadas periódicas por clínicas de reabilitação; digo isto porque basta olhar para os olhos (vidrados) de &lt;strong&gt;Scott Weiland&lt;/strong&gt; para ver que ele vive o momento, que sabe o que é a liberdade e a vida. E quantos músicos hoje em dia, se podem orgulhar de já terem sido presos uma vez, quanto mais as incontáveis vezes que &lt;strong&gt;Weiland&lt;/strong&gt; já o foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outras palavras, &lt;strong&gt;Scott Weiland&lt;/strong&gt; parece um drogado alienado, com estilo, a quem as calças de licra ficam bem, que sabe cantar e dançar e que sabe o abedecedário do rock n' roll.&lt;br /&gt;Em suma, é o último dos rockstars! Hail hail to rock n' roll!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.- Os &lt;strong&gt;Velvet Revolver&lt;/strong&gt; passaram este domingo pelo Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Curioso, em como há uma década o grunge não conjugava com o glam rock (afinal o primeiro tinha assassinado o segundo) e agora os dois fundidos fazem todo o sentido.&lt;br /&gt;É certo que lhes falta confiança e um segundo álbum para melhorarem musicalmente. Mas um concerto com aquela força toda nunca pode ser um mau concerto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.somlivre.pt/capas/079462.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Big Machine&lt;/strong&gt;; Contraband; 2004]&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-109520985337717137?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/109520985337717137/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=109520985337717137' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109520985337717137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109520985337717137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/09/scott-weiland-o-ltimo-dos-rockstars.html' title='Scott Weiland, o último dos rockstars'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-109497036383605208</id><published>2004-09-11T23:26:00.000-07:00</published><updated>2004-09-11T23:32:19.726-07:00</updated><title type='text'>A comovente simplicidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/41/1577/640/down%20colorful%20hill.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/41/1577/320/down%20colorful%20hill.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span &gt;O primeiro disco do quarteto norte-americano &lt;strong&gt;Red House Painters&lt;/strong&gt; dá inicio a um respeitável catálogo de boas canções. Não é, provavelmente e apesar de tudo, o melhor album da banda mas é ele que tem o privilégio de abrir o pano para o espectáculo consequentemente inaugurado. E apesar de ser editado em Agosto (1992) traz consigo toda a melancolia inerente ao Inverno que não se fará rogado ao ouvir as preces destes senhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Down Colorful Hill&lt;/strong&gt; é um album honesto e sem grandes rodeios. Pretende apenas comover-nos. Fazer-nos fechar os olhos sem nos deixar com acção para mais nada que não seja respirar. Mas tem também a faculdade de nos conduzir até às emoções dos nossos pensamentos ainda despertos e inabaláveis. Aqueles que duram ganhando cada vez mais consistência e os mesmos que tornam o nosso estado vegetativo em algo mentalmente descofortável mas que ao qual não conseguimos fujir se queremos continuar a respirar. Vamos assim escorregando no sofá que faz as honras de nos amparar neste precioso momento de introspecção que durará para além da última nota a ser ouvida pelos nossos ouvidos ainda dormentes. E quando finalmente nos levantamos para acender a luz ficamos com a sensação pesada de quem anda à chuva depois de um dia onde mais nada podia ter corrido mal.&lt;br /&gt;É um disco impróprio para os dias em que sentimos que a chuva pára apenas com um largo sorriso. Muito próprio para quando chorar é o unico remédio para nos pôr a dormir.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.hello.com/" target="ext"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; PADDING-LEFT: 0px; BACKGROUND: none transparent scroll repeat 0% 0%; PADDING-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; PADDING-TOP: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="Posted by Hello" src="http://photos1.blogger.com/pbh.gif" align="absMiddle" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-109497036383605208?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/109497036383605208/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=109497036383605208' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109497036383605208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109497036383605208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/09/comovente-simplicidade.html' title='A comovente simplicidade'/><author><name>mezzanine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05885292293777994554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-109492478584917785</id><published>2004-09-11T10:11:00.000-07:00</published><updated>2004-09-11T10:46:25.850-07:00</updated><title type='text'>A propósito dos Libertines e da sua passagem pelo Garage</title><content type='html'>Pouco habituados a ficar para trás no que diz respeito à música, os ingleses parecem ter ficado aflitos aquando do revivalismo do rock n' roll, tão merecidamente protagonizado em primeira instância pelos norte-americanos &lt;strong&gt;The Strokes&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;De repente, quando já se deixara de ouvir apenas nos vãos de escada para se ouvir em todo o lado que &lt;i&gt;o rock estava morto&lt;/i&gt;, o rock n' roll renasce pela mão de um colectivo norte-americano que rapidamente se espalhou internacionalmente. E se os ingleses não estavam habituados a ver os americanos a roubarem-lhe o protagonismo nos tronos musicais, muito menos estavam ao ver esses tronos ocupados por bandas de tudo o que era lado, fossem eles da Suécia [&lt;strong&gt;The Hives&lt;/strong&gt;], da Nova Zelândia [&lt;strong&gt;The Datsuns&lt;/strong&gt;], ou até da vizinha Escócia [&lt;strong&gt;Franz Ferdinand&lt;/strong&gt;].&lt;br /&gt;Por isso, os media ingleses rapidamente se apressaram em busca da &lt;i&gt;next big thing&lt;/i&gt;; alguém capaz de fazer frente a ianques e a europeus; e alguém capaz de passar a figurar nas cadernetas da música da actualidade, em poucas semanas. E assim surgiram os &lt;strong&gt;The Libertines&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, os &lt;strong&gt;The Libertines&lt;/strong&gt; encaixavam-se como uma luva nas pretensões dos media ingleses. Protelavam um rock retro, mas orelhudo, onde se ouvia os &lt;strong&gt;Clash&lt;/strong&gt; a tropeçar nos &lt;strong&gt;The Kinks&lt;/strong&gt;; e ao mesmo tempo, apareciam enrolados na bandeira inglesa, quais Union Jacks patrióticos musicais. O hype foi imediato, o sucesso consequente e não demorou muito até serem considerados como &lt;i&gt;a banda mais importante desta geração&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Up The Bracket&lt;/strong&gt;, o álbum de estreia, era promissor. Mas rapidamente, as atenções viraram-se para outros factos. Pete Doherty, o guitarrista/vocalista, não conseguia afastar-se do verdadeiro espírito rocker, do sexo, drogas e rock n' roll, com apetecência para as segundas. Os media não perdoavam e as suas diabtrices não ajudavam. Rapidamente, Doherty se viu a braços com a justiça, foi preso, abandonado pela namorada e despedido da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Actualmente, apesar de ter sido lançado o segundo álbum, de nome homónimo, o resultado não foi muito convincente. E adivinha-se que se Doherty não vencer a luta contra a heroína, que isso será o fim dos &lt;strong&gt;Libs&lt;/strong&gt;. A imprensa britânica já o entendeu. E a sucessão já recomeçou.&lt;br /&gt;Por isso, a minha opinião é que o próximo nome a decorar, vindo das terras de sua majestade, catalogados como a &lt;i&gt;next big thing&lt;/i&gt;, vão responder pelo nome &lt;strong&gt;The Blueskins&lt;/strong&gt;. O álbum de estreia chama-se &lt;strong&gt;Word Of Mouth&lt;/strong&gt; e o colectivo inglês está neste momento na pole position para a sucessão dos &lt;strong&gt;The Libertines&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não são tão agressivos quanto os &lt;strong&gt;The Libertines&lt;/strong&gt;, mas o que perdem no punk, ganham-no no pop. Atitude não lhes falta, refrões e guitarradas orelhudos também não e ganham ainda uma consistência pop de herança betleniana, aliada a uma influência retro rock de uns certos &lt;strong&gt;Led Zeppelin&lt;/strong&gt; - até o registo vocal, faz lembrar &lt;strong&gt;Robert Plant&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Por tudo isto e mais umas razões, &lt;strong&gt;The Blueskins&lt;/strong&gt; são a minha aposta para a sucessão do trono da música rock em Inglaterra. O tempo dirá se tenho razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. - Afinal, ao contrário do título, o texto acabou por ter pouco a ver com a passagem dos &lt;strong&gt;The Libertines&lt;/strong&gt; pelo Paradise Garage, ontem à noite. Mas também parece que foi a meio-gás. A adivinhar o declínio que se assoma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.somlivre.pt/capas/079420.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Ellie Meadows&lt;/strong&gt;; Word Of Mouth; 2004]&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-109492478584917785?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/109492478584917785/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=109492478584917785' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109492478584917785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109492478584917785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/09/propsito-dos-libertines-e-da-sua.html' title='A propósito dos Libertines e da sua passagem pelo Garage'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-109481364262905605</id><published>2004-09-10T03:34:00.000-07:00</published><updated>2004-09-10T03:54:02.630-07:00</updated><title type='text'>Porque os génios também precisam de companhia</title><content type='html'>Finalmente, tenho nas mãos o último disco de &lt;strong&gt;Ray Charles&lt;/strong&gt;. E finalmente, estou a ouvir o último sonho de &lt;strong&gt;Ray Charles&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O álbum chama-se &lt;strong&gt;Genius Loves Company&lt;/strong&gt; e foi o resultado de um antigo sonho de &lt;strong&gt;Ray Charles&lt;/strong&gt;, de gravar o seu próprio álbum de duetos com alguns dos seus amigos. E assim, as gravações decorreram durante um ano e foram terminadas poucos meses antes do desaparecimento do &lt;i&gt;pai do soul&lt;/i&gt;, que teve que interromper as gravações algumas vezes, devido à sua já debilitante condição física.&lt;br /&gt;No entanto, ao escutar o álbum isso não se nota. O que se nota é o último registo de um génio, que mudou a música, encantou gerações e que desde muito cedo reservou o seu lugar no céu dos músicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;strong&gt;Genius Loves Company&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Ray Charles&lt;/strong&gt; reuniu uma mão cheia de versáteis amigos, desde &lt;strong&gt;BB King&lt;/strong&gt; a &lt;strong&gt;Diana Krall&lt;/strong&gt;, passando por &lt;strong&gt;Elton John&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;Van Morrison&lt;/strong&gt;. O resultado foi um dos mais frescos e agradáveis álbuns das últimas décadas do cantor norte-americano.&lt;br /&gt;Cego desde os sete anos, &lt;strong&gt;Ray Charles&lt;/strong&gt; desde muito cedo que se notabilizou à frente do piano, com a sua voz versátil e audaz, criando celeuma nos anos 60 devido ao seu estilo de música, muito gospel, muito r&amp;b e muito boogie, que fez os mais conservadores levantarem-se.&lt;br /&gt;Neste &lt;strong&gt;Genius Loves Company&lt;/strong&gt; todos estes anos de história são audíveis; e se as músicas soam aquilo que estamos habituados a ouvir no reportório dos convidados, o que é certo é que todas soam a &lt;strong&gt;Ray Charles&lt;/strong&gt;. Mesmo que seja o jazz de &lt;strong&gt;You Don't Know Me&lt;/strong&gt; (com &lt;strong&gt;Diana Krall&lt;/strong&gt;), o blues de &lt;strong&gt;Sinner's Prayer&lt;/strong&gt; (&lt;strong&gt;BB King&lt;/strong&gt;), o folk de &lt;strong&gt;It Was A Very Good Year&lt;/strong&gt; (com &lt;strong&gt;Willie Nelson&lt;/strong&gt;), o gospel de &lt;strong&gt;Heaven Help Us All&lt;/strong&gt; (com &lt;strong&gt;Gladys Knight&lt;/strong&gt;) ou o tradicionalismo de &lt;strong&gt;Somewhere Over The Rainbow&lt;/strong&gt; (com &lt;strong&gt;Johnny Mathis&lt;/strong&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Genius Loves Company&lt;/strong&gt; não é o disco de &lt;strong&gt;Ray Charles&lt;/strong&gt;. Mas é um álbum obrigatório. &lt;br /&gt;Porque os génios também precisam de companhia. Mesmo que este génio seja o pai do soul.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-109481364262905605?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/109481364262905605/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=109481364262905605' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109481364262905605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109481364262905605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/09/porque-os-gnios-tambm-precisam-de.html' title='Porque os génios também precisam de companhia'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-109481193966462715</id><published>2004-09-10T03:11:00.000-07:00</published><updated>2004-09-10T03:33:35.780-07:00</updated><title type='text'>Esta tarde, no meu leitor de CD's</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.interneted.com/recordcoverart/queensofstoneagerated.jpg"&gt; &lt;img src="http://www.somlivre.pt/capas/079905.jpg"&gt; &lt;img src="http://www.somlivre.pt/capas/077932.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[&lt;strong&gt;Queens Of The Stone Age&lt;/strong&gt; - Rated R; &lt;strong&gt;Ray Charles&lt;/strong&gt; - Genius Loves Company; &lt;strong&gt;Pedro Abrunhosa&lt;/strong&gt; - Palco]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-109481193966462715?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/109481193966462715/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=109481193966462715' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109481193966462715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109481193966462715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/09/esta-tarde-no-meu-leitor-de-cds.html' title='Esta tarde, no meu leitor de CD&apos;s'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-109466950619346347</id><published>2004-09-08T11:12:00.000-07:00</published><updated>2004-09-08T12:00:05.700-07:00</updated><title type='text'>Apresentando Danko Jones</title><content type='html'>Lembro-me de o ano passado ter ido ao Festival Paredes de Coura e, em frente ao palco, estar com apenas mais três outras pessoas que conheciam o trio canadiano que se preparava para estrear em solo lusitano, que respondiam pelo nome &lt;strong&gt;Danko Jones&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;O que começou por ser um concerto às escuras, para apenas meia dúzia de pessoas que conheciam previamente o que estavam a ver e ouvir, tornou-se rapidamente num espectáculo louco para dezasseis mil espectadores (no mínimo) - a apresentação não poderia ter corrido melhor.&lt;br /&gt;Hoje, já não há um único pseudo-entendido de música moderna que não apregoe aos magotes de amigos que o rodeiam, os benefícios da música deste colectivo canadiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem ainda não ouviu falar, trata-se de um &lt;i&gt;power trio&lt;/i&gt; tradicional - guitarra/voz, bateria e baixo - natural do Canadá, que adopta o nome do seu &lt;i&gt;frontman&lt;/i&gt;, o vocalista e guitarrista &lt;strong&gt;Danko Jones&lt;/strong&gt;. Assentes nesta combinação, que já por si é explosiva, os &lt;strong&gt;Danko Jones&lt;/strong&gt; são uma experiência bombástica quando experimentada ao vivo - são toneladas de adrenalina injctadas nas veias a um ritmo alucinante e galões intermináveis de testoterona bombeada directamente para o coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;strong&gt;Danko Jones&lt;/strong&gt; são verdadeiros animais de palco (e quando se fala da banda, o seu nome confunde-se com o vocalista, porque os dois são quase o mesmo e falar de um em particular e de outro em geral, é como falar quase do mesmo), altamente rodados após anos de estrada, alcatrão e poeira, em que se negavam frontalmente a entrar em estúdio e a assinar contratos com qualquer produtora, afastando todas e quaisquer pressões capazes de impedir de os fazer aquilo que queriam e gostavam - rock n' roll!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, os &lt;strong&gt;Danko Jones&lt;/strong&gt; não são os salvadores do rock, mas sem dúvida que têm contribuído para que este se mantenha vivo. Não se apresentam com a presunção de reinventar a música, mas estão lá para tocar aquilo que gostam - nariz ao vento, guitarras ao alto e bateria à desgarrada, num rock muito retro, sem rodriguinhos ou jogos de cintura.&lt;br /&gt;É certo que se escreve o nome dos &lt;strong&gt;AC/DC&lt;/strong&gt;, dos &lt;strong&gt;MC5&lt;/strong&gt; ou dos &lt;strong&gt;Deep Purple&lt;/strong&gt;, quando se tenta descrever o som deste trio sui generis canadiano, mas o que é certo é que as raízes do rock estão lá todas. E &lt;strong&gt;Danko Jones&lt;/strong&gt; faz questão de deixar isto bem claro, em todos os concertos, no final de &lt;strong&gt;Mountain&lt;/strong&gt;, quando clama pelos grandes nomes que já nos deixaram, sejam eles &lt;strong&gt;Robert Johnson&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Cliff Burton&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Joey Ramone&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Joe Strummer&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Marvin Gaye&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;Otis Redding&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;strong&gt;Danko Jones&lt;/strong&gt; não venderam a alma ao diabo num certo cruzamento no deserto norte-americano; mas quando &lt;strong&gt;Robert Johnson&lt;/strong&gt; vendeu a sua, eles estavam lá. Também não juntaram a palavra de Deus à palavra do Diabo, em forma de música; mas quando &lt;strong&gt;Ray Charles&lt;/strong&gt; o fez pela primeira vez, também estavam lá. E também é certo que não se juntaram para cantar o amor; mas enquanto &lt;strong&gt;Marvin Gaye&lt;/strong&gt; o cantava, eles enfatizavam o sexo.&lt;br /&gt;Os &lt;strong&gt;Danko Jones&lt;/strong&gt; não vão reinventar a música. Se calhar, até vai conhecer todas as músicas antes de as ouvir. Mas de certeza que não o vão deixar quieto um instante. E no final do disco, as suas pernas vão estar trôpegas de saltar e a sua voz rouca de gritar. Como se tivesse levado uma autêntica sova. Porque a sua música são autênticas sovas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Danko Jones&lt;/strong&gt; são, talvez, a banda da actualidade mais brutal em palco. &lt;br /&gt;E como já alguém se definiu, eles &lt;i&gt;não querem descobrir a pólvora. Apenas senti-la explodir.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.somlivre.pt/capas/077514.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Wait A Minute&lt;/strong&gt;; We Sweat Blood; 2003]&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-109466950619346347?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/109466950619346347/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=109466950619346347' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109466950619346347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109466950619346347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/09/apresentando-danko-jones.html' title='Apresentando Danko Jones'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-109456018914165324</id><published>2004-09-07T05:29:00.000-07:00</published><updated>2004-09-07T05:49:15.436-07:00</updated><title type='text'>5 razões para o sucesso dos Clã</title><content type='html'>Ontem, após assistir a mais um (grande) concerto dos &lt;strong&gt;Clã&lt;/strong&gt;, pus-me a pensar qual o motivo do seu grande sucesso nacional, que os torna em uma das bandas portuguesas mais acarinhadas pelo grande público. E encontrei cinco razões que podem explicar a razão para tal sucesso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º- Porque são uma banda com um som jovem, moderno e fresco, capaz de dar novas roupagens com contornos de dança a clássicos de bandas como os &lt;strong&gt;Rolling Stones&lt;/strong&gt; [&lt;strong&gt;I'm Free&lt;/strong&gt;], até ao tradicional &lt;strong&gt;Sérgio Godinho&lt;/strong&gt; [&lt;strong&gt;Espectáculo&lt;/strong&gt;].&lt;br /&gt;2º- Porque &lt;strong&gt;Manuela Azevedo&lt;/strong&gt; é uma autêntica força da Natureza, um verdadeiro furacão em palco, mas com uma voz de anjo, capaz de apaixonar e amolecer o coração mais duro.&lt;br /&gt;3º- Porque os &lt;strong&gt;Clã&lt;/strong&gt; mantêm na sua música, apesar de dissimulada no sintetizador, na guitarra e afins, uma pinga do nosso tão tradicional fado.&lt;br /&gt;4º- Porque são uma banda versátil, que consegue alternar momentos de verdadeira euforia, pondo milhares de pessoas a saltar com &lt;strong&gt;Dançar Na Corda Bamba&lt;/strong&gt;, para logo depois meter todas estas pessoas a cantar em coro, de isqueiro em riste, &lt;strong&gt;O Sopro Do Coração&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;5º- Porque são uma das bandas mais interessantes no que diz respeito às letras, o que se traduz nas várias colaborações de alguns dos mais importantes "poetas" da música actual, de &lt;strong&gt;Carlos Tê&lt;/strong&gt; a &lt;strong&gt;Sérgio Godinho&lt;/strong&gt;, ou nas recentes colaborações de &lt;strong&gt;Adolfo Luxúria Canibal&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Arnaldo Antunes ou Regina Guimarães&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ter exposto estas cinco possibilidades a várias pessoas, todas elas recusaram-nas e acrescentaram uma, de forma unânime - &lt;i&gt;É por a Manuela Azevedo não usar soutien em palco&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://cla.no.sapo.pt/lustro-capa.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Fahrenheit&lt;/strong&gt;; Lustro; 2000]&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-109456018914165324?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/109456018914165324/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=109456018914165324' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109456018914165324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109456018914165324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/09/5-razes-para-o-sucesso-dos-cl.html' title='5 razões para o sucesso dos Clã'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-109452479837548055</id><published>2004-09-06T19:12:00.000-07:00</published><updated>2004-09-06T19:43:11.493-07:00</updated><title type='text'>Best of... </title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O que acontece é que sempre achei a história dos best of um tanto inexpressiva.&lt;br /&gt;Muitos deles parecem despertar numa altura de pouca criatividade em que a questão ganhar dinheiro se impõe e por isso se torna válida a hipótese. Isto explica o facto de muitas vezes serem editados a seguir a um segundo ou terceiro álbum. O que acontece é que a questão do romantismo musical é muito importante. Não me agrada pensar que existe gente que anda nisto porque precisa de ganhar dinheiro mas sim que há gente que gosta de música acima de tudo para conseguir pisar a industria.&lt;br /&gt;Um álbum é normalmente feito no sentido de funcionar no seu conjunto, agora o que acontece a um best of?! Ou o fazem a pensar no conjunto, e isto afastaria o tom de best of, ou o fazem como as melhores músicas a ser incluidas e ai provavelmente o conjunto vai ser despromovido.&lt;br /&gt;Existe agora a problemática de quase sempre não se gostar do que vem incluido no best of, ou achar que a solução de inclusão das músicas não foi a melhor. É claro que não se pode agradar a gregos e a troianos mas pelo menos num álbum comum não temos ninguém a quem atribuir as culpas se achamos que aquela música não funciona. Num best of vamos sempre achar que aquela ou outra deviam lá estar e que a que estamos a ouvir no momento devia ter sido esquecida por toda a eternidade.&lt;br /&gt;Bem, é um grito de revolta apenas. É até provável que mais ninguém sinta o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-109452479837548055?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/109452479837548055/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=109452479837548055' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109452479837548055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109452479837548055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/09/best-of.html' title='Best of... '/><author><name>mezzanine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05885292293777994554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-109438289261510091</id><published>2004-09-05T03:45:00.000-07:00</published><updated>2004-09-05T04:15:48.000-07:00</updated><title type='text'>Será estranho gostar de Prince?</title><content type='html'>Na escala cronológica evolutiva da música, existe já um marco eregido a &lt;strong&gt;Prince&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que &lt;strong&gt;Prince&lt;/strong&gt; é um músico ostracizado, principalmente desde os anos 90, tanto pelas suas presunções que o fizeram alterar o nome artístico várias vezes (&lt;strong&gt;The Artist Also Known As&lt;/strong&gt; ou simplesmente &lt;strong&gt;The Artist&lt;/strong&gt;), como pelo seu aspecto excêntrico. Também a sua música deixou de fazer algum sentido, depois dos anos 80.&lt;br /&gt;No entanto, é sem dúvida uma das grandes influências da música electrónica, da música de dança, da música pop e, principalmente, do funk, que dificilmente é reconhecida publicamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se &lt;strong&gt;James Brown&lt;/strong&gt; é o avô do funk, &lt;strong&gt;Prince&lt;/strong&gt; é sem dúvida, o pai do funk! Talvez seja um epíteto exagerado, mas o que é certo é que ninguém influênciou tanto o funk e os ritmos de dança electrónicos como ele, desde &lt;strong&gt;James Brown&lt;/strong&gt; - nem mesmo &lt;strong&gt;Sly And The Family Stone&lt;/strong&gt; (que também já tem o seu altar erguido na escala cronólogica da música).&lt;br /&gt;Mas &lt;strong&gt;Prince&lt;/strong&gt; não se fica por &lt;strong&gt;James Brown&lt;/strong&gt;; vai beber a &lt;strong&gt;Jimi Hendrix&lt;/strong&gt;, a &lt;strong&gt;Otis Redding&lt;/strong&gt;, a &lt;strong&gt;John Coltrane&lt;/strong&gt; e a um sem número de influências intemporais, criando um estilo próprio à volta da sua &lt;i&gt;sex-love-politic music&lt;/i&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anos 80 foram uma década difícil, em relação à música. No entanto, apesar de ter lançado o primeiro álbum ainda em 1978 [&lt;strong&gt;For You&lt;/strong&gt;], &lt;strong&gt;Prince&lt;/strong&gt; tornou-se uma das referências da década, primeiro com um disco chamado &lt;strong&gt;Purple Rain&lt;/strong&gt;, em 1984, e três anos depois com uma obra de arte dupla, de seu título &lt;strong&gt;Sign O' The Times&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Prince&lt;/strong&gt; é um artista fantástico - e para isso basta relembrar a sua passagem pelo Estádio de Alvalade, em 1993, mostrando que é um dos maiores fenómenos musicais a actuar ao vivo - e um multifacetado instrumentista, já para não mencionar os seus dotes de dançarino. E se em &lt;strong&gt;Purple Rain&lt;/strong&gt; era abordado um rock-soul electrónico influencionado pelo funk e pela música electrónica, em &lt;strong&gt;Sign O' The Times&lt;/strong&gt; é abordado o funk, com influência do rock, do soul, do blues, do jazz e claro, da música electrónica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Actualmente, &lt;strong&gt;Prince&lt;/strong&gt; é alvo de todos os preconceitos. No entanto, não haverá quem nunca dançasse (delirasse, é talvez a melhor palavra) numa pista de dança ao som do &lt;strong&gt;Kiss&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Musicology&lt;/strong&gt;, lançado este ano e que marca o seu regresso aos grandes contratos editoriais, depois de um longo hiato a criar álbuns menores, continua pelo topo das tabelas; no entanto, ninguém confessa que o comprou.&lt;br /&gt;Há algum tempo, houve alguém que disse que &lt;i&gt;só temos três certezas na vida: todos nascemos, todos morremos e que Prince vai lançar mais um álbum&lt;/i&gt;. Pois que o seja. E ainda bem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.somlivre.pt/capas/079184.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Musicology&lt;/strong&gt;; Musicology; 2004]&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-109438289261510091?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/109438289261510091/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=109438289261510091' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109438289261510091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109438289261510091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/09/ser-estranho-gostar-de-prince.html' title='Será estranho gostar de Prince?'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-109415208126891439</id><published>2004-09-02T11:35:00.000-07:00</published><updated>2004-09-02T12:14:24.353-07:00</updated><title type='text'>Coimbra, capital nacional do rock</title><content type='html'>A frase não é da minha autoria, mas faço dela minha.&lt;br /&gt;Para quem não está dentro da actualidade musical nacional (ou até mesmo para quem está), pode parecer um pouco estranho. Mas Coimbra é sem dúvida, o berço do estado actual da música portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo graças a um nome: &lt;strong&gt;Tédio Boys&lt;/strong&gt;! De facto, surgidos numa época em que se procurava um novo rumo na música portuguesa, este colectivo veio agitar a realidade nacional. Mostrando que afinal se pode gostar de algo já passado, que não é necessário inovar constantemente, os &lt;strong&gt;Tédio Boys&lt;/strong&gt; revisitaram o rockabilly, o rock n' roll e os blues; e voltaram a aparecer as suiças, as poupas, a brilhantina, as calças de ganga justas e as botas bicudas.&lt;br /&gt;A importância dos &lt;strong&gt;Tédio Boys&lt;/strong&gt; reflectiu-se mais no underground musical português, mas quando um certo &lt;strong&gt;Joey Ramone&lt;/strong&gt; os convidou pessoalmente para actuarem na sua festa de aniversário, na sua própria casa, este conjunto natural de Coimbra começou a ser visto de outra maneira pelos mais cépticos. Porque mesmo que não se acreditasse na sua música, era impossível não ficar rendido à força que empregavam em palco, à energia e à electricidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, tão depressa como apareceram, também desapareceram. E das cinzas dos &lt;strong&gt;Tédio Boys&lt;/strong&gt;, levantaram-se outros projectos, que começam agora a dar cartas no panorama musical nacional, que só pecam por tardias. &lt;br /&gt;O primeiro caso de sucesso, foi o projecto de Paulo Furtado, &lt;strong&gt;The Wraygunn&lt;/strong&gt;. Revisitando as raízes da música, dos grandes mestres do blues, acenando ao funk de &lt;strong&gt;James Brown&lt;/strong&gt;, sorrindo ao gospel, saltando no rock e visitando tudo o mais que seja audível, os &lt;strong&gt;The Wraygunn&lt;/strong&gt; são actualmente uma das bandas portuguesas mais interessantes. E em palco, Paulo Furtado tem oportunidade de extravasar toda a sua demência saudável, seja ela ao rebolar na lama, seja ela ao desafiar o próprio Diabo. O que é certo, é que qualquer que seja o concerto que se assista, será uma experiência memorável.&lt;br /&gt;Paulo Furtado tem ainda possibilidade de dar fuga a essa sua criatividade demente, com o projecto a solo de &lt;strong&gt;The Legendary Tigerman&lt;/strong&gt;. Ao assumir esta pele, Furtado transforma-se num branco que queria ser negro, nascido nas margens do Mississipi, antes de enbarcar no êxodo para Chicago, cantando o amor, o sexo e as mulheres, numa mão a guitarra, na outra uma garrafa de whisky.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo atrás na carruagem vem Kaló e os seus &lt;strong&gt;Bunnyranch&lt;/strong&gt;. Com um colectivo de peso, Kaló puxa a sua bateria para a frente e toma as rédeas de uma festa pagã de rock n' roll, ligada automaticamente à electricidade, recusando pactos com o Diabo, obrigando mesmo o próprio anjo do mal a vender a sua alma a eles. É rock puro e duro, em toda a sua essência, que faz saltar, dançar e gritar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais discretos são os &lt;strong&gt;D3ö&lt;/strong&gt; (lê-se &lt;i&gt;the trio&lt;/i&gt;), de Tony Fortuna. Um power trio que bebe nas mesmas fontes e que ganha mais força ao vivo do que em disco. Talvez por isso, apareçam ainda na sombra. Mas não deixam de ser uma explosão sonora, sem medo de plagiar o mais viciante riff da história do rock, se isso for o necessário para fazer carburar essa explosão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois há uns certos &lt;strong&gt;The Parkisons&lt;/strong&gt;. Victor Torpedo e Pedro Xau são o que restava dos &lt;strong&gt;Tédio Boys&lt;/strong&gt;. No entanto, fugiram de Coimbra e refugiaram-se em Londres. E foi lá que nasceu esta colectivo. &lt;br /&gt;Calcorreando a estrada do punk, os &lt;strong&gt;The Parkisons&lt;/strong&gt; começaram a desbravar caminho na &lt;i&gt;adormecida cidade de Londres&lt;/i&gt;, agitando corpos e corações, sendo equiparados aos &lt;strong&gt;The Clash&lt;/strong&gt; pela sua atitude. O seu reconhecimento aumentou com a digressão pelo Japão, onde foram recebidos por milhares em delírio. Espera-se o regresso a Portugal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretando... Coimbra continua a ser a capital nacional do rock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.somlivre.pt/capas/076641.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Tam Tam Tam&lt;/strong&gt;; SixPackTrack; 2003]&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-109415208126891439?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/109415208126891439/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=109415208126891439' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109415208126891439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109415208126891439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/09/coimbra-capital-nacional-do-rock.html' title='Coimbra, capital nacional do rock'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-109409444826685572</id><published>2004-09-01T20:07:00.000-07:00</published><updated>2004-09-02T12:13:59.253-07:00</updated><title type='text'>A Lamb o que é de Lamb...</title><content type='html'>Este não é um assunto novo. Muito provavelmente ocupará um lugar cimeiro no top dos mais falados na industria musical. Muitas vezes pode nem sequer ter a ver com a industria em si mas o que é facto é que a afecta intensamente. Mas o que é realmente verdade é que nem todos conseguem manter um nível de qualidade igual ou superior ao do primeiro álbum editado. Também é de notar (e não podemos só falar nas partes más) que muitos o superam. Os motivos podem ser bastantes, pressão, descontrolo emocional... Mas o que nos interessa mesmo são as consequências. É com elas que temos de lidar. A pergunta resume-se ao seguinte: O que acontece ao poder criativo de alguem que com o primeiro álbum parecia já ter aberto lugar nas nossas estantes para os próximos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1997. Os Lamb editam o primeiro álbum. O homónimo traz consigo uma quantidade de pontos fortes, realmente marcantes e uma perspectiva de um futuro promissor. A voz que trasmite calma constrasta com o ritmo apressado. E a mesma voz, doce e frágil contrasta com os sons duros, metálicos e tipicamente electricos. O contraste aqui é fundamental. É ele que desperta a atenção sobre uma voz marcante e ao mesmo tempo nos prega aos ritmos fortes e complexos que formam a sonoridade de Lamb.&lt;br /&gt;1999. Fear of Fours. Mais maduros. Mas mesmo assim os pontos em comum com o primogénito são inevitáveis. Um ambiente um pouco mais claro e subtil. Um pouco menos dado a aventuras e talvez mais aberto ao mundo. Mas seguro do que quer.&lt;br /&gt;2001. E ver todos subitamente reduzidos aos encantos daquele anjo Gabriel. What Sound. Nem tem tanto encanto assim afinal de contas. Mas é aqui que a voz trata de assumir o controlo das operações. Mas nem por isso trata também de ser um ponto forte. Mais limpa e sem sal. De uma menina a que não se permite usar todo o potencial que tem. Os complexos sons a que nos tinham já habituado já não nos dão o prazer de aparecer ficando assim na maior parte das músicas uma monotonia instalada do principio ao fim dando-nos a sensação que qualquer um podia fazer aquilo.&lt;br /&gt;2003. Between Darkeness and Wonder é calmo. Introspectivo. Mas as canções parecem todas a mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que aqui preenche o desapontamento é que os Lamb começaram realmente muito bem. Se pensarmos bem isso não é tão raro quanto isso. Mas se por ventura acontecesse o contrário haveria uma progressão o que significava que a música lhes tinha ensinado algo. E significava também que eles estavam dispostos a aprender com ela. Neste caso parece que a música os aborrece.  &lt;a href="http://www.hello.com/" target="ext"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; PADDING-LEFT: 0px; BACKGROUND: none transparent scroll repeat 0% 0%; PADDING-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; PADDING-TOP: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="Posted by Hello" src="http://photos1.blogger.com/pbh.gif" align="absMiddle" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/41/1577/640/lamblive10.1.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/41/1577/320/lamblive10.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-109409444826685572?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/109409444826685572/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=109409444826685572' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109409444826685572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109409444826685572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/09/lamb-o-que-de-lamb.html' title='A Lamb o que é de Lamb...'/><author><name>mezzanine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05885292293777994554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-109406435384692691</id><published>2004-09-01T11:08:00.000-07:00</published><updated>2004-09-01T12:35:08.080-07:00</updated><title type='text'>I got blisters on my fingers!</title><content type='html'>O &lt;strong&gt;White Album&lt;/strong&gt; é para muitos (eu incluído) o melhor álbum dos &lt;strong&gt;Beatles&lt;/strong&gt;. É rock tocado numa cave húmida e cavernosa, é blues jogado e arrastado na lama. Enquanto que &lt;strong&gt;Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band&lt;/strong&gt; é psicadélico demais e &lt;strong&gt;Revolver&lt;/strong&gt; já tem demasiado vestígios da vertente, a que chamo &lt;i&gt;obla-di-obla-dá&lt;/i&gt;, &lt;strong&gt;White Album&lt;/strong&gt; é porco, feio e mau (que neste caso é um elogio).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, é um álbum recheado de histórias e das mais variadas perspectivas. Basta rodar o prisma, para a luz passar a incidir de uma maneira completamente diferente. Se na vertente musical é uma magnífica delícia aos ouvidos, numa vertente paranormal adquire um simbolismo assustador, dentro do panorama das mensagens subliminares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os menos cépticos, &lt;strong&gt;White Album&lt;/strong&gt; não é mais que um dos inúmeros passos dissimulados que John Lennon deu na sua tentativa de revelar ao Mundo que o verdadeiro Paul McCartney está morto - para quem não sabe, os teóricos da conspiração defendem que o verdadeiro 'Macca' faleceu de desastre de viação em plena década de 60 e que o estrondoso sucesso da banda levou-os a recrutar um sósia para actuar pela vez do baixista. Mas não é isto que agora interessa. O que interessa é que &lt;strong&gt;Revolution #9&lt;/strong&gt; é um aglomerado de experiências sonoras deveras misterioso, as várias frases ouvidas durante o álbum são estranhas e é certo que John diz mais que uma vez &lt;i&gt;Paul is dead&lt;/i&gt;, seja de trás para a frente, seja de frente para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois roda-se o prisma mais uma vez e &lt;strong&gt;White Album&lt;/strong&gt; assume agora um carácter de objecto de culto pagão, onde Charles Manson e a sua Família desenvoleram uma adoração extrema, descodificando mensagens nas músicas dos &lt;strong&gt;Beatles&lt;/strong&gt;, que só eles compreendiam. O que é certo, é que a interpretação de Manson, que se auto-intitulava o quinto Beatle e, consequentemente, o quinto cavaleiro do apocalipse, de &lt;strong&gt;Piggies&lt;/strong&gt; resultaram no massacre de três pessoas, entre elas a esposa grávida do realizador Roman Polanski, tudo graças ao armagedão iminente entre brancos e negros, descrita em &lt;strong&gt;Helter Skelter&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja como for - seja ligado ao folclore de Manson, seja atrelado ao mundo das mensagens subliminares dos conspiradores, ou simplesmente seja ligado aos melómanos - uma coisa é certa: depois de se escutar &lt;strong&gt;Helter Skelter&lt;/strong&gt;, ouvir Ringo gritar &lt;i&gt;I got blisters on my fingers&lt;/i&gt;, durante o curto hiato que dura até à música seguinte, é simplesmente arrepiante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://al-tereg.planetaclix.pt/images/369f.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Yer Blues&lt;/strong&gt;; White Album; 1968]&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-109406435384692691?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/109406435384692691/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=109406435384692691' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109406435384692691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109406435384692691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/09/i-got-blisters-on-my-fingers.html' title='I got blisters on my fingers!'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-109397675986065421</id><published>2004-08-31T11:07:00.001-07:00</published><updated>2004-08-31T11:34:24.046-07:00</updated><title type='text'>Ter um duo é copiar os The White Stripes?</title><content type='html'>Passaram recentemente por palcos portugueses, mais concretamente em Paredes de Coura, o duo metade inglês, metade americano, &lt;strong&gt;The Kills&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Ele, Hotel de seu nome e ela VV, eram então desconhecidos da maioria do grande público e subiram a palco como a grande incógnita do festival. É certo que passaram com distinção o teste a que estavam sujeitos (apesar dos problemas técnicos), mas não é isso que importa agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é certo é que o duo subiu a palco vestido de cabedal negro como a noite, como bons discípulos dos &lt;strong&gt;Jesus &amp; The Mary Chain&lt;/strong&gt; e rapidamente despiram esta pele, para começar a soltar rock sujo de blues e amor sujo de sexo. Como alguém já escreveu, &lt;i&gt;não é fazer amor, é foder&lt;/i&gt;! &lt;br /&gt;No entanto, mesmo depois deste ataque musical, ainda eram muitos os menos sensíveis e perspicazes de ouvido, que continuavam a olhar para aquele casal em palco e a comentar &lt;i&gt;São mais uns a imitar os &lt;strong&gt;The White Stripes&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt; e de certo, que ainda foram muitos os que foram para casa, comentar com os amigos que tinham visto mais uma cópia dos &lt;strong&gt;The White Stripes&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que os &lt;strong&gt;The White Stripes&lt;/strong&gt; vieram abrir um precedente de duos na música rock, que até então não havia. Mas será que todos os casais que aparecerem a tocar serão cópias dos &lt;strong&gt;The White Stripes&lt;/strong&gt;? Haverá alguém capaz de dizer que os &lt;strong&gt;The Hells&lt;/strong&gt; são uma cópia dos &lt;strong&gt;The White Stripes&lt;/strong&gt;? Haverá alguém capaz de dizer que os &lt;strong&gt;The Raveonettes&lt;/strong&gt; são uma cópia dos &lt;strong&gt;The White Stripes&lt;/strong&gt;? Haverá alguém capaz de dizer que os &lt;strong&gt;Detroit Cobras&lt;/strong&gt; são uma cópia dos &lt;strong&gt;The White Stripes&lt;/strong&gt;? Pelos vistos sim...&lt;br /&gt;Lembro-me de ver o &lt;strong&gt;José Malhoa&lt;/strong&gt; a actuar na televisão, durante os seus tempos áureos, ao lado da sua filha, a ainda então petiz &lt;strong&gt;Ana Malhoa&lt;/strong&gt;. Isso fazia deles uma cópia dos &lt;strong&gt;The White Stripes&lt;/strong&gt;? Pelos vistos sim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.somlivre.pt/capas/079747.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Fuck The People&lt;/strong&gt;; Keep You On The Mean Side; 2002]&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-109397675986065421?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/109397675986065421/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=109397675986065421' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109397675986065421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109397675986065421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/08/ter-um-duo-copiar-os-white-stripes.html' title='Ter um duo é copiar os The White Stripes?'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-109395981397837771</id><published>2004-08-31T06:12:00.000-07:00</published><updated>2004-08-31T06:47:30.023-07:00</updated><title type='text'>A validade dos antigos novos projectos</title><content type='html'>Decididamente, está na moda reactivar antigas bandas na reforma, sejam elas antigos marcos de uma geração, como os &lt;strong&gt;Duran Duran&lt;/strong&gt;, ou sejam elas antigos símbolos da música rock, como os &lt;strong&gt;Deep Purple&lt;/strong&gt;, ou ainda, sejam elas as &lt;strong&gt;The Bangles&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;O que é certo é que todos os motivos são válidos para reactivar uma banda perdida que já teve o mínimo sucesso em tempos idos; e nem o facto de um (ou dois, ou mais) membro já ter falecido impede que isso aconteça, como fizeram os &lt;strong&gt;The Who&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este meu ensaio recai sobre dois casos particulares: os &lt;strong&gt;The Doors&lt;/strong&gt; e os &lt;strong&gt;MC5&lt;/strong&gt;. Ambas as bandas foram cicatrizes profundas na história da música: exerceram influências, marcaram direcções, foram a génese de muita da música contemporânea. E ambas acabaram a sua actividade há décadas atrás. No entanto, com esta nova moda emergente, rapidamente surgiram projectos para as voltar a erguer. E assim surgiram os &lt;strong&gt;The Doors Século XXI&lt;/strong&gt; e os &lt;strong&gt;MTK/MC5&lt;/strong&gt;, supostos novos projectos, rebaptizados como forma de conferir um novo aspecto às antigas bandas, agora desprovidas de alguns dos seus membros, entretanto falecidos - Jim Morrison e Rob Tyner e Fred Smith, respectivamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha opinião é muito simples. Reactivar uma banda, anos e anos depois de esta ter perecido, por qualquer que seja o motivo, é um erro crasso e muito raramente dá resultado. E ractivar uma banda, depois de um ou mais membros já terem falecido, ainda pior o é - que me recorde, apenas os &lt;strong&gt;AC/DC&lt;/strong&gt; conseguiram contornar esse aspecto de maneira positiva.&lt;br /&gt;No entanto, pegando nestes dois casos concretos, dos novos &lt;strong&gt;The Doors&lt;/strong&gt; e nos novos &lt;strong&gt;MC5&lt;/strong&gt;, a minha opinião é que enquanto o primeiro é um projecto sem a mínima credibilidade, o segundo ainda consegue ter alguma validade.&lt;br /&gt;Ora vejamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;strong&gt;The Doors Século XXI&lt;/strong&gt; é um projecto sem validade, porque para além de ter um Ian Astbury voluntarioso e cheio de vontade, Jim Morrison será sempre Jim Morrison, e queiram ou não, será sempre o rosto dos &lt;strong&gt;The Doors&lt;/strong&gt;, pelo seu carisma único - e este novo projecto não consegue contornar este fantasma. Os &lt;strong&gt;MC5&lt;/strong&gt; tiveram que substituir o seu antigo volcalista e o antigo guitarrista e conseguiram-no de forma positiva, através de um modo eclesiástico, ao esticar as participações vocais entre os membros ainda vivos e o ex-&lt;strong&gt;Mudhoney&lt;/strong&gt; Mark Arm e a ex-&lt;strong&gt;Bellrays&lt;/strong&gt; Lisa Kekaula, e entregando a outra guitarra ao &lt;strong&gt;Hellacopter&lt;/strong&gt; Nicke Royale. Logo aqui há uma diferença na validade de ambos os projectos: enquanto que o primeiro aparece como uma tentativa de reanimar os &lt;strong&gt;The Doors&lt;/strong&gt;, revisitando as gerações passadas e introduzindo-se às novas gerações da forma possível (e nem vou comentar aqui o caso do baterista), os &lt;strong&gt;MC5&lt;/strong&gt; apresentam-se conscientes de todas as suas limitações, e para contornar isso recorrem a uma nova experiência musical em palco.&lt;br /&gt;Porque enquanto os &lt;strong&gt;The Doors Século XXI&lt;/strong&gt; recorrem a uma reencarnação posterior de o que foram, retocando todo o seu reportório de trás para a frente e de frente para trás, os &lt;strong&gt;MKT/MC5&lt;/strong&gt; apresentam-se como um novo projecto, nascido das cinzas do anterior. Tem o mesmo objectivo de apresentar a um novo público, um reportório importantíssimo da história musical, mas fa-lo segundo contornos de lição de música: os membros fundadores e os novos passeiam por um vasto reportório, passando pelos blues (&lt;strong&gt;Motor City's Burning&lt;/strong&gt;), batendo à porta do soul e do gospel (&lt;strong&gt;I Believe To My Soul&lt;/strong&gt;), rompendo pelo rock n' roll (&lt;strong&gt;Back In The USA&lt;/strong&gt;), acenando ao metal (&lt;strong&gt;Over And Over&lt;/strong&gt;) e claro, por &lt;strong&gt;Kick Out The Jams&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, enquanto que os &lt;strong&gt;MKT/MC5&lt;/strong&gt; são uma lição de música, os &lt;strong&gt;The Doors Século XXI&lt;/strong&gt; são... bem, alguma coisa serão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;[Banda Sonora - &lt;strong&gt;Ramblin' Rose&lt;/strong&gt;; Kick Out The Jams; 1969]&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-109395981397837771?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/109395981397837771/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=109395981397837771' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109395981397837771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109395981397837771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/08/validade-dos-antigos-novos-projectos.html' title='A validade dos antigos novos projectos'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-109391148821951155</id><published>2004-08-30T17:14:00.000-07:00</published><updated>2004-08-30T17:19:36.910-07:00</updated><title type='text'>Silent hills make pretty noises...</title><content type='html'>...Fake Plastic Words; Algodão Doce e Valium; The Private Psycadelic Reel; Beautiful Themes For Ugly Childrens; Kitschnette Fever; Exílio na Rua Principal; Tales And Songs From Weddings And Funerals....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais uma panóplia de nomes que nos passaram pelas mãos, antes de nos decidirmos por &lt;strong&gt;The Laundry Blues&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Incrível como conseguimos escolher o pior.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-109391148821951155?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/109391148821951155/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=109391148821951155' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109391148821951155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109391148821951155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/08/silent-hills-make-pretty-noises.html' title='Silent hills make pretty noises...'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-109383815416576294</id><published>2004-08-29T20:55:00.000-07:00</published><updated>2004-08-29T21:02:28.776-07:00</updated><title type='text'>O prazer é todo nosso...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/41/1577/640/photo_front.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/41/1577/320/photo_front.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por mais confortável que se esteja antes de ouvir Medúlla depois de ouvirmos os primeiros sons do álbum nunca mais vamos conseguir recuperar esse conforto. E todas as tentativas que fizermos para o conquistar de volta serão em vão uma vez que ele se vai perder no próximo respirar.&lt;br /&gt;Este não é só mais um álbum de Björk. Este é o álbum que traz consigo toda a excelência exprimental a que a própria já nos habituou. Onde os sons valem por si só deixando de parte o significado do que se está a cantar. E as vozes todas genialmente se conjugam para formar uma explosão de sentimentos e sons que só vai ser compreendida depois dela própria. No silêncio.&lt;br /&gt;Chega-nos também a surpresa de ouvirmos este álbum pela primeira vez. É algo que se estranha. Daqueles em que ficamos a olhar de lado para o sítio onde reside a nossa parte racional e que encaramos de frente com a cavalgada sentimentalista a vir em nossa direcção. É ai que não temos escapatória possível. Vamos de certo ser inundados por todos esses suspiros e surpresas sonoras que transbordam. É aqui também onde sons rudes e tribais se encaixam perfeitamente em sons ancestrais. Os mesmos aos quais ficamos presos. E esses mesmos que nos incomodam aumentando-nos o fascínio. Todos os sons valem por eles próprios, mas também são eles que se encaixam perfeitamente na continuação da audição. Contudo este álbum é um conjunto de músicas e só assim pode ser realmente entendido. Todas as faixas valem por si só mas é no seu conjunto que obtêm todo o seu significado.&lt;br /&gt;E creio que este seja o projecto mais egocentrico em que ela já participou. Mas creio também que essa particularidade seja inconsciente. Todos os convidados a participar no disco, nomes como Rahzel, Dokaka, Mike Patton, Kelis, só elevam a sua voz ao nível do inigualável. Ela não se sobrepõe mas torna-se especial dado o confronto com outras vozes. Mas nenhuma das restantes participações se desvaloriza nem se torna desnecessária. Tudo tem um sentido e uma total coerência. É essa a melhor qualidade de Björk. Porque tudo o que faz tem a sua marca muito própria e não poderia ser feito por mais ninguém. E não existe monotonia porque é sempre capaz de nos surpreender. Porque a qualidade nunca diminui e a mestria sempre se sobrepõe.&lt;br /&gt;É de notar também a qualidade visual a que nos habituou. Tudo o que reside à sua volta cheira a Björk. Todos os promenores chamam por ela. E esta deve ser também a melhor capa de todos os seus álbuns. Por ser forte em suavidade. Coisas que à partida não se juntariam na mesma fotografia. Uma exaltação de contrastes que traz com ela uma raiva contida prestes a explodir.&lt;br /&gt; &lt;a href="http://www.hello.com/" target="ext"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; PADDING-LEFT: 0px; BACKGROUND: none transparent scroll repeat 0% 0%; PADDING-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; PADDING-TOP: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="Posted by Hello" src="http://photos1.blogger.com/pbh.gif" align="absMiddle" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-109383815416576294?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/109383815416576294/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=109383815416576294' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109383815416576294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109383815416576294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/08/o-prazer-todo-nosso.html' title='O prazer é todo nosso...'/><author><name>mezzanine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05885292293777994554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-109382344122873128</id><published>2004-08-29T16:44:00.000-07:00</published><updated>2004-08-29T17:06:23.820-07:00</updated><title type='text'>Esta tarde, no meu leitor de CD's</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.fnac.pt/images/catalogo/discos/g/724359876023.jpg"&gt; &lt;img src="http://www.fnac.pt/images/catalogo/discos/g/36172095322.jpg"&gt; &lt;img src="http://cover09.cduniverse.com/MuzeAudioArt/520/526778.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[&lt;strong&gt;Jane Birkin&lt;/strong&gt; - Rendez Vouz; &lt;strong&gt;Cocorosie&lt;/strong&gt; - La Maison De Mon Reve; &lt;strong&gt;The Libertines&lt;/strong&gt; - The Libertines]&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-109382344122873128?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/109382344122873128/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=109382344122873128' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109382344122873128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109382344122873128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/08/esta-tarde-no-meu-leitor-de-cds.html' title='Esta tarde, no meu leitor de CD&apos;s'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8119133.post-109378115453811410</id><published>2004-08-29T05:03:00.000-07:00</published><updated>2004-08-29T11:44:11.856-07:00</updated><title type='text'>Prólogo</title><content type='html'>Na generalidade há dois tipos de pessoas: as pessoas que gostam dos Stones e as pessoas que gostam dos Beatles. Todas as pessoas pendem para um destes grupos, digam o que disserem. Podem é não saber, mas, inconscientemente, ou são pessoas que gostam dos Stones ou pessoas que gostam dos Beatles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que podem haver pessoas que gostam dos Beatles e que simpatizam com os Stones. Mas esses indivíduos não são pessoas que gostam dos Stones. O que quero dizer é que há pessoas que gostam dos Beatles que até podem dizer “Os Stones têm a sua graça” ou mesmo “Os Stones são a banda em actividade mais interessante”, mas que dirão sempre que o Mick Jagger andou a reboque do John Lennon e que os Stones sempre invejaram e copiaram os Beatles. Dirão que &lt;strong&gt;Their Satanic Majesties Request&lt;/strong&gt; é um agradável invólucro alucinogéneo, mas &lt;strong&gt;Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band&lt;/strong&gt; é a verdadeira essência da música psicadélica. Dirão que os Stones até souberam gritar e dançar, mas os Beatles é que souberam compor e tocar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como estes, também há pessoas que gostam dos Stones que podem simpatizar com os Beatles, mas que nunca serão pessoas que gostam dos Beatles. Ou seja, até podem dizer que &lt;strong&gt;Revolver&lt;/strong&gt; é um interessante marco do rock, mas que o verdadeiro altar será sempre &lt;strong&gt;Exile On The Mainstreet&lt;/strong&gt;. Dirão que Lennon e McCartney foram uma dupla marcante para a história da música pop, mas que Jagger e Richards foram preponderantes para o desenvolvimento da música rock na Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, haverá sempre aquele que até gosta de cantar o &lt;strong&gt;Help&lt;/strong&gt;, mas que irá sempre preferir assobiar o &lt;strong&gt;Miss You&lt;/strong&gt;. Haverá sempre aquele que gosta do riff de &lt;strong&gt;Satisfaction&lt;/strong&gt;, mas que se irá deleitar com as guitarras de &lt;strong&gt;Day Tripper&lt;/strong&gt;, assim como haverá aquele que gostará de arranhar vezes sem conta o &lt;strong&gt;Helter Skelter&lt;/strong&gt;, mas que irá gritar o &lt;strong&gt;Jumpin’ Jack Flash&lt;/strong&gt; até lhe estoirar os pulmões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu quero dizer é que há dois tipos de pessoas: as pessoas que gostam dos Beatles e as pessoas que gostam dos Stones. Podem haver pessoas do primeiro grupo que simpatizam com os Stones e vice-versa. Mas nunca haverá pessoas que gostam das duas bandas por igual, equiparadamente.&lt;br /&gt;Eu sou sem dúvida, uma das pessoas que gostam dos Stones.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8119133-109378115453811410?l=laundryblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laundryblues.blogspot.com/feeds/109378115453811410/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8119133&amp;postID=109378115453811410' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109378115453811410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8119133/posts/default/109378115453811410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laundryblues.blogspot.com/2004/08/prlogo.html' title='Prólogo'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
